quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Galeria de Belas Artes de Dawson Creek está localizada neste antigo celeiro renovado.



Nos anos 40 do século passado havia, nesta zona, 13 celeiros de madeira que foram desaparecendo aos poucos com a evolução da tecnologia agrícola.

A Câmara Municipal reconhecendo a importância de preservar um dos símbolos emblemáticos do património agrícola de Dawson Creek - o elevador de grão da pradaria - decide adquirir um. Em 1982, a companhia Alberta Wheat Pool concorda em vender um destes celeiros por $1.00 (um dólar) desde que o edifício e os anexos fossem transportados para outro lugar antes de 30 de novembro de 1982.




A 26 de novembro, todas as partes do celeiro original tinham sido transportadas para o novo local. O custo do transporte rondou os $100 mil dólares.


Vila de Pouce Coupe - (“Polegar Cortado”)


Principais indústrias: agricultura, petróleo e turismo

População: cerca de 750

Atividades mais populares da região: hiking, esqui, snowmobiling, caça e pesca

Rua principal:

Estação dos Correios:

Ao lado dos Correios, o Museu:







Sala de aula (1954):



Uma leiteira muito semelhante às leiteiras fabricadas em Portugal

E ao lado do Museu, os Bombeiros:


Hart Hotel – construído em 1928:




terça-feira, 30 de agosto de 2016

Kinuseo Falls


Estas cataratas ficam localizadas nas Montanhas Rochosas do Norte, na Colúmbia Britânica. São mais altas (60 metros) que as de Niágara, mas menos volumosas.

Depois de sairmos da autoestrada, seguimos um percurso panorâmico de uma extraordinária beleza, por estradas de terra e cascalho que, mesmo numa carrinha todo terreno, me causaram alguns desafios enervantes. 

Atravessámos pontes que me pareceram demasiado estreitas e que não ofereciam – a meu ver – grande segurança.


Mas chegados ao destino, somos recebidos com estas paisagens deslumbrantes com os sons característicos e relaxantes que só as quedas d’água podem emitir.








: )


(Os posts sobre a Colúmbia Britânica estão quase a terminar...)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Food!!!!


Pratos caseiros:




Comida de pub:




Bolos feitos em casa:







Não cozinhei durante as semanas de férias. : )

sábado, 27 de agosto de 2016

Hoje é só paisagem!!











Se clicarem nas imagens, estas ficarão muito mais nítidas... como sabem...  : )




sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Dawson Creek (Cidade da Paz ou do Quilómetro Zero) é uma pequena cidade localizada a nordeste de B.C. Tem cerca de 12 mil habitantes. A cidade vive essencialmente da agricultura – trigo, aveia, centeio, canola, pasto -, do comércio a retalho, do turismo e do petróleo.


Apesar de quase toda a província da Colúmbia Britânica se reger pelo Fuso Horário Padrão do Pacífico, há certos locais, como Dawson Creek que segue o Fuso Horário Padrão das Montanhas como a província de Alberta. Em Dawson Creek não há horário de verão. Nesta altura, há 3 horas de diferença entre esta cidade e Toronto. E está uma hora atrasada em relação a Grande Prairie (Alberta) onde tomei o primeiro avião até Edmonton que tem uma diferença de duas horas em relação a Toronto. Tive que estar atenta!!


Não há grande movimento de veículos nesta cidade. Quando há meia dúzia de carros numa rua já consideram um engarrafamento!!



Observei que os carros de eleição são as carrinhas de caixa aberta. Experimentei a conduzir uma. Fiquei nas alturas. Gostei! 

A preferência por estes veículos faz todo o sentido. Quando se sai da cidade, as estradas secundárias são de cascalho, há necessidade de transportar equipamento tanto agrícola como equipamento de esqui e snowmobiles, pois as temperaturas rigorosas do inverno não impedem que os habitantes deixem de praticar os desportos associados a esta estação.


Por isso os espaços de estacionamento são suficientemente espaçosos. Em Toronto, salvo raras exceções, já não será tão fácil estacionar um carro com estas dimensões. Isto visto pelo meu prisma! : )

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Mile Zero (Quilómetro Zero) – Aqui começa a Auto-Estrada do Alasca, em Dawson Creek, B.C.








O bombardeamento de Pearl Harbor em 1941 forçou os americanos e os canadianos a reavaliar a segurança da América do Norte. Necessitavam de uma rota segura através da qual poderiam transportar bens e equipamentos militares dos outros estados para o Alasca. Essa rota tinha que ser concluída no espaço de um ano. 

Cartaz de recrutamento para o Projeto de Construção da Auto-Estrada do Alasca em 1942:

“Os homens contratados para este trabalho serão obrigados a trabalhar e a viver sob as condições mais extremas que se possa imaginar. As temperaturas variam de 90 graus acima de zero a 70 graus abaixo de zero. Os homens terão que enfrentar os rigores dos pântanos, dos rios, do gelo e do frio. Os mosquitos e as moscas não serão apenas irritantes, mas causarão danos corporais. Se você não está preparado para trabalhar sob estas condições ou condições semelhantes, não se candidate a este emprego.”

(Graus Fahrenheit)

Mais de 11 mil militares e 16 mil civis chegaram a Dawson Creek em 1942 para trabalhar neste projeto. As temperaturas no inverno eram tão baixas que os lubrificantes congelavam, as peças das máquinas quebravam, homens morriam de frio...


O permafrost (solo que se mantem sempre gelado) e os solos ácidos, característicos da região ártica e boreal, causavam problemas muito graves; no verão os insectos eram tão horrorosos que os trabalhadores tinham que usar redes mosquiteiras.

A 13 km por dia... ao fim de oito meses tinham concluído 2.700 km de auto-estrada que foi inaugurada a 20 de novembro de 1942. 

A estátua de ferro do agrimensor está a apontar para noroeste. É uma homenagem a todos aqueles que trabalharam na construção desta auto-estrada.




Este poste, indicativo também do “Quilómetro zero”,  foi colocado neste cruzamento a poucos metros da rotunda acima, a pensar nos turistas. É mais fácil o turista atravessar este cruzamento e colocar-se numa posição estratégica para a grande foto!