terça-feira, 8 de março de 2011

Peripécia na AGO

Quando o dia está tão frio que não apetece mesmo nada andar a passear pela cidade, o que fazer? Visitar de novo a AGO, Galeria de Arte do Ontário, pois haverá sempre a oportunidade de uma nova experiência, de ver uma nova obra de arte, ou uma pintura ou escultura que ainda não tivemos tempo para ver com atenção e, simultaneamente, tirar o máximo proveito do cartão de sócio que, para além de nos permitir visitas ilimitadas durante o ano, também dá direito a levarmos connosco um convidado, cuja entrada será gratuita. E foi o que fiz no domingo passado.
Fotografei as novas escadas barrocas, como lhe chamam, e que já mostrei num post , e desta vez, subi-a até mesmo ao topo. São apenas 138 degraus em espiral.
As escadas começam no segundo andar...


pouco inclinadas como se pode ver...

Fáceis de subir, penso. Subo até meio sem parar. Mas a meio tive que fazer uma pausa!  O coração parecia que me queria sair do peito! Escadas enganadoras! Então, devagar, nas calmas, lá fui subindo, tentando aperceber-me das “curvas sensuais” de que as escadas supostamente são detentoras. Tinha lido um comentário qualquer feito por um critico sobre as tais curvas. Talvez por ser mulher, não vi nada que me parecesse sensual nas escadas de madeira!
Continuo a subir,  “atravesso” o teto de vidro e chego até ao quinto andar, pela fachada posterior do edifício. Em cada patamar podemos observar uma linda vista panorâmica da cidade.

(fachada posterior)

No quinto andar estão localizadas as galerias de arte contemporânea, que, confesso, não me diz muito.  Passado algum tempo decidimos descer. Não quero descer pelo elevador. Dou preferência às escadas. Descer vai ser fácil... pois é a descer!... Mas eis que nova pausa se impõe. É que as escadas são mesmo em espiral ... Não cansam... mas podem provocar tonturas! : )

Para recompor as energias gastas com tal façanha, nada melhor que uns minutos num dos cafés aprazíveis da galeria para uma chávena de chá e um delicioso “scone!





24 comentários:

  1. Catarina,
    Nada como subir e descer uma escadas "sensuais" para abrir o apetite. :)

    Beijo :)

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  2. Muito curiosa essa fachada posterior, com aquela saliência ! ...

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  3. AC,

    Ahahahah! Não tinha pensado nisso! : ))))

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  4. Rui,

    A saliência é a parte superior das tais escadas! Desenhadas por Frank Gehry.

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  5. O chá e os scones são geniais, Catarina.
    Desenhados por quem?? :))))

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  6. ooops..... esses foram tirados da net! : ))) pintor desconhecido.

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  7. Grande experiência, Catarina!
    Sabes, as fotos que colocaste, relativas ao interior da escada, deram-me a sensação de se estar no interior de uma árvore.
    Lembraram-me aqueles contos antigos de cnomos que viviam dentro dos troncos de árvores enormes na floresta.
    Se fosse possível, devia ser bastante confortável viver dentro de um tronco de uma árvore viva.
    Digo eu...
    ;)))

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  8. Um passeio com final de fazer crescer água na boca.

    :)

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  9. Escada diferente e interessante.Mas, só de pen-
    sar em desce-la em espiral, já dá tontura.

    Abraços

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  10. Querida Catarina, que escadas tão interessantes!
    Mas concordo contigo, se a subir custa, a descer deve-se fazer devagar ou fica-se mesmo tonta ;)
    Beijinhos.

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  11. É engraçado que quem olha para elas não parece nada que sejam cansativas. Mas as aparências iludem...
    Beijinho

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  12. Catarina,
    Adorei as escadas em espiral, não é pela sensualidade mas pela arquitectura enganadora no que respeita à facilidade (e não só). Sabe, o que me lembrou?
    O Escher. Adorei as fotografias e o texto, parece que íamos consigo a subir e a descer, a paisagem deve ser magnífica e a neve dá um brilho que encanta. Scones... adoro...Adoroooo!
    Quanto à arte contemporânea, nem tudo é mau, há peças que gosto bastante! Deixam fotografar dentro da galeria?
    Abraço! :)

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  13. Catarinamiga

    Já vamos às escadas & outros ontarianos.

    *****************************
    Mas, para já, ganhaste um pequeno PRÉMIO-MISTÉRIO lá na Travessa, por seres minha (PER)SEGUIDORA. Vai lá e cumpre o determinado: mandares-me para o hantferreira@gmail.com os dados que te epeço para poder proceder ao envio.

    *****************************
    Voltando a Toronto e aos 138 degraus em espiral da AGO, ufff...
    No Canadá, conheço Toronto, mas muito mais Montréal e o Québec. Onde até temos família. Mas, nunca estive na AGO e aguçaste-me o apetite.

    Só que os €€€€€ estão cada vez mais caros & raros. E apesar dos bilhetes quase gratuitos que a Raquel (reformada da TAP) continua a ter para ela e para mim... por isso, não me posso divorciar ao fim de quase 48 anos de penar..., há que fazer contas à vida. Verá-se, cumo diz o ceguinho

    Continua. E manda o que te peço; obrigado

    Qjs

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  14. Catarina
    Detesto elevadores, por isso sempre que posso ando por escadas, até porque faz muito bem, mas penso que iria ter vertigens ao descer essas. O edifício é interessante.
    Beijinho

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  15. Arquitectonicamente belo! Mas pelo que descreves, subir e descer essas escadas não será para todos, mesmo que não sejam íngremes.

    De qualquer forma sempre é melhor ir visitar esse AGO do que ir para o centro comercial passear! Que é o que os portugueses mais fazem, quando está mau tempo.

    Em relação à arte contemporânea, também não sou fã. Quando visitei o museu de Serralves de princípio fiquei de boca aberta e depois tive um ataque de riso tão grande e o meu marido também, que nem podíamos olhar um para o outro. Havia lá cada coisa, que para nós era simplesmente lixo! :)))

    Beijocas!

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  16. Bartolomeu,

    Viver dentro de uma árvore viva?! E os visitantes indesejáveis que não se fazem anunciar?
    Numa casa na árvore talvez! Cheguei a ter uma no meu quintal com quarto e cozinha! Quando era convidada para lá entrar, tinha que subir uma meia dúzia de degraus numa escada de corda (que não me agradava nada), mas não podia recusar os convites que me eram feitos para tomar chá. Pensando nesta “casa na árvore” tenho saudades daqueles tempos!

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  17. Observador,

    E os “scones” deste café que são deliciosos. Pequenos... caros... mas deliciosos! : )

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  18. Paloma,

    É que dá mesmo! Primeiro pensei “não estou em forma” embora suba escadas todos os dias tanto no local de trabalho como em casa! Já as tinha subido mas não até ao quinto andar. A espiral é que me atrapalhou! : )))

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  19. Manuela,

    É mesmo! Mas a subida deve constituir um componente da visita! : )

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  20. Sonhadora,

    Iludem e de que maneira! : )

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  21. Ana,

    São, de facto, interessantes, até pelo facto de não se apoiarem em colunas.
    Só se pode fotografar nos espaços onde não estejam expostas as obras de arte. O único museu (ou galeria) que conheço onde nos autorizam tirar fotografias é o Louvre.

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  22. Henrique,

    Que surpresa! Mas sou mesmo merecedora? Olha que sou ainda uma noviça nestas andanças da blogosfera embora seja seguidora e perseguidora! : ) Obrigada. Abraço.

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  23. Flor de jasmim,

    É deveras interessante. Agora que foi ampliado é ainda mais agradável marcar lá um encontro com as amigas, visitar uma ou outra galeria e lanchar.

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  24. Teté,

    Subir as escadas é uma experiência... devagar... devagarinho ...
    Mas digo-te, para a próxima vou subi-las de um fôlego! : )

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