“Em cor de laranja”
Robert Motherwell (1915 – 1991), pintor norte-americano
Durante a visita à Galeria de Belas Artes de
Toronto (AGO) na semana passada, tirei apenas uma foto: esta.
Motherwell pintou a tela “com cores vivas e
sensuais que parecem respirar e expandir.
As linhas abertas e retilíneas podem ser interpretadas como uma porta ou
uma janela.”
Ao utilizar o cor de laranja e o amarelo,
Motherwell quis produzir “um equilíbrio visual. A harmonia destes elementos divergentes
criam tensão e união.”
Sentimentos que
Motherwell esperava nós pudéssemos ver e sentir.
Posso afirmar, sem exagero, que não deve haver
um quadro, uma escultura ou outra obra de arte, nesta galeria, em frente da
qual eu não tivesse passado alguns momentos ao longo dos anos. Esta não foi
exceção. A razão é muito simples: na minha opinião todas as obras merecem ser
vistas/apreciadas. É uma forma de respeito que demonstramos aos seus criadores.
Afirmo, igualmente, que há pinturas que eu não
consigo compreender ou “sentir”.
Esta é
uma delas.
Sentei-me no banco em frente da tela. Tinha um dos meus sobrinhos
por companhia que tem uma sensibilidade artística muito superior à minha. Nem
eu nem ele sentimos o que o pintor teria gostado que sentíssemos.
De qualquer forma, homenageámo-lo enquanto
tentámos compreendê-lo.