segunda-feira, 18 de junho de 2018

“Mercearia Pague-O-Que-Puder” - Pay-What-You-Can Grocery


No sábado passado abriu uma nova mercearia em Toronto.  

(da net)

“Mercearia Pague-O-Que-Puder”, iniciativa do chef canadiano, Jagger Gordon, que criou o Projeto Feed It Forward.

As prateleiras foram abastecidas com produtos alimentares essenciais: pão, enlatados, feijão, cereais, hortaliças, fruta...

Os produtos não têm preço. Os clientes pagam de acordo com a sua disponibilidade financeira do dia. Se não puderem pagar num determinado dia, não pagam.

Os clientes estão limitados a levar produtos suficientes para um dia, por família.

Os produtos alimentares são “resgatados” de armazéns, quintas, supermercados, padarias, restaurantes e cafés. Os produtos estão dentro do prazo de validade.

"Há grandes empresas que têm muitos alimentos armazenadas em grandes armazéns e nem todos são vendidos", disse Gordon, fundador da iniciativa Feed It Forward. “Não há nada de errado com os produtos que recebemos; algumas lojas apenas determinam que a comida não pode ficar mais tempo por quatro ou seis meses na prateleira. Por exemplo, temos comida para animais de estimação aqui que ainda está a seis meses da data ideal de frescura. ”

Segundo ele “O Canadá deita fora, anualmente, alimentos consumíveis no valor de $31 mil milhões, ou seja, 40% dos alimentos produzidos no Canadá acabam em aterros, enquanto 1 em cada 7 pessoas vive na pobreza.”

Esta é uma forma de ajudar os mais necessitados e reduzir o desperdício de alimentos. Uma iniciativa louvável.

A mercearia está também aberta a clientes que podem pagar o preço justo (ou acima do preço praticado nos supermercados) que é uma forma de ajudar aqueles que não podem pagar.

45 comentários:

  1. Quando será avaliada a experiência? Como se controlam os abusos, sim porque tb aí haverá quem abusa da solidariedade dos outros!

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    1. Estive a ler sobre isso, mas não acrescentei ao post porque ficaria ainda mais longo. Os voluntários tomam nota do nome dos clientes e outras informações sobre os mesmos.

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  2. Brilliant idea! Thank you for sharing!

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  3. Ideia muito boa apenas com uma dúvida: Trump, o chefe maquiaélico do lado, sabe que os canadenses têm essa veia solidária?

    Não ligue, Catarina, it's only a private joke.

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    1. I know!
      Permita-me uma correção. Em português europeu dizemos canadianos. Canadenses é "brasileiro". :)))

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    2. E onde se lê "o chefe maquiaélico" deverá ler-se 'o chefe maquiavélico'.

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    3. Esse erro foi um erro de digitação, António. Não me incomodou. : )

      Também não me incomoda quando leio “à” em vez de “há” que é o erro mais frequente que vejo nos blogues. Ou “poetiza” – talvez distração por parte de quem escreveu! : ))

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    1. Os “visitantes”, como eles lhes chamam, devem dar o seu nome e contacto aos voluntários da mercearia e mostrar-lhes o que compraram nesse dia. Uma forma de controlar e evitar alguns abusos.

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  5. Great idea. And one which I hope spreads. We waste food here too. While others starve.

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    1. It is a reality even in rich countries like yours and mine. A very sad reality. I like to see individuals who use their platforms to help others.

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  6. Uma iniciativa fantástica!
    Devia haver uma cadeia de mercearias assim...
    Há tempos vi num documentário, que só o que a UE desperdiça, em produtos que não cumprem todas as normas (tamanho, apresentação...), daria para alimentar todo o continente africano! Em vez disso, os produtos vão fora... e os recursos esgotam-se até à exaustão, inutilmente!... e milhões em África, continuam a morrer de fome... se tivessem o que comer, pelo menos... certamente não se metiam em barcos às centenas, e não vinham invadir a Europa... que também os evita... caso do navio "Aquarius", que Itália não aceitou receber, com mais de 600 pessoas a bordo... acabando por ir para Espanha...
    E o futuro destas pessoas... é incerto... pois a Europa também não tem como absorver toda esta gente... é impossível conter a entrada de centenas de pessoas todos os dias... e é impossível proporcionar a todos uma vida, como teriam direito... e vêm a pensar que conseguirão ter...
    Tudo isto, é triste... este circuito vicioso, que com um pouco mais de solidariedade, evitaria tantos problemas, mortes e sofrimento...
    Beijinhos
    Ana

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    1. Eu não preciso de ir tão longe, Ana. Basta ver o que se está a passar nos Estados Unidos. Quase duas mil crianças separadas dos pais quando atravessaram a fronteira. E o presidente, que culpa os democratas, poderia parar esta atrocidade. Verme! I can’t believe I called the man verme!!! But I am not erasing it : )
      Concordo consigo, Ana, alguns países não podem já absorver tantos refugiados.
      Quanto a excesso de alimentos preparados em casa... também peco por isso. Mas desta vez, depois de ler estes artigos, vou fazer o meu melhor para evitar o desperdício. Já mobilizei cinco amigas para irmos a esta mercearia talvez uma vez por mês e comprarmos alguns produtos pagando um pouco mais do que pagaríamos nos supermercados tradicionais, para darmos oportunidades aos que não podem pagar. É outra maneira de retribuição da nossa parte.

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  7. Que boa ideia. Oxalá não se estrague.

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    1. Tambem lhes desejo muito sucesso e que as pessoas nem pensem em abusar desta iniciativa.

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  8. What a great initiative that more places ought to adopt. Very nice indeed!

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  9. Uma iniciativa genial que é de louvar. aqui em Portugal luta-se para que as grandes superfícies e a restauração possa entregar a quem necessita o que não gastam, mas até agora ainda ninguém fez nada.

    Boa semana Catarina.

    Um beijinho

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    1. Por acaso li ontem um artigo relacionado com este tema (fiz questão de procurar na net para saber o que se passa por aí).
      Uma parte do que li”
      “A comida que sobra todos os dias em restaurantes e cantinas tem como destino as lixeiras. Os profissionais da restauração e hotelaria justificam esta situação com a legislação em vigor, mas a ASAE diz tratar-se de uma má interpretação da lei.

      Para fazer aproveitar estas refeições é necessário criar uma rede de recolha da comida nos estabelecimentos e entrega a quem mais precisa. Trata-se de cerca de 7% das 500 mil refeições confeccionadas todos os dias em Portugal, segundo dados avançados ao Correio da Manhã pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRSP). Estes 7% traduzem-se em 12.775 milhões de refeições desperdiçadas anualmente.

      Para a Associação, não há dúvidas de que a lei é «taxativa e impede o aproveitamento das refeições». Porém, a ASAE refere que não há nenhuma lei que impeça os restaurantes de aproveitarem os restos. Apenas há que ter cuidado no transporte destas refeições excedentes, que deve ser realizado em viaturas preparadas para o frio e para o quente.”

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  10. Uma iniciativa fabulosa, infelizmente ha tanto desperdicio.
    Na Australia ha varias associacoes que vao buscar alimentos que os supermercados querem deitar fora, e tambem vao a restaurantes buscar as sobras para depois cozinharem para os sem-abrigo ou pessoas carenciadas.

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    1. Há que aproveitar o que sobra. Vai ajudar muita gente.

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  11. That's a wonderful idea. Sometimes there can be so much food wasted from the supermarkets even though it's given away for homeless people to be fed by different organisations and so on...still I believe there is much waste.

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  12. Uma iniciativa extraordinária.
    Bem-haja quem a levou a cabo.
    Boa semana

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  13. Muito interessante este conceito, mais abrangente que outro que eu conhecia !
    Creio que foi perto da Torre de Belém (?) que havia coisas à venda e que tinha um letreiro : "Pague o que achar justo".
    ... E não é que me disseram que normalmente, o valor pago era até superior ao que o "vendedor" considerava ?...

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    1. ... Mas outra coisa que me "repugna" é o facto de aqui em Portugal, os restaurantes não poderem fornecer os "restos" (as sobras dos tachos) não consumidos a instituições que delas muito precisariam. A ASAE não o permite, alegando a possibilidade de falta de segurança alimentar !
      :(((

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    2. Foi o que li tal como transcrevi na resposta ao coment da Flor de Jardim.

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  14. A wonderful initiative. Hope it works!

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  15. Excelente Catarina, o meu total apoio a causas iguais a esta !!!

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    1. E estas são causas para as quais eu também posso contribuir. Tal como para os Bancos de Alimentos ou doar roupa a determinadas associações.

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  16. Será que isso funciona aí?
    Não creio que funcione na maioria dos lugares do mundo. Em países considerados de 3º mundo, o que ia acontecer é algo semelhante ao que acontece na china quando lançam um novo telemóvel topo de gama. Enchentes de pessoas atropelam-se e sem segundos tudo desaparece. Como um bando de gafanhotos.

    Em países meio-meio, creio que alguns descarados todos os dias iam levar bastante comida de graça e depois deitavam fora porque não comiam tudo. Outros teriam vergonha de se servirem sem poder pagar. E outros, simplesmente, não gostam da falta de preço.

    Se aí funciona, é porque aí é diferente.
    Eu não saberia o que fazer porque eu acho que tudo deve ser barato eheh. Surpreende-me o preço que cobram por uma banana, por exemplo. Aqui é uma libra e vinte, uma só banana, comprada num supermercado. Depois pela mesma libra, compras noutro supermercado um cacho com seis. E nenhuma presta.

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    1. Não sei se vão ter sucesso, espero que sim. Abusos há em todo o lado, mas eles parece que têm uma maneira de controlar a coisa...
      Alguns dizem que sem preços, algumas pessoas ficam sem saber se pagam menos ou mais pelo produto e isso pode inibi-las de aproveitar esta oportunidade.
      Também concordo que aceitem “visitantes” que estejam dispostos a pagar o preço justo ou superior ao habitual porque, assim, poderão ajudar os que não podem pagar.

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