Não temos o hábito (aqui) de apitar com frequência quando conduzimos. Passam-se dias sem que eu oiça a buzina de um carro. E não creio que seja apenas para evitar a poluição sonora. Somos, de uma maneira geral, condutores tolerantes e pacientes.
Na semana passada, por exemplo, enquanto (eu) conduzia na faixa da esquerda de uma rua com bastante trânsito, uma senhora decidiu sair do parque de estacionamento (à minha direita) com a intenção de virar à esquerda. Como não conseguiu fazer a manobra de imediato, ficou atravessada na minha frente à espera que um condutor simpático lhe desse uma oportunidade. Tive que parar. Merecia uma apitadela. Mas não apitei e nem os condutores que se encontravam atrás de mim o fizeram.
Hoje, tive que me deslocar a um determinado local onde há muito não ia. Conduzi com a janela aberta fingindo que já estávamos naquela época do ano em que não é necessário nem aquecimento nem ar condicionado. Reparei que atrás de mim vinha um daqueles camiões enormes que parecem não ter fim.
Mal cheguei ao cruzamento pretendido, aparece a luz verde. Avanço. Ora bolas, e agora? Viro para a direita ou para a esquerda? Uns segundos de indecisão. Entretanto, oiço um vozeirão vindo do tal camião: “Flip the coin”!
(da net)
Dei uma grande gargalhada, decido-me pela esquerda e saio do cruzamento...

Uma apitadela é algo grosseiro.
ResponderEliminarEsta "boca" foi bem humorada :)))
Por cá o que mais há são condutores impacientes e de mão leve no apito. Abomino-os!
ResponderEliminarSe fosse cá tinham-se sublimado logo uma mão cheia de frustrações, e não era só de mão na buzina.
ResponderEliminare nós por cá que usamos tanto a buzina (e até o insulto), Catarina...
ResponderEliminarQuerida Catarina, bem sabes que por cá é bem diferente ;)
ResponderEliminarBeijnhos.
Catarina
ResponderEliminarFalta de compreenção, por cá é apitadelas por tudo e por nada.
Beijinho
Olha que o princípio do "vira a moeda" poderia aplicar-se a muitas outras situações com sucesso!
ResponderEliminar;))))
Oi Catarina, bom dia!!!
ResponderEliminarComo estou te conhecendo agora, gostaria de saber onde é esta terra santa em que você reside e o povo é tão educado e tolerante?
Adorei seu comentário, você treina respiração, meditação e eu treino a tolerância no trânsito.
Está vendo vamos aprender muito uma com a outra.
Beijinho
Pedro,
ResponderEliminarA apitadela é grosseira, admito, mas por vezes necessária embora nem sempre dê os resultados esperados. Um dia estava no parque de estacionamento de um supermercado. Vi que um carro ia deixar um espaço vago , mesmo em frente da porta principal, páro e faço sinal. Entretanto, em sentido contrário, vem este volkswagen beetle... verde! que, ignorando o meu pisca-pisca, me “rouba” o espaço. Fico pior que estragada. Apito. A senhora sai do carro, passa por mim e eu digo-lhe: “Apitei para lhe indicar que já aqui estava à espera do lugar”. Ela olha para mim com um ar de superioridade ou talvez surpresa (ou as duas coisas) e responde: “Ninguém me apita!” Como quem diz: how dare you? : )
Luisa,
ResponderEliminarEu sei, apitam por tudo e a todos. Que barulheira!
El Matador,
ResponderEliminarEu imagino! Obscenidades verbais e gestuais! Ahahah!
Luis Eme,
ResponderEliminarOs insultos são bem coloridos. É evidente que por aqui também se ouvem mas não com a mesma frequência. Como te digo, somos mais calminhos... : )
Manuela,
ResponderEliminarPois sei! Os condutores gostam de se certificar, muitas vezes ao dia, que as suas buzinas estão em bom estado de funcionamento.
Flor de jasmim,
ResponderEliminarTalvez seja para exercitar as mãos ou os dedos. : )
Bartolomeu,
ResponderEliminarTens razão. Com a indecisão que caracteriza muitas situações... : )
Suzana,
ResponderEliminarOlá. É em Toronto.
Vou seguindo as práticas sugeridas no seu blogue. Algumas já se tinham aninhado no espaço do esquecimento... : )
Mas afinal para que serve a buzina?
ResponderEliminarNão será um instrumento de bordo?
:D
Nós, por cá, dispensaríamos a buzina de bom grado.
Nada que chegue a um bom palavrão e à sinalética feita com os dedos.
Ahahaha! Estou a imaginar, Observador!
ResponderEliminarCatarina,
ResponderEliminarBuzina é um insulto , ... Rs
Bjo.
Adorei esta postagem. Buzina para quê? :)
ResponderEliminarMalu,
ResponderEliminarPois é!... : )
ana,
ResponderEliminarSim... para quê? : ))))
Pois, deves estranhar imenso quando cá vens, a este país onde se conduz tão mal e quase todos se julgam ases do volante, verdadeiros Fangios!
ResponderEliminarMas pronto, esse camionista não usou a buzina, mas paciência também não era o forte dele! :)
Beijocas!
Teté,
ResponderEliminarO camionista até foi educado apesar da “boca” que não chegou, afinal, a ser “boca”! : ) Até me pôs bem disposta! Aí são peritos na condução... então nas ultrapassagens... : )
Catarina,
ResponderEliminarO humor é sempre um grande remédio para evitar complicações :)))
xx
Papoila,
ResponderEliminarTotalmente de acordo! : )
Achei bem gira esta estória.
ResponderEliminarSe fosse aqui em Bangkok ´poderia dar direito a um tiroteio, já vi por várias vezes, alguém apitar para a condutor da viatura que seguia à sua frente, e o tipo parar a viatura, disparar dois tiros e seguir viagem!...
Pessoas acalmas estas que náo toleram abusinadelas.
António,
ResponderEliminarIsto não quer dizer que esta sociedade seja perfeita. Não. Tiroteios também acontecem por aqui embora não devido a buzinadelas. Mas se se buzinar para a pessoa errada, nunca se sabe o que poderá acontecer...
Ainda bem que o condutor atrás tinha sentido de humor :)
ResponderEliminarredonda,
ResponderEliminarsim, ainda bem... : )