Até há pouco tempo não conhecia ninguém que exercesse esta actividade profissional. Passeador de cães. Também desconhecia que é um cargo relativamente bem remunerado.
Um bom passeador de cães, tal como qualquer outra profissão, tem que perceber da matéria, neste caso, de cães. Não basta ser capaz de levar um cão pela trela a passear. Deverá ser detentor de determinadas competências que lhe permitam estudar a personalidade do canino, observar o que ele gosta e não gosta, as suas brincadeiras preferidas, o seu comportamento perante um esquilo, perante outro cão que encontre no caminho.
Os cães, tal como as pessoas, necessitam de se manter em boa forma física e nada melhor que passeios diários de uma ou duas horas, durante os quais também terão a oportunidade de conviver com outros animais da mesma espécie...
Isto a propósito de ter presenciado uma entrevista entre empregador e candidato ao cargo. O candidato em questão pareceu-me muito bem qualificado e apresentou cartas de recomendação.

Catarina,
ResponderEliminarEm Macau, quem passeia os cães, e limpa as porcarias que eles fazem, são as empregadas.
Maioritariamente de origem filipina.
E não são recompensadas por isso.
Infelizmente, há aqui muito boa gente que acha que elas têm que ser empregadas para todo o serviço.
E pagam-lhes uma miséria porque "na terra delas ganhavam muito menos" (sic).
Não terá sido por isso que tiveram que emigrar e aturar estes exploradores??
Revolta um bom bocado.
Já sabia da profissão e apareceu inclusive num filme americano uma personagem com essa profissão (mas não me lembro qual era o filme...)
ResponderEliminarApesar de tudo é mais fácil acompanhar/passear os animais do que a raça humana.
ResponderEliminarGenericamente falando, claro.
Redonda, penso que foi em Moonstruck, mas não tenho a certeza.
ResponderEliminarNnca me tinha lembrado, mas a verdade é que é um trabalho necessário se o dono não tem possibilidade !
ResponderEliminar... mas não deixa de ser uma curiosidade ! :)))
.
Querida Catarina, os gatos nãoo se deixam passear... Gostam mais de quem os tenha no colo a dormir e a ronronar... Pode vir a ser outra profissão: a de dar colo a gatos (de quatro patas, entenda-se....)
ResponderEliminarOlha, outra coisa, está para sair ou já saiu um novo livro de poemas do Mia Couto. Chama-se "Tradutor de Chuvas" e é da editora Caminho.
Deixo aqui um poeminha lindo desse livro:
TRADUTOR DE CHUVAS
Um lenço branco
apaga o céu.
A fala da asa
vai traduzindo chuvas:
não há adeus
no idioma das aves.
O mundo voa
e apenas o poeta
faz companhia ao chão.
Repetindo o que disse a Carol quem é capaz de passear um gato?
ResponderEliminarNinguém!
Mia Couto sempre a deslumbrar-nos em prosa e em verso!
Obrigada pela informação, Carol!
Abraço para ti, Catarina!
Já sabia que existia esta profissão através de uma reportagem que a televisão transmitiu há uns tempos atrás. Só não me lembro onde. É um bom exercício para os cães e para os passeadores também.
ResponderEliminarBeijinho
Há que ter em conta que há cães e cães.
ResponderEliminarComo dizia...????:
"Todo o trabalho é útil e digno, desde que executado com carinho, talento e consciência"
Portanto!... :))
Pedro,
ResponderEliminarJá tenho visto documentários em canais televisos americanos precisamente acerca da exploração a que os imigrantes filipinos estão sujeitos, principalmente as empregadas domésticas que chegaram com contrato. Lamentável.
Quanto aos passeadores de cães há muito que existem por aqui e nos EUA (e de certo noutros países também), mas nota-se, ultimamente, uma maior procura. As pessoas estão muito atarefadas e nem sempre tem tempo suficiente para dedicar aos seus animais de estimação que são cuidados como se de humanos se tratassem, como se fossem (e são) membros da família. : )
Redonda,
ResponderEliminarSuponho que em Portugal ainda não esteja “na moda” contratar passeadores de cães, não é verdade?
Observador,
ResponderEliminarTalvez. Se os caninos não demonstram bom comportamento irão para uma Escola de Obediência como aqui se chama. Quanto aos humanos... não sei! : )
Gi,
ResponderEliminarVi “Moonstruck” mas também não recordo.
Rui,
ResponderEliminarEm Nova Iorque é muito normal ver-se estes passeadores com muitos cães ao mesmo tempo. É preciso ter paciência! : )
Carol,
ResponderEliminarDar colinho aos gatinhos! De quatro patas... claro!
Obrigada pela informação sobre o novo livro de Mia Couto. Mia Couto é Mia Couto quer em poema quer em prosa! Quem esteve aqui no sábado passado foi Alice Vieira. Tive imensa pena de perder esta oportunidade mas só me apercebi deste convite no meu e-mail no sábado à noite. Como teria gostado de a ter conhecido pessoalmente! Abraço.
Rosa dos Ventos,
ResponderEliminarO último parágrafo do post foi a pensar em ti. Sei que tens pelo menos um gato... talvez dois até! : ) Abraço.
Sonhadora,
ResponderEliminarOs passeadores tem a vantagem de enquanto fazem, eles próprios, o exercício, estão a ser pagos! Embora num dia nevão não seja lá muito agradável. Abraço.
As-nunes,
ResponderEliminarSem dúvida. Desde que levem a sua tarefa a séria, serão considerados e remunerados de acordo com a sua competência profissional! : ) Abraço.
Porque não? Nos tempos que correm há que inovar nas profissões. :) Nunca vi um passeador de cães profissional, mas no passado fim-de-semana vi alguém a passear o seu cão de uma forma diferente. Um homem passeava de bicicleta e a dita é que levava o cãozinho pela trela. Não se pode dizer que aquele animal careça de exercício físico,não é? :)
ResponderEliminarPor acaso por aqui nunca vi nenhum, normalmente são os próprios donos que os passeiam. Logo também não fazia ideia que era preciso tantas "habilitações" para exercer a profissão. Profissão essa que julgava ser para desempregados à procura de emprego ou estudantes, a precisarem de mais uns trocos... ;)
ResponderEliminarO Cão passeia
ResponderEliminarO Gato não
O Gato Mia
O Mia Couto
O mundo voa
e
apenas o poeta
faz companhia ao chão
Boa?
luisa,
ResponderEliminarSim, vemos muitos ciclistas acompanhados dos seus caninos ou de patins com os respectivos cãezinhos a correr ao seu lado.
Teté,
ResponderEliminarSim, muitas pessoas fazem umas horas passeando os cães, mas há “firmas” especializadas no assunto! Este rapaz que foi entrevistado trabalha por conta própria e deu para nos apercebermos que tinha experiência. Estava munido de uma carta de recomendação de um casal para quem trabalha há mais de dez anos. Achei piada à seriedade da entrevista visto que não entendo muito de cães. O rapaz até está apto a aplicar primeiros socorros nos animais! : )
Rogério,
ResponderEliminarSempre boa! : )
CATARINA, já tinha visto uma reportagem, na TV,entrevistando um desses profissionais. Penso que, em determinadas situações, talvez seja mais facil conduzir animais do que pessoas.
ResponderEliminarPaloma,
ResponderEliminarTalvez tenhas razão! : )
Oi Catarina!
ResponderEliminarAcho que a falta de emprego anda tão grande que há quem passeie com gatos, sem o menor problema.
Basta gostar dos bichanos.
E, por outra, trata-se de um emprego como outro qualquer, afinal!
Beijos
Carla
É bem verdade o que diz o nosso comum amigo Pedro Coimbra.
ResponderEliminarEm Macau são as Filipinas que os levam a passear, quando eu tinha dois canitos, ou era eu ou a esposa que os levavamos a passear.
Mas tem algo de giro em Macau, quem desejar tirar uma licença para um canino só o pode fazer na Ilha da Taipa, já que em Macau não é autorizado, e os governantes até nem desejam cães em Macau, mas as pessoas os regsitam na Taipa e depois os levam para Macau.
Quanto ao vencimento das criadas Filipinas, os meus filhos contrataram duas, e na casa deles trabalham já vai para 7 anos, não são exploradas, ainda o mês passado meu filho mais novo pago a passagem de avião à sua criada para ele poder ir visitar o esposo em Manila, que se encontrava doente.
Em Portugal tomara as pessoas terem dinheiro para irem sobrevivendo, quanto mais para pagar a alguém que leve seus cães a passear.
Os Calotes esses é que estão na moda.
Abraço amigo
Olá, Carla,
ResponderEliminarO trabalho dignifica! : ) Abraço.
António,
ResponderEliminarLamentavelmente, há muitos empregadores que se aproveitam da vulnerabilidade dos imigrantes. Nem todos são pessoas de bem.
Curioso o que disse sobre o que se passa em Macau em relação a licenças. Há sempre uma forma de contornar as leis, não é verdade? : )
Catarina
ResponderEliminarQuando passeava a minha cadelita era contratado ... por ela.
:D
Observador,
ResponderEliminarAh! Então era ela quem mandava! : )
A profissão de passeador de cães, tambem proporciona conhecer donas de outros canídeos.
ResponderEliminarPensando bem, esta é a profissão para que penso ter competância.
Obrigado pela dica, Catarina, acho que acabei de tomar a minha decisão profissional...
;)))
Grando poeta o menino Rogério...
ResponderEliminarBartolomeu,
ResponderEliminarHá anos tive uma amiga que decidiu comprar um cão com esse propósito! : )))
Que os cães proporcionam momentos de convivío entre as pessoas é uma realidade. Enquanto eles (os cães) se cheiram e trocam ideias, os donos cumprimentam-se, falam dos respectivos caninos, da sua raça, da sua personalidade, comportamentos e manias! E nos locais vedados destinados aos cães onde estes são livres de correr sem trela, aí estão os seus donos sentados lado a lado a trocar impressões sobre os ditos cujos! Muito interessante. Tal qual pais e mães quando levam os seus filhos ao parque infantil! : )
Carol,
ResponderEliminarPois é, este nosso amigo “menino” Rogério tem uma veia poética, cuidado! : )
Obrigado pela dica, Catarina. Estou a pensar emigrar, talvez essa profissão seja uma boa saída.
ResponderEliminar: )!
ResponderEliminarNa Alemanha há muitos jovens que se oferecem para passear os cães de pessoas mais idosas (normalmente na vizinhança), que já têm dificuldade em o fazer várias vezes por dia.
ResponderEliminarComo troco recebem umas moedas :-)
Luís,
ResponderEliminarE não só os mais idosos. Algumas pessoas tem os seus dias tão preenchidos que nem sempre se podem disponibilizar para levar o cão à rua para o exercício diário e “convívio” com outros caninos! : ) Abraço.