quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Sexting (contração de sex e texting) é um termo que apareceu pela primeira vez numa revista australiana em 2005 e que também vai ser abordado no novo Currículo de Educação Sexual do Ontário. 

O programa de educação sexual não era atualizado desde 1998. Sexting ainda não tinha sido “inventado” na altura. Desde então muitas novas tecnologias surgiram...

Grupos de pais já protestaram em frente do edifício da Assembleia Legislativa em Toronto  porque consideram o novo currículo muito explícito e inapropriado para as idades.

Vejamos... "muito por alto":

No Grau 1 (1° ano de escolaridade), as crianças vão aprender sobre  anatomia;

Grau 2 – desenvolvimento do seu corpo e que “Não quer dizer Não”;

Grau 3 – relações entre pessoas do mesmo sexo; diferentes estruturas familiares: dois pais (pai+pai) ou duas mães ou pai solteiro/mãe solteira;

Graus 4, 5 e 6 – puberdade e as muitas mudanças que vão ocorrer no seu corpo; o estresse associado a esta fase; relacionamentos saudáveis.

Grau 6 – expressão de género e masturbação;

Graus 7 – 12 – Sexo anal e oral e contraceção; relações amorosas, segurança pessoal, sexting. Respeito e Consentimento; Comportamento sexual inadequado, etc, etc.

O novo currículo vai entrar em vigor no próximo ano letivo. 

A ministra da Educação diz, por outras palavras, que o currículo veio para ficar.


19 comentários:

  1. Um currículo um bocadinho.....atrevido.
    Para ser simpático que eu sou muito conservador

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    1. De certo que vai ser apresentado/ensinado tendo em conta as diferentes sensibilidades dos meninos/meninas/adolescentes.
      : )

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  2. Por cá, seria um bom "curriculo" para ser ensinado aos pais !
    Há muitos "tabus" que eles ainda não entendem e que lhes fazem imensa confusão, ... quanto mais aos seus filhos, pensarão ! :))
    Nestas coisas, sou de mente muito aberta !
    .

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    1. Nunca me senti muito à vontade para explicar determinados pormenores aos meus filhos. Muitos não expliquei. Fiquei-me pelo “básico”. Foquei, porém, na aceitação de quem é diferente e nunca os ouvi proferir termos derrogatórios.

      Tenho mente aberta mas transmitir conhecimentos muito pormenorizados constitui um problema. : )))

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    2. Deveria ter acrescentado "básico abrangente". Nao sou propriamente "medievalesca". : )

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    3. Claro que eu não falo por mim, naqueles "velhos tempos" de há 30 anos! Nesses, o aconselhável era nunca "tomar a dianteira" por antecipação, mas responder sempre ao perguntado, no tal "básico abrangente".
      Refiro-me mais aos meus netos, alguns dos quais estão completamente dentro de todos os assuntos relacionados com a sexualidade a todos os níveis !

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  3. ~ Uma questão sempre polémica... Até no Canadá!!

    ~ Na realidade, os jovens revelam níveis de maturidade sexual diferentes e deveriam ser eles a escolher em que nível de conhecimentos desejariam ser integrados.
    ~ De fato, não faz sentido falar de formas de sexo a quem não se sente preparado para iniciar uma vida sexual.
    ~ Tanto os pais, como os educadores deveriam confiar mais no brilhante discernimento juvenil.
    .~ Constata-se que o sistema de educação continua a não trabalhar com os pais, o que é muito lamentável.
    .

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    1. Os jovens bem informados estarão mais aptos a compreender o que é e não é aceitável nesta área; as novas abordagens irão ajudar as crianças/adolescentes a desenvolver o espírito crítico que os protegerão – assim se espera – de consequências desastrosas.

      Muitos pais preferem pensar que os seus filhos sabem menos sobre a matéria do que realmente sabem quando têm à sua disposição os mais sofisticados telemóveis, o youtube, o twitter, o facebook ... tecnologias que não havia há 16/17 anos. De certo que estes pais que se opõem ao novo programa estão bem familiarizados com estas tecnologias e têm contas no twitter ou facebook!

      Estou curiosa de como as escolas católicas irão abordar o tema “contraceção”.

      A polémica continua.

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  4. O problema não me parece ser o currículo em si, mas haver professores preparados para ensinar essas matérias da forma mais natural possível. Porque vamos lá ver, hoje não há miúdo de 7/8 anos que não saiba que existem famílias monoparentais ou com pais do mesmo sexo.

    Já a história do "não é não" também me parece útil ser ensinado bem cedo...

    Beijocas

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    1. A formação de professores já começou.
      Parece-me que os pais tb necessitam de sessões de formação. Estão atualizados com todas as novas tecnologias mas querem um currículo antiquado que não vai ao encontro das necessidades atuais. Sou de opinião de que os garotos devem aprender desde tenra idade – idade pré-escolar – que em vez de um peepee, weewee ou winkie o que de facto têm é um penis.

      Depois temos o bullying cibernético... que daria pano para mangas. : )

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    2. “penis” deveria estar em itálico para confirmar que é o termo em inglês que está a ser utilizado. : )

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  5. Dava um programa na TV que se chamava "Os malucos do riso" a mãe de uma adolescente (16 anos) pede opinião ao seu médico de família, tendo a filha 16 anos, o que ele achava de ela falar de sexo com ela, o medico respondeu, faz muito bem, a senhora nem imagina o que vai aprender com a sua filha :))

    Omeu neto do meio faz 13 anos em Maio, está no 7º ano, anda a dar o que aqui apresentas como "Graus 7" acrescentando, masturbação, prostituição, Gays, Chulos e outras coisas mais, cada aula que ele tem, deixa-me surpreendida.


    Beijinho

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    1. Sim, nós referimos aos anos de escolaridade como graus. Grau 1, grau 2, etc. Os alunos aprenderão talvez muito mais na escola – com toda a formalidade que o assunto impõe – do que em casa, muitas vezes com termos derrogatórios, absolutamente inadmissíveis.
      : )

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  6. Pois este teu post daria que falar, porque em países evoluídos, e falo do Canadá, dá-se atenção a assuntos importantes. Aqui estamos mais preocupados com outro tipo de "assuntos"... Lamento e nem sequer me afoito a comentar, porque o meu discurso ia tornar-se acre e eu não quero ficar azedo ! :)

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    1. Deixa o azedume que te faz mal! : )
      Compreendo o que queres dizer.

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  7. O problema deve ser igual ao que acontece aqui, os professores não estão preparados para essa matéria!
    Bjs

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    1. Não é o mesmo que acontece aí quanto a professores. Eles recebem a formação necessária. Os pais é que talvez não estejam preparados.
      : )

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  8. Catarina, acho um "programa" aterrador (sou um tipo mais para o conservador).

    Beijinho e bom fim de semana.

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    1. Ricardo, talvez seja mais conservador porque tem filhas. Se tivesse filhos sentir-se-ia mais recetivo. Concorda? : )

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