quinta-feira, 6 de dezembro de 2012





Ainda não acabei o livro que estou a ler e já estou a pensar noutro.

Em 2010 li, pela primeira vez, “O Cisne Negro: O impacto do altamente improvável” do ensaísta e professor catedrático, Nassim Nicholas Taleb.

Cisnes negros são aqueles acontecimentos altamente imprevisíveis que têm um grande impacto no mundo inteiro e que depois de terem acontecido são facilmente explicáveis, segundo o autor. Dá como exemplos o 11 de setembro, a internet, a primeira grande guerra mundial.

Há poucos dias vi alguns minutos da sua entrevista com Fareed Zakaria, da CNN, sobre o seu novo livro “Antifrágil: Coisas que ganham com a desordem”. Um livro provocante e muito interessante, assim afirmou Zakaria.

Que coisas poderão beneficiar da volatilidade, do stress, da variabilidade e da desordem?


13 comentários:

  1. Idem, aspas.
    Ainda estou a ler um e já estou a pensar noutro.
    É hábito, Catarina.
    Ler dois ao mesmo tempo é que não.

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    1. Apesar de ter aqui uma série de livros para ler que me ofereceram ou que comprei – alguns clássicos comprados nas “garage sales” muito populares por aqui na primavera e no verão e por menos de $2– quando me falam de alguns lançados há pouco tempo, fico sempre curiosa e ansiosa por lê-los. Este é um deles. Mas como é uma leitura lenta para este tipo de tema, creio que o terei que comprar embora já esteja na lista de espera da biblioteca, o meu local de eleição para a obtenção de livros! : )

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  2. Quando aumenta a desordem, a volatilidade e o stress, será a melhor altura para passar ideias que nunca teriam nenhum impacto numa sociedade equilibrada...
    Com toda esta crise económica, que traz tanta instabilidade, em que as pessoas se sentem mais fragilizadas e com mais medo do futuro, não é de estranhar que as ideias de extrema direita ou completamente radicais cresçam a olhos vistos... qualquer coisa serve para direccionar culpas e arranjar bodes expiatórios para as suas desgraças... um terreno que fica muito perigoso, porque aproveitar as fraquezas humanas para as dominar, é uma cartilha muito velha mas que acaba sempre por resultar... foi em tempos de dificuldade que o Hitler chegou ao poder... assim como muitos outros. Há sempre os aproveitadores da desgraça que só conseguem ficar mais fortes quando a racionalidade se perde e a insanidade se instala.

    Bjos

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    1. Por aquilo que entendi, assim muito por alto, é que “a incerteza é necessária, que as coisas devem ser construídas de forma antifrágil. Que os sistemas que são resilientes resistem aos choques e permanecem na mesma. Já o que é antifrágil fica cada vez melhor.” Ainda tive tempo de o ouvir quando dava o exemplo da Suiça; um país que não gosta de volatilidade e que não “desperdiça” um erro. Pensei em Portugal, mesmo antes de pensar no Canadá. O governo português tem aprendido com os muitos erros cometidos? Parece-me que não... mas sou uma total leiga na matéria.

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  3. A Isa diz muito bem "aproveitadores da desgraça" alheia. Hoje em dia ouve-se muitas vezes a versão "económica" desta expressão que é "aproveitar as novas oportunidades de negócio".
    Continuação de boas leituras. Por mim, hoje vou dar um longo passeio na neve e depois acabar de ler "A Civilização do Espectáculo" de Mário Vargas Llosa.

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    1. Sempre ouvi dizer que “há sempre quem ganha com a desgraça dos outros.” Estou curiosa como Taleb debate o assunto. Por que tinha um compromisso naquele dia e não podia chegar atrasada, apenas vi os primeiros minutos da entrevista. Talvez a possa encontrar na net.

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  4. Tive um arrepio ao ler o nome do livro, já li o "Cisne Negro", não o tenho, foi-me emprestado pelo meu médico de Oncologia, sinceramente não o li na melhor altura da minha vida, mas quero voltar a ler.
    Bom fim de semana Catarina

    beijinho e uma flor

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    1. Flor de Jasmim, talvez te estejas a referir ao outro livro “O Cisne Negro” do qual fizeram um filme. Este não li nem quis ver o filme. Demasiado “negro” para mim.
      Bjos

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  5. Catarina, pelo que li o Fareed Zakaria voltou à CNN! Eu tinha lido que tinha sido afastado desta e também da revista TIME por pelágio. Sabe como foi resolvido o caso?

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    1. F. Zakaria pediu desculpa pelo seu “lapso jornalístico”. A CNN fez as suas investigações e chegou à conclusão que foi um caso isolado. Foi o que li na altura. Zakaria regressou com o seu programa GPS aos domingos onde vi/ouvi a entrevista com o escritor N. Nicholas Taleb.

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  6. Bom, não sei se será livro para me interessar por aí além, mas se leres e gostares depois avisas, né? ;)

    Abraço!

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    1. PS - não, ainda não consegui ver a ocupação de espaço do Picasa. Será porque ainda não aderi ao google mais? Segui todos os passos que me disseste, mas não aparece a referida janela. ;)

      De qualquer forma, obrigada! Se tiver problemas, depois chateio um amigo que percebe a potes dessas coisas! :D

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