Ontem, tive uma conversa muito interessante com uma miúda de 5 anos, muito simpática e espevitada.
Com uma pronúncia nitidamente nortenha, pergunta-me:
- Sabes que o meu irmãozinho já nasceu?
- Ah, sim?! Não sabia. Quando é que ele nasceu?
- Não sei... – pensou um pouco e depois disse – Ele tem cinco semanas.
E quase num só fôlego continua:
- Ele só dorme, come e chora. Ele chora muiiiiiito! Quando come cala-se mas depois começa a chorar outra vez. À noite é que ele chora mais. A minha mãe estava ontem tããão chateada com ele que disse: - F****-se que o garoto não se cala! Mas depois a miiiiinha mãe deu-lhe leitinho e ele calou-se logo. Eu queria ajudar mas a minha mãe diz que ele ainda é muiiiiiito pequenininho.
Depois deu meia volta e foi brincar com as outras crianças.
"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
ResponderEliminarMas o melhor do mundo são as crianças (...)"
«Eu queria ajudar mas a minha mãe diz que ele ainda é muiiiiiito pequenininho.»
ResponderEliminarÉ fantástico verificarmos como a aptidão maternal, se pode manifestar tão cedo...Se fosse UM miúdo, provávelmente não pensaria em ajudar...
As crianças não escondem coisa nenhuma.
ResponderEliminarE são francas.
:)
É uma menina do norte, carago!
ResponderEliminar:)
Catarina,
ResponderEliminarAs crianças contam mesmo tudo mas, normalmente, só para quem confiam.
Beijo :)
Pedro,
ResponderEliminar"Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca."
Fernando Pessoa
É verdade, Bartolomeu. Se colocarmos, a certa distância de um menino e de uma menina, um carrinho e uma boneca, sabemos, de antemão, quem vai escolher o quê! : )
ResponderEliminarPois é, Observador, mas parece-me que a “idade da inocência” se tem vindo a altera muito nas últimas décadas em comparação com a nossa geração! : )
ResponderEliminarAhahahah, paulofski, os nortenhos não têm papas na língua! : )
ResponderEliminarConcordo, AC! Mas há por aí muita gentinha a fingir que é cordeirinho... Todo o cuidado é pouco!
ResponderEliminarCatarina,
ResponderEliminarComo são realistas as crianças. Destemidas e sempre prontas a contar as suas vidas, principalmente, aos professores. Porque confiam.
Porque entendem que eles são a extensão da família.
Gostei da história. É ternurenta, mesmo com palavrão à mistura. O palavrão é inocente. Não conhece o significado.
Bom fim de semana
Caldeira
Sim, Zé e à medida que as crianças vão crescendo, as confidências começam a ter um teor mais complicado! : ) Bom fim de semana.
ResponderEliminarTem razão, Catarina.
ResponderEliminarAs crianças e ... os bêbados :-)
É verdade, Luís! : )
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