Continuo a ser utente das bibliotecas municipais. Há uma relativamente perto de casa, pequena, restaurada há pouco tempo e com um ambiente bastante acolhedor.
Hoje em dia, apenas por lá passo para levantar os livros previamente requisitados na net. Muitos dos que me interessam vêm de outras bibliotecas mas o serviço é rápido. A título de curiosidade, o livro de hoje – um livro-áudio – é o primeiro de uma trilogia do autor sueco Stieg Larsson: “A rapariga com a tatuagem de dragão”. Alguém o leu?
Quando por lá passei eram umas 16h e pouco. Fiz questão de observar os outros utentes. Todos os computadores estavam a ser utilizados por jovens, talvez entre os 12 e os 15 anos e alguns adultos; algumas mesas estavam ocupadas por estudantes que faziam os seus trabalhos e mães que acompanhavam os mais pequenos. Ao fim de semana, nota-se que os utentes representam várias etnias facilmente identificáveis.
Durante a semana fecham às 20:30 e aos sábados e domingos às 17 h. Obviamente, é ao fim de semana que o número de usuários será muito superior.
O propósito deste texto não é dar a conhecer as minhas “voltinhas” depois do trabalho. É que “ouvi dizer” que o presidente da Câmara queria encerrar algumas bibliotecas mas parece que nenhuma, afinal, vai fechar; o que ele propõe é cortar 7% do orçamento das bibliotecas públicas de Toronto o que implica uma redução de horário e o encerramento de algumas aos domingos. Não tenho a certeza se a proposta de orçamento prevê a eliminação de alguns postos de trabalho.
Em tempo de crise as bibliotecas são ainda mais necessárias por razões sobejamente conhecidas para além de desempenharem um papel muito importante na vida dos novos imigrantes.
Por que será que são os habitantes mais vulneráveis que são mais afetados pelos cortes orçamentais?