“I was eleven years old when I saw a woman for the first time...”… Foi assim, com uma voz muito suave, que iniciou a leitura de “The
Tuner of Silences” ou “Jesusalém” em português, não sem antes ter cumprimentado a audiência e pedido desculpa pelo seu inglês.
Aqui respondia às várias perguntas que lhe foram
feitas, entre elas, a origem do nome “Mia”.
Aqui autografava o meu livro!
A comunidade portuguesa estava bem representada,
naturalmente, - nesta sala do Harbourfront Centre - contando com a presença do cônsul-geral e de outros “dignatários” dos vários organismos que, entre outras funções, promovem
a língua portuguesa.
Foi uma noite muito agradável. Para além de Mia Couto
aceder a todos os pedidos e posar para as câmaras de todos os amadores que lá
se reuniram, tive a oportunidade de ver e falar com conhecidos e amigos que não
via há já algum tempo. A comunidade é grande ... mas, em determinados eventos,
sabemos de antemão quem vai estar presente!
A noite ainda era uma criança... Não fazia vento, não
fazia frio... impunha-se um passeio à beira-lago nesta lindíssima parte da
baixa de Toronto.
Eventos assim são sempre de aproveitar, não só pelos contactos e estímulos, como também pelo aspecto social :-)
ResponderEliminarBela "reportagem"! Obrigado por nos contar.
Estou quase sempre informada do que se passa na comunidade em termos culturais... e não só : ) mas nem sempre é possível ir a todos estes eventos.
EliminarSe a escrita é um ato solitário... estar à frente de uma plateia e ser o alvos dos holofotes não deve ser nada fácil, mas, os compromissos comerciais assim o exigem.
ResponderEliminarMia Couto possui uma sensibilidade fora do comum e transmite-a nas suas obras, há quem não goste, eu adoro lê-lo!
O local onde foram feitas estas apresentações não é intimidante; é uma sala relativamente pequena, com pequenas mesas redondas com três cadeiras cada. Havia um holofote : ) e o palco é pequeno. Falei com uma senhora que me disse conhecê-lo bem e que confirmou que Mia Couto é uma pessoa tímida depois de lhe ter dado a conhecer a minha primeira impressão. : )
EliminarEstar num palco e ser o alvo das atenções não é fácil, pelo menos para mim, presumo que para quem está habituado a um acto tão íntimo como o é a escrita também não seja.
ResponderEliminarJá sabia que é simpático e, aqui para nós, acho-o um home bonito.Além de apreciar muito a sua escrita, evidentemente.
Beijinhos e ainda bem que gostaste de serão
É um homem bonito e a sua timidez cativa. Quando falei com ele, enquanto autografava o livro, não se mostrou muito expressivo, porém, quando mais tarde e por acaso, ficámos lado a lado enquanto eu falava com uma pessoa conhecida que ele também já conhecia, então aí foi muito mais falador! : )
EliminarUm serão bem passado então.
ResponderEliminarBeijinhos
E foi!
Eliminar: )
Bjos
Uma oportunidade rara, que temos que aproveitar !
ResponderEliminarBj.
.
Sim, de vez em quando, aparecem-nos pessoas “famosas”! : )
EliminarQue bom, Catarina!
ResponderEliminarBeijinho e bom fim de semana!
Foi bom, Ricardo. : )
EliminarSó li um livro de Mia Couto, gostei da escrita inventiva dele, da história... nem por isso. Tenho de ler mais. Depois diz se gostaste do livro.
ResponderEliminarAs apresentações de livros têm sempre essa espécie de "proximidade" com os autores, também gosto de lhes dar "trabalho" na feira do livro de Lisboa, quando estão em sessões de autógrafos. Aquilo para eles é chato, se ninguém os procura para autografarem os seus livros ainda deve ser mais... :)
Abraço e bom fim de semana!
Este livro já o li em português – “Jesusalém” – em 2010 e gostei imenso. Li todos os que consegui adquirir na biblioteca: “O outro pé da sereia”, “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra”, “Terra Sonâmbula”, “O último voo do flamingo” e “A confissão da Leoa”.
EliminarBfds
Mia Couto.. nunca li.. ora esse é um problema que vou ter que resolver.. como primeiro livro que me aconselhas?
ResponderEliminarbom fim de semana
O primeiro livro que aconselho é “Terra Sonâmbula” e depois “Jesusalém”.
EliminarAbraço : )
Hummmm que inveja!... desse passeio, claro!
ResponderEliminarMia Couto é... uma doçura. Lido e ouvido.
Bela noite, sem dúvida!
Beijinhos e bom fim de semana.
EliminarÉ isso mesmo, Graça! Ele é uma doçura! : )
Tenho livros de Mia Couto, mas nunca tive a oportuanidade de o ver pessoalmente.
ResponderEliminarbom fim de semana Catarina
beijinho e uma flor
Provavelmente, em Portugal, também eu não teria. De certo viveria numa cidade que ele nunca visitaria! : )
EliminarBela reportagem! É sempre bom encontrar amigos.
ResponderEliminarxx
EliminarÉ muito agradável!
Naquela noite aconteceu não me lembrar do nome da pessoa que, no final da sessão, se me dirigiu, chamando-me pelo nome, com grande surpresa, como se me conhecesse há anos! Detesto estas situações. Reconheci o rosto como sendo o de alguém que eu conheci! Quando me disse o seu nome, mais constrangida fiquei. De facto, não nos víamos com frequência, mas conheci bem dois dos seus irmãos e, na verdade, fomos apresentadas há anos!!!!! Ficámos amigas de novo!
Mas também aconteceu (na mesma noite) ser eu a primeira a cumprimentar uma senhora e ela, toda sorridente, depois dos beijinhos da praxe, perguntar-me: então, continuas na mesma biblioteca? Respondi: estás a fazer confusão! Tínhamos uma grande amiga em comum, a D.! Ah, desculpa, fiz mesmo confusão. É que só nos víamos uma vez por ano por altura do seu aniversário!
: )