Dia para recordar
e celebrar o fim das hostilidades da Primeira Guerra Mundial.
E tal como em anos anteriores, não posso deixar de mencionar John McCrae (1872-1918), poeta, médico, autor e soldado canadiano da Primeira Guerra Mundial.
No verão, quando fui a Guelph, visitei a casa onde viveu, que é agora um museu.
Poema “Nos Campos
de Flandres”
Inscrição do
poema num “livro” de bronze no Memorial de John McCrae ao lado da casa-museu
A antiga chave da casa
Um dos poemas
mais citados da guerra:
Nos Campos de Flandres
Nos campos de Flandres
as papoilas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo.
Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.
Continuai a lutar contra o nosso inimigo;
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoilas
nos campos de Flandres.
John McCrae, Flanders, 1915
Tradução de Abgar Renault, tirada da net.