Tolerância é uma questão social muito actual.
Há quem considere a expressão “ser tolerante” como sinónimo de “ser complacente” com conotação paternalista.
Tolerância, na minha opinião, e no sentido mais amplo, deverá significar aceitação. Ser tolerante é aceitar as diferenças entre as pessoas, diferenças estas que se referem aos valores sociais, crenças e práticas religiosas, raça, nacionalidade, cor, género, orientação sexual, idade, características físicas...
E quando num país multicultural, determinados grupos étnicos seguem as tradições, as normas morais fundamentalistas vigentes no seu país de origem? Isto a propósito do que li ontem sobre um caso de “crime de honra” – mais um – cometido em Phoenix, nos Estados Unidos. Os filhos tornam-se muito ocidentalizados e os pais não estão com meias medidas...
A vida dos jovens de certos grupos étnicos não é nada fácil. Na escola, no local de trabalho são “ocidentais” e quando regressam a casa espera-os um modo de viver completamente diferente e por vezes oposto. Jovens que vivem em dois mundos na mesma cidade, que se revoltam e que, muitas vezes, acabam por pagar com a vida a decisão que tomaram.
Se eu sou justa, devo ser tolerante; consequentemente, deverei tolerar os intolerantes, de contrário, serei intolerante. Mas eu não aceito estas práticas hediondas. A minha tolerância tem, afinal, os seus limites...
Catarina,
ResponderEliminarTolerância não é sinónimo de insensibilidade.
E, com práticas desumanas, não há lugar a tolerância.
Um Fabuloso 2011!!
tem limites a de todos nós, Catarina.
ResponderEliminarfelizmente a idade e a experiência de vida, torna-nos mais tolerantes, mais conhecedores do "outro".
claro que há sempre quem teime em não aprender nada com a vida...
Aquele rapaz, nascido na Judeia ha 2010 anos e de quem se festejou o aniversário ha 11 dias, precisamente, foi tolerante... alguns intolerantes, crucificaram-no.
ResponderEliminarCatarina
ResponderEliminarEu que sou uma pessoa bastante tolerante tavez pelos meus 54 anitos, porque a experiência me faz mais tolerante mais calma com o passar dos anos, mas tolerância não é e jamais será sinónino de insensabilidade, porque existem coisas completamente desumanas para a qual não existe tolerância no meu dicionário. E não acredito que esteja ultrapassada. acredito e sou humana, muito, só isso. Não tivesse eu 9 gatos a serem criados quase como se fossem filhos.
Beijinho
A tolerância tem limites, ponto final.
ResponderEliminarExcepto a tolerância de ponto que acontece sempre que um dirigente quiser.
(sorriso largo)
"A minha tolerância tem, afinal, os seus limites..."
ResponderEliminarAquele pai terá concluído que a sua tolerância tinha chegado ao limite !!
Discussão infrutífera...
Para chegarmos a um consenso universal teria o SER HUMANO de ter atingido o mesmo patamar em simultâneo!
De acordo com os dados das Nações Unidas, 5 000 mulheres e raparigas são mortas, anualmente, a tiro, envenenadas, estranguladas, apedrejadas, atiradas para a fogueira vivas, esfaqueadas, geralmente (mas não só) por membros masculinos da sua família.
ResponderEliminarNão há justificação ou tolerância possíveis para estes “crimes de honra”; não existem tradições ou valores sociais que justifiquem que um pai, um irmão, um tio mate uma filha, uma irmã, uma sobrinha porque ela optou por não seguir à risca os seus (deles) padrões morais e religiosos, porque se veste de maneira diferente, porque namora um rapaz que não pratica a mesma religião.
Tem toda a razão. Tolerância não pode ser indiferênça e, muito menos, permissividade. Caso contrário poderemos estar a alimentar a víbora que nos devorará amanhã.
ResponderEliminarHá limites para tudo e também para a tolerância. Não se pode ser tolerante para com a violência, venha ela de onde vier.
Uma análise muito actual e muito bem feita.
Beijo
Caldeira
Catarina
ResponderEliminarEspero que não tenha concluído que sou tolerante com este acto, ou outros similares... simplesmente, havendo como há a pena de morte em países que se dizem civilizados, apenas constato que há diferentes níveis de tolerância nos seres humanos, e cada um reclama para si a razão!
Claro que não concluí isso, Fenix.
ResponderEliminarA pena de morte serve para punir alguém que cometeu um crime muito grave. Mesmo assim, não concordo com esta forma de punição.
As “penas de morte” a que me refiro são planeadas e executadas pelos homens da família que visam mulheres e raparigas que “apenas” querem sair das tradições rígidas do núcleo onde estão inseridas, que não cometeram um crime, segundo a nossa definição.
Para certas minorias “limpar a honra” é mais importante do que uma filha.