quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Há coincidências!!





A caminho de casa vi este Lamborghini que me ultrapassou.

Eu ia na faixa da esquerda à velocidade máxima permitida.

Continuei a conduzir atrás dele mas a uma distância ligeiramente maior que o normal... just in case!!

Desliguei o rádio para ouvir o som do motor!!

Numa das ruas do meu bairro, viro à esquerda para ir ao supermercado. O Lamborghini continua em frente!!

Quando, mais tarde, viro na minha rua, qual é o primeiro carro que vejo estacionado na rua?! 

O Lamborghini preto!!

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Bread Bar em Guelph


Faço questão de vos esclarecer que não estou a publicar as fotos do meu passeio a Guelph por ordem, o que habitualmente faço mesmo que seja um simples passeio pelo parque. : )

Com efeito as primeiras fotos que tirei assim que chegámos a Guelph foram estas!!

Almoço no Bread Bar. Escolhemos uma mesa na esplanada virada para o parque. Um ambiente vivo, jovem e dinâmico! Quero voltar!

(Na quarta-feira passada tinha pensado que as pizzas que comi num restaurante da Roncesvalles Ave (post de 18/agosto) tinham sido as melhores pizzas que jamais tinha comido. Hoje digo que foram as segundas melhores, porque as melhores de todos os tempos foram estas do Bread Bar!!)

Começámos com esta salada, cujo nome é “salada de verão” com tomates da herança, queijo burrata (feito a partir do mozarela que pode ser feito com leite de búfala ou de vaca, também em formato de bola mas com um recheio cremoso), alface e azeite extra virgem.


(Já comecei a procurar por este queijo nos supermercados)

Pizza Meat Mountain: molho vermelho, mozarela, bacon, salsicha, pepperoni, pimentos encarnados assados e pimentos picantes em conserva. Crosta crocante!



Pizza Margherita – molho vermelho, mozarela, manjericão, alho e azeite extra virgem. Crosta crocante!



A esplanada do restaurante ao fundo





segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Em Guelph (2)


Vamos dar uma voltinha pelas ruas e ver moradias...










Se ampliarem a última foto poderão ver que os proprietários desta habitação tem uma “ponte” entre a moradia antiga e a moderna.

domingo, 19 de agosto de 2018

Em Guelph


Um dos meus sonhos era visitar, atravessar e fotografar uma ponte como vi no filme “As Pontes de Madison County”.

Hoje concretizei este sonho em Guelph, pequena cidade fundada em 1827.

Ponte de treliça em Guelph


Uma ponte coberta, com vigas cruzadas, para pedestres e ciclistas.





É caso para reiterar que nem sempre é preciso ir longe para concretizar sonhos.






Esta ponte foi construída em 1992 por 400 voluntários que se inspiraram nas pontes de treliça dos anos de 1880s.  Atravessa o Rio Speed.


(Foto da net sem árvores pela frente!!)

Não... não me encontrei com Clint Eastwood nem nenhum dos seus sósias!


sábado, 18 de agosto de 2018

Mindful eating - comer com atenção plena

Seguindo esta linha de pensamento, beneficiaremos se prestarmos atenção ao que comemos, no momento em que estamos a comer. Observar com atenção a apresentação do prato, as cores, a textura dos alimentos, o sabor e o cheiro proporciona-nos uma experiência muito mais rica, mais agradável, mais espiritual.


Por outras palavras, não devemos comer apenas por comer, mas sim para satisfação mental e de todos os sentidos. 

Esta prática de Mindfulness é benéfica em todos os aspetos da nossa vida. Uma prática que começou a ficar popular no ocidente há mais de 30 anos.


Jantar num restaurante na Rocensvalles Ave 

Para além de várias entradas, encomendámos dois tipos de pizza, mas vou focar apenas nesta que escolhi.


Pizza Roncy

“Em homenagem ao Património da Europa de Leste, a nossa Pizza Ronchy de assinatura capta a energia do leste europeu da nossa comunidade.”  Tirado do site do restaurante.

Pizza com fior di latte (queijo tipo mozarela), rodelas finas de batata Yukon Gold, bacon fumado, cebola caramelizada, grana padano (outro tipo de queijo), pimenta preta e endro.

O endro dá-lhe um sabor distinto que me agradou muito. 










sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Passeio pela Roncesvalles Avenue – uma rua num bairro ainda considerado predominantemente polaco


Elétrico (streetcar/tram)







Igreja Católica S. Vicente de Paulo - 1914



Igreja Unida de Roncesvalles



Árvore – silver maple/ácer – com cerca de 125 anos e considerada património


11 metros de altura e 320 cm de circunferência



Nesta rua ainda existem os pequenos estabelecimentos: mercearias, charcutarias, mercado de fruta, gelatarias...






quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O objetivo da arte é fazer-nos pensar e refletir...


No Museu de Belas Artes do Ontário em Toronto - AGO


Tronco de árvore com 1 181 pregos

Número de mulheres aborígenes que desapareceram e foram assassinadas no Canadá, conforme citado num relatório da RCMP (Polícia Montada) de 2014.






Rebecca Belmore (nascida em 1960, canadiana, de origem ojibwe) é uma das mais conhecidas artistas contemporâneas, tendo apresentado os seus trabalhos em várias galerias dos Estados Unidos e da Europa.

O seu trabalho aborda temas de identidade aborígene e justiça social.

“A sua obra evoca os vínculos entre o corpo, a geografia e as realidades atuais das comunidades das Primeiras Nações.”


Mixed Blessing

Figura ajoelhada vestida com uma camisola preta com capuz, rosto encoberto pelo cabelo. Há quem interprete como um “corpo poderoso e ao mesmo tempo impotente”.

Sangue na neve

Edredão branco representando um campo coberto de neve. "O sangue que escorre na cadeira branca representa dor e violência no meio de uma indiferença fria e branca." 

Para Rebecca Belmore é uma extensão da violência contínua contra o povo aborígene.

Um memorial em homenagem às vítimas do massacre de nativos americanos em Wounded Knee (Dakota do Sul, EUA) a 29 de dezembro de 1890.








Carrinhos que os sem-abrigo usam para transportar os seus pertences.

Lona

Lona – importante para a sobrevivência dos sem-abrigo.


Thin red line



Fatos de homem cheios de areia, cosidos com linha vermelha. 

"Estes uniformes burocráticos tornam-se objetos funcionais que são usados na guerra e noutros desastres."


Esta última foto – que chama a atenção para a exibição nos cartazes publicitários – é perturbadora, mas decidi hoje acrescentá-la a este post.


Fringe

"Esta imagem, como outras obras de Belmore, oscila entre a beleza e a repulsa. A ferida impede um olhar agradável sobre o corpo da mulher nua, mas a sugestividade da sua pose e a ausência de um olhar de retorno dificultam desviar o olhar. As contas vermelhas suspensas dos pontos do corte não são sangue, mas cordões de contas brilhantes. A ferida é um símbolo da tenacidade e da violência indesculpável que muitas mulheres indígenas enfrentam."


“Apesar da gravidade da lesão da mulher, o Fringe de Belmore também é sobre cura. A ferida não é fatal, mas a cicatriz nunca desaparecerá.”


"This image, like other works by Belmore, oscillates between beauty and repulsion. The wound prevents a pleasurable gaze upon the nude woman’s body, yet the suggestiveness of her pose and the absence of a return gaze make it hard to look away. The red drips suspended from the stitches of the gash are not blood but strings of glistening beads. The wound is a symbol of both tenacity and the inexcusable violence that many Indigenous women endure."


“Despite the graveness of the woman's injury, Belmore's Fringe is also about healing. The wound is not fatal, but the scar will never disappear.”

Uma exposição que me sensibilizou, que me deixou a pensar, sem dúvida...