domingo, 14 de abril de 2013




É um livro com vinte e oito páginas. Metade delas são ilustradas. A estória é muito simples, todavia...

Uma mãe tem o seu filho recém-nascido ao colo e canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) e enquanto eu viver, serás sempre o meu bebé.”

O filho cresce, torna-se num menino traquinas que corre pela casa toda, tira os livros das estantes, a comida do frigorífico ... A mãe pensa que vai dar em doida com aquela criança. Mas todas as noites, quando ele está a dormir profundamente, ela pega-o ao colo e canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) e enquanto eu viver, serás sempre o meu bebé.”

Os anos foram passando, a criança tornou-se num adolescente de gostos estranhos. O adolescente tornou-se num homem, um homem que um dia casou e saiu de casa.

Mas a mãe atravessava a cidade todas as noites, aproximava-se da casa do filho e espreitava-o pela janela. Quando o via a dormir profundamente, entrava no seu quarto, pegava-o ao colo e cantava-lhe a canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) e enquanto eu viver, serás sempre o meu bebé.”

A mãe foi envelhecendo e um dia telefona ao filho e pede-lhe para a ir ver. Quando o vê tenta cantar-lhe a mesma canção de embalar mas não consegue. Então o filho pega-a ao colo e canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre (....) enquanto eu viver, serás sempre a minha mãezinha.”

Ao regressar a casa, dirige-se ao quarto da sua filha recém-nascida, vê que ela está a dormir profundamente, pega-a ao colo e canta-lhe uma canção de embalar: “Amar-te-ei sempre...”


Um livro infantil que me emocionou quando o li pela primeira vez há alguns anos e continua a sensibilizar-me sempre que o folheio. “Love you Forever” de Robert Munsch.


Um dia, fiz o que sentia vontade de fazer havia algum tempo... Apesar da sua debilidade física não consegui levantá-la mas pedi-lhe que se sentasse no meu colo. Não lhe cantei uma canção de embalar mas estivemos abraçadas durante alguns momentos. Creio que entendeu, à sua maneira, o momento que ambas estavamos a viver.

Visito-a todos os dias e muitas vezes ao olhar para mim, diz-me:  Olá, filha!

22 comentários:

  1. E agora estou com um nó na garganta e uma lágrima ao canto do olho.

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  2. E eu fiquei como o Pedro Coimbra :(((

    Lindo :)

    Eu não lhe peguei ao colo, não cantei e não abraçei, mas ficámos de maõs dadas durante muito tempo, um pequeno gesto que disse muito e que foi tão importante...

    Beijinho Catarina :)

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  3. Catarina,

    estou sem palavras, a engolir em seco, e com uma lágrima no canto do olho, o que não se faz a um homem que dentro de 15 minutos tem uma reunião.

    Beijinho e irei, com certeza, comprar esse livro.

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  4. Estimada Amiga Catarina,
    Já conhecia esse belo conto, infelizmente não tive uma mãe que me disse-se essas lindas palavras, mas me amava à sua maneira.
    Abraço amigo

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  5. "A mãe é sempre mãe".
    Há momentos que recordo, com muita saudade, a minha mãe.
    Uma lembrança, uma foto, uma data, . . .
    Um beijo grande, MÃE.

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  6. O meu pai tinha uns olhos verdes lindos e um olhar muito expressivo. Aos poucos a doença foi-lhe tirando esse brilho, não sei mesmo se no final ainda me conhecia...
    Mas essa foi apenas uma pequena parte, muito triste, da sua vida e não é assim que o quero recordar. Fazendo um balanço, as alegrias superam largamente tudo o resto, i.e., o saldo é muito positivo e a meu favor. Para além de Pai foi um Homem e um modelo a seguir de que muito me orgulho.
    Um abraço solidário.

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  7. infelizmente, da minha mãe nunca recebi nem carinho nem amor e a derradeira palavra que me disse foi NÃO! num tom de voz de gelar e para recusar um beijo meu.

    Um abraço solidário

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  8. Profundamente sensibilizada pela sinopse e mais ainda pelo teu remate final.
    um grande abraço, querida.

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  9. Agora quem ficou emocionada fui eu! Tanto com a história do livro, como com a tua pessoal...

    Um forte abraço!

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  10. Felizmente ainda tenho mãe(91) e de boa saúde, mas fiz muitos, muitos carinhos à minha querida e saudosa avó (vovó).

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  11. Felizmente ainda tenho mãe(91) e de boa saúde, mas fiz muitos, muitos carinhos à minha querida e saudosa avó (vovó).

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  12. Pode dizer-se que é uma sorte Catarina, poder dar miminhos a quem os merece.
    Aproveita bem todos estes momentos.
    Um abraço
    xx

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  13. Ui amiga não consigo conter as lágrimas!

    Já disse algumas vezes que aos 8 anos fui abandonada pela minha mãe, mas desde os meus 16 que comecei a encontra-la na rua e a conviver um pouco com ela, porque casei e fui viver para perto dela, hoje tem 86 anos teve um AVC, trouxe-a para um lar a 5 minutos de onde vivo, vou lá todos os dias, o que vejo é uma mulher rude, autoritária, que ama um filho,o único que ela criou e que ele não quer saber dela, venho de lá todos os dias de lágrimas nos olhos, porque aprendi a ama-la e sofro a ve-la numa cadeira de rodas.
    Já a minha sogra a mãe do meu falecido marido foi e será sempre a minha querida mãe que me deu e dá muito amor, tem 96 anos e adora-me.
    O meu pai partiu com 65 anos, já fez 21 mas não há dia que não sinto saudades e necessidade dos seus carinhos.
    Querida desculpa a extenção

    beijinho e uma flor

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  14. Caríssimos amigos e amigas, o meu muito obrigada pelos vossos sempre simpáticos comentários!
    Um forte abraço para todos. : )

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  15. Fiquei de lágrimas nos olhos...

    Abraço grande

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  16. Que texto tão bonito! Que sentimentos tão bonitos! Amor e sensibilidade!

    Beijinhos, querida amiga!

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  17. Também me emocionei ao ler agora.
    um beijinho
    Gábi

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  18. Muito bonito. A minha mãe não chegou a velhinha e não tive tempo de a "embalar".

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    1. E eu não cheguei a tempo de embalar o meu pai que tb não chegou a velhinho.
      Abraço

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