Fiquei indecisa quanto
ao título. Tanto podia ser este como ‘O passatempo dos bilionários”, “Como me
sinto pequenina” – mesmo não sofrendo da síndrome da pequenez – ou “Os multimilionários divertem-se” ou ainda “Uns
com tanto e outros com tão pouco”. Este último achei demasiado cliché,
piroso...
Como estou em fase
semi-grevista quanto aos órgãos de comunicação social, não tenho estado muito
atualizada com o que se passa por esse mundo fora – pequeno ou grande - ,
embora esteja atenta às notícias transmitidas pela estação de rádio da minha
eleição, a 96.3 FM , e pelos blogues que frequento que me dão
uma ideia do que se passa na área que compreende 92 090 km2, algures na Europa.
Curiosamente – e vamos lá saber por quê ... – duas
notícias ressaltaram, esta semana, no meu pequeno mundo (nada a ver com o
“pequeno mundo” do título!): a multidão ansiosa e descontrolada que invade
supermercados e o leilão na quarta-feira passada na Sotheby’s em Nova Iorque.
A casa de
leilões da elite que esperava vender um dos quadros mais conhecidos de Edvard
Munch e uma das imagens mais reproduzidas, “O Grito”, pela módica quantia
de $80 milhões, acabou por vendê-lo por quase $120
milhões.
Pelo que li,
os três últimos minutos (de uma "brincadeira" de lances que durou 15 minutos) foram uma luta renhida entre dois anónimos que faziam os seus arremates pelo telefone ... evidentemente!
A enorme
disparidade do poder económico e financeiro é assustador.
(Terei mesmo que indicar que retirei esta imagem da net?)