segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Há com cada uma!



Quando o telefone fixo toca: trim-trim-trim....... trim-trim-trim ... sei que é uma chamada internacional. Ou de Portugal ou da Índia, terra dos call centers.

O telefone acaba de tocar. Pensei: Alguém de Portugal que quer saber se estou melhor do meu pezinho. Lá me levanto, pego nas canadianas e “corro” em direção ao telefone, que deveria estar aqui em cima da minha secretária mas não estava.

Hello... hello... Ninguém responde. Quando estou quase a desligar, oiço uma voz masculina. Reconheço o inglês indiano. Querem falar com o/a home owner. Habitualmente, digo que estou ocupada, que sou a governanta, que não são assuntos que me digam respeito, que ninguém está em casa, que não percebo nada do assunto ou até que não falo inglês. Confesso que já tenho desligado o telefone sem dizer nada quando algo ou alguém aqui em casa necessita da minha total atenção. Depois lamento o que fiz. Afinal, é alguém que está a tentar sobreviver provavelmente com um salário mínimo.

Hoje não desliguei. Ouvi o senhor, pedi para repetir porque realmente não entendi tudo à primeira (é que esta variante do inglês não é muito fácil de compreender, pelo menos para mim). Perguntei onde ficava sediada a empresa. Toronto. E você, está a telefonar de onde?  Fez que não percebeu e continuou com a leitura, num tom fastidioso, do que estava a promover. Repito a pergunta. Está a telefonar de onde? De Toronto. Ah, sim?! E como está a temperatura em Toronto hoje? Faz uma pausa e depois, sem mais uma palavra, desliga o telefone.

Que falta de educação! : )

21 comentários:

  1. Catarina, não tenho aparecido por aqui porque tenho estado de avó de serviço! Se passou no meu blog viu que o "Areeiro abriu para férias" o que significa que as minhas férias acabaram pelo menos até ao final de Agosto!!
    " By the way" o que aconteceu ao seu pé e onde para ter que se socorrer de uma canadiana para atender o tal senhor que estava algures mas não em Toronto? Espero que não tinha sido uma mazela feita nas nossas terras!

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  2. Olá, Dalma,

    Estar avó de serviço é um “full-time job”! : )

    Tive um problema com um ligamento do meu pé direito. Ou seja uma entorse que deu direito a ligadura, imobilizador de tornozelo e canadianas e até cadeira de rodas no aeroporto de Lisboa e de Toronto e dois lugares vagos na penúltima fila do avião que foram ocupados apenas pelo pezinho. Aconteceu na praia do Barranco das Canas, no Algarve, uma das praias que frequento todos os anos.

    Abraço

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  3. É bom sabê-la de volta, Catarina. Ao que parece levou uma má recordação de férias, mas espero que não seja nada de grave e as melhoras sejam rápidas.
    Quanto ao telefonema, fartei-me de rir, porque eu também já fiz o mesmo. Quando contava a cena a um amigo ele disse-me ( não sei se é verdade...) que, para a chamada ser contabilizada na "conta" do funcionário, terá de demorar três minutos. Por isso,desde essa altura deixo-os falar durante esse tempo, se for necessário faço algumas perguntas e, quando chega aos 3 minutos digo "muito obrigado, mas não estou interessado"
    Como disse, nao sei se é verdade, mas sinto-me como um escuteiro mirim quando desligo o telefone :-)

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    1. Vou adotar essa prática. Assim, não fico com o sentido de culpa por ter impedido alguém de ter ganho algumas rúpias.
      Abraço

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  4. Catarina mas que senhorzinho mais mal educado. Não gosto de falar ao telefone com esse pessoal de Telemarketing, pois todos eles parecem robozinhos a repetir o que tem que falar e não gostam de ser interrompidos, mas adoram interromper. Muito mal educado esse senhor, deveria fazer um curso primeiro de boa educação. Estimo as melhoras do seu pézito. Bjocas. Ótima semana

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    1. Bem... ele não fez nada que eu já não tivesse feito. : (
      Neste caso, apanhou-me de surpresa .
      Abraço

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  5. Catarina, Que pena estares lesionada! As melhoras rápidas é o que te desejo.
    Eu que não tenho experiência nenhuma desses telefonemas pensei que ele tinha desligado porque estava a mentir e não devia estar em Toronto!!!
    Pode não ser mentiroso mas mal educado é!!!:)

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    1. Evidentemente que o senhor não ia dizer que não estava a telefonar de Toronto. Perante a minha pergunta e não sabendo o que responder, decidiu desligar. Se o “patrão” tomar conhecimento, poderá ficar em maus lençóis. : )
      Abraço

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  6. Não suporto gente malcriada!:(

    bji:)

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    1. Como disse atrás, apanhou-me de surpresa. Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti! : )
      Abraço

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  7. Estimada Catarina,
    Desde que me reformei faz amanhã 20 que deixei de usar telefone, mesmo o telefone de casa nunca o atendo, deixo essa tarefa para minha esposa.
    Não problemas desses, aqui tal como em vários locais do mundo as pessoas além de abusarem são malcriadas, é assim já.

    Pelos vistos anda mal do pé, as melhoras e já agora arrume as canadianas na varanda.
    Abraço amigo

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    1. Estou a pensar em agir da mesma forma para a próxima. Vamos ver o que acontece. : )
      Abraço

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  8. Catarina,
    Siga o ensinamento do Manuel (Fawlty Towers) - "I know nothing, I'm from Bracelona!!"
    Repita várias vezes e ele/ela desliga de certeza.
    E não volta a ligar :))

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  9. Catarina
    Aqui na quinta no campo não temos telefone fixo, apenas telemóveis, mas na cidade quando recebiamos telefonemas eram sempre de empresas, eles pareciam rôbos, era eu sempre que atendia, dizendo ser a mulher a dias e que os meus patrões não podiam atenter, o meu "folha seca" ria com a situação, mas era a única forma de colocar termo à conversa.

    Sabes amiga após a morte do meu marido cheguei a fazer umas horas depois de sair do escritório a fazer limpezas em bancos e consultórios de advogados e dentistas, e depois ia para uma empresa de viagens fazer telefonemas para casa das pessoas, mas nunca fui mal educada nem insistia com quem se demostrava desinteressado, muito pelo contrario.
    Amiga tem uma boa semana

    Beijinho e uma flor

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    1. Este deve ser um trabalho muito monótono e sujeito às mais diferentes reações por parte dos possíveis clientes.
      Abraço

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  10. Catarina,

    siga o conselho do Pedro Coimbra, aliás, a resposta do Manuel do "Fawlty Towers" foi a primeira que me veio à cabeça!

    Nestas férias conheci, no comboio, um senhor que vive ai (Toronto) há muitos anos e foi vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, chama-se António Lucas. Conto-lhe isto porque quando ele me disse que vivia em Toronto lembrei-me de si.

    Beijinho e boa semana!

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  11. Basta dizer, repetidamente, "what, what, what"?

    Do 'outro lado' pensarão: "enganei-me no telefonema".

    As melhoras do pé e cumprimentos às canadianas.

    Abraço.
    :)

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  12. Pelo que li deduzo que se estava melhor no Algarve, i.e., sem o maldito telefone a incomodar.
    :)

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  13. Pelo menos, sempre te livraste do homem... :)))

    Abraço!

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  14. Também se pode pousar o auscultador e deixá-los a falar sozinhos... Acabarão por desligar, ganham o dia e nós não os aturamos :)

    As melhoras do pé :)

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