É um livro com vinte e oito páginas. Metade delas são
ilustradas. A estória é muito simples, todavia...
Uma mãe tem o seu filho recém-nascido ao colo e
canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) e enquanto eu viver,
serás sempre o meu bebé.”
O filho cresce, torna-se num menino traquinas que
corre pela casa toda, tira os livros das estantes, a comida do frigorífico ...
A mãe pensa que vai dar em doida com aquela criança. Mas todas as noites,
quando ele está a dormir profundamente, ela pega-o ao colo e
canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) e enquanto eu
viver, serás sempre o meu bebé.”
Os anos foram passando, a criança tornou-se num
adolescente de gostos estranhos. O adolescente tornou-se num homem, um homem que
um dia casou e saiu de casa.
Mas a mãe atravessava a cidade todas as noites, aproximava-se
da casa do filho e espreitava-o pela janela. Quando o via a dormir profundamente, entrava no seu quarto, pegava-o ao colo e cantava-lhe a canção de embalar: “Amar-te-ei
sempre (....) e enquanto eu viver, serás sempre o meu bebé.”
A mãe foi envelhecendo e um dia telefona ao filho e
pede-lhe para a ir ver. Quando o vê tenta cantar-lhe a mesma canção de embalar
mas não consegue. Então o filho pega-a ao colo e canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) enquanto eu viver, serás sempre a minha mãezinha.”
Ao regressar a casa, dirige-se ao quarto da sua filha recém-nascida,
vê que ela está a dormir profundamente, pega-a ao colo e canta-lhe uma canção
de embalar: “Amar-te-ei sempre...”
Um livro infantil que me emocionou quando o li pela
primeira vez há alguns anos e continua a sensibilizar-me sempre que o folheio.
“Love you Forever” de Robert Munsch.
Um dia, fiz o que sentia vontade de fazer havia algum
tempo... Apesar da sua debilidade física não consegui levantá-la mas pedi-lhe
que se sentasse no meu colo. Não lhe cantei uma canção de embalar mas estivemos abraçadas
durante alguns momentos. Creio que entendeu, à sua maneira, o
momento que ambas estavamos a viver.
Visito-a todos os dias e muitas vezes ao olhar para mim, diz-me: Olá, filha!
E agora estou com um nó na garganta e uma lágrima ao canto do olho.
ResponderEliminarE eu fiquei como o Pedro Coimbra :(((
ResponderEliminarLindo :)
Eu não lhe peguei ao colo, não cantei e não abraçei, mas ficámos de maõs dadas durante muito tempo, um pequeno gesto que disse muito e que foi tão importante...
Beijinho Catarina :)
Catarina,
ResponderEliminarestou sem palavras, a engolir em seco, e com uma lágrima no canto do olho, o que não se faz a um homem que dentro de 15 minutos tem uma reunião.
Beijinho e irei, com certeza, comprar esse livro.
Estimada Amiga Catarina,
ResponderEliminarJá conhecia esse belo conto, infelizmente não tive uma mãe que me disse-se essas lindas palavras, mas me amava à sua maneira.
Abraço amigo
"A mãe é sempre mãe".
ResponderEliminarHá momentos que recordo, com muita saudade, a minha mãe.
Uma lembrança, uma foto, uma data, . . .
Um beijo grande, MÃE.
O meu pai tinha uns olhos verdes lindos e um olhar muito expressivo. Aos poucos a doença foi-lhe tirando esse brilho, não sei mesmo se no final ainda me conhecia...
ResponderEliminarMas essa foi apenas uma pequena parte, muito triste, da sua vida e não é assim que o quero recordar. Fazendo um balanço, as alegrias superam largamente tudo o resto, i.e., o saldo é muito positivo e a meu favor. Para além de Pai foi um Homem e um modelo a seguir de que muito me orgulho.
Um abraço solidário.
infelizmente, da minha mãe nunca recebi nem carinho nem amor e a derradeira palavra que me disse foi NÃO! num tom de voz de gelar e para recusar um beijo meu.
ResponderEliminarUm abraço solidário
Profundamente sensibilizada pela sinopse e mais ainda pelo teu remate final.
ResponderEliminarum grande abraço, querida.
Agora quem ficou emocionada fui eu! Tanto com a história do livro, como com a tua pessoal...
ResponderEliminarUm forte abraço!
Felizmente ainda tenho mãe(91) e de boa saúde, mas fiz muitos, muitos carinhos à minha querida e saudosa avó (vovó).
ResponderEliminarFelizmente ainda tenho mãe(91) e de boa saúde, mas fiz muitos, muitos carinhos à minha querida e saudosa avó (vovó).
ResponderEliminarPode dizer-se que é uma sorte Catarina, poder dar miminhos a quem os merece.
ResponderEliminarAproveita bem todos estes momentos.
Um abraço
xx
Ui amiga não consigo conter as lágrimas!
ResponderEliminarJá disse algumas vezes que aos 8 anos fui abandonada pela minha mãe, mas desde os meus 16 que comecei a encontra-la na rua e a conviver um pouco com ela, porque casei e fui viver para perto dela, hoje tem 86 anos teve um AVC, trouxe-a para um lar a 5 minutos de onde vivo, vou lá todos os dias, o que vejo é uma mulher rude, autoritária, que ama um filho,o único que ela criou e que ele não quer saber dela, venho de lá todos os dias de lágrimas nos olhos, porque aprendi a ama-la e sofro a ve-la numa cadeira de rodas.
Já a minha sogra a mãe do meu falecido marido foi e será sempre a minha querida mãe que me deu e dá muito amor, tem 96 anos e adora-me.
O meu pai partiu com 65 anos, já fez 21 mas não há dia que não sinto saudades e necessidade dos seus carinhos.
Querida desculpa a extenção
beijinho e uma flor
Caríssimos amigos e amigas, o meu muito obrigada pelos vossos sempre simpáticos comentários!
ResponderEliminarUm forte abraço para todos. : )
Fiquei de lágrimas nos olhos...
ResponderEliminarAbraço grande
Outro Abraço, Rosa dos Ventos! : )
EliminarQue texto tão bonito! Que sentimentos tão bonitos! Amor e sensibilidade!
ResponderEliminarBeijinhos, querida amiga!
Bjos, Gracinha! : )
EliminarTambém me emocionei ao ler agora.
ResponderEliminarum beijinho
Gábi
Outro, Dona Redonda! : )
EliminarMuito bonito. A minha mãe não chegou a velhinha e não tive tempo de a "embalar".
ResponderEliminarE eu não cheguei a tempo de embalar o meu pai que tb não chegou a velhinho.
EliminarAbraço