Procurei e encontrei.
Um saco de favas
congeladas escondido por detrás de outras embalagens desarrumadas naquela
prateleira do congelador. Para além de proporcionar a oportunidade de arrumar este
espaço do meu frigorífico, facilitou-me a minha refeição.
Há experiências que
ficaram tão marcadas na minha memória que, independentemente da passagem
vertiginosa dos anos, se desencadeiam em tumulto quando um desejo se manifesta.
Esta leguminosa faz-me
recordar a minha avó materna, um membro da família que, invariavelmente, tem
sempre um papel preponderante na vida dos netos. Há sempre uma avó querida nas
nossas vidas.
A minha avó era de
estatura média, muito bonita (assim diziam; aos olhos de uma criança era linda!),
gostava de usar carrapito e roupas escuras. Características de algumas avós
daquela época. Para completar o quadro da avó tradicional faltava-lhe a cadeira
de baloiço e as agulhas de tricô.
A cozinha era dela,
apenas dela. Qualquer ajuda por parte das filhas era rejeitada porque só a iam
atrapalhar, como costumava dizer. Ah! Mas havia uma pessoa que tinha sempre
autorização para estar ao seu lado e dar uma ajudinha: Eu! E foi assim que a vi,
tantas vezes, cozer favas em tachos de barro e apenas no vapor. Depois fritava
toucinho e chouriço, adicionava-os, juntamente com a gordura, mais os coentros
picados. Uma salada de alface acompanhava sempre este pitéu!
Estas não terão o mesmo
sabor mas satisfizeram-me na mesma. A foto também não seria selecionada para um
livro ou revista de culinária mas representa, rigorosamente, o resultado da
minha habilidade na cozinha!
Avó paterna nem conheci, pois morreu com meu Pai solteiro ainda , da avó materna nada tenho a recordar.
ResponderEliminarE de favas não gosto muito, mas da tua foto e do teu texro gostei, rrss
Bom doningo.
Obrigada, São. : )
EliminarAbraço
Adoro favas Catarina, e as suas ficaram com gostinho de saudades e lembranças de neta preferida e muito amada. Para além da delicia, um prato com boas recordações decerto. Delicia. Bjocas bom finalzinho de domingo
ResponderEliminarSim, estas são boas recordações. : )
EliminarAbraço, Josy
Tenho a avó materna com 90 anos. A paterna me marcou mais...
ResponderEliminarParabéns pela delícia, me apetitou!
Fosse aqui, devoraríamos com arroz, muito arroz.
Abraço do Brasil.
Favas com arroz? É uma ideia.
EliminarObrigada pela visita.
Abraço : )
Engraçado!
ResponderEliminarHoje dei comigo a pensar nos avós que conheci todos, felizmente!
Quanto às favas fui comê-las há dias a casa de uns amigos e estavam deliciosas...também estavam congeladas e quase esquecidas!
Abraço
Também tive a sorte de os conhecer a todos. Sou gulosa por favas. Aliás, parece que sou gulosa por muita coisa. Há que haver controle!
EliminarAbraço
Adoro favas! Normalmente faço-as guisadas com bacon e chouriço, eventualmente com um bocadinho de entrecosto. E com muito molho, para escalfar um ovo a acompanhar. Nham,nham, fiquei com água na boca, só de pensar... :)
ResponderEliminarMas é verdade, há (quase) sempre uma avó maravilhosa que nunca esquecemos! :D
Resto de bom domingo!
Estas ficaram com pouco molho porque apenas adicionei a gordura do chouriço e do bacon. Já comi favas feitas à moda açoreana que tb são saborosos. Com ovo nunca provei.
EliminarAbraço
P.S.
Vi “Lincoln” esta tarde. A must see!
Acabei de requisitar da biblioteca um livro sobre este presidente. Fiquei com interesse de o conhecer melhor. As interpretações de Daniel Day-Lewis e de Tommy Lee Jones são excelentes.
Favas? Adoro! Não fosse estares tão longe e convidava-me para uma próxima oportunidade em que "descobrisses" mais umas.
ResponderEliminaré verdade que os olhos também comem, daí que fico salivando ao olhar esse teu prato; acho até que sinto o cheiro dos coentros...
Beijinho :))
§-viste a minha foto do pôr do sol?
As favas da avó eram muito melhores!
EliminarQuis ver o teu pôr-do-sol mas não encontrei. Onde está?
Abraço: )
Diz o senhor Cole ao senhor Esterol: "que rica avó!"
ResponderEliminarE responde este àquele outro: "E que cheirinho..."
Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe?! : )
EliminarCatarina,
ResponderEliminarA cozinha das avós é mesmo só delas.
Qualquer semelhança será mesmo pura coincidência.
Belas lembranças e uma linda história muito bem contada, que nos fazem lembrar as nossas avós e os seus pitéus :-)
ResponderEliminarTambém adoro favas :-)
Todos os anos semeio favas para consumo aqui em casa. Este ano semeei mais cedo e já estão floridas. Pensei em semear outras mais tarde. Assim haverá favas por muito mais tempo.
ResponderEliminarNão gosto de favas. Desde menino que ficamos inimigos mas a minha mulher gosta e faz lindos pratos de favas guisadas.
As nossas avós ficaram na nossa alma para toda a vida.
Abriu-me o apetite para o almoço, Catarina!
ResponderEliminarBeijinho e boa semana!
Quem é que disse que os homens não sabem esperar?
ResponderEliminarAté aos trinta não podia ver favas... hoje adoro-as!
:)
Doces avós, as nossas!:))
ResponderEliminarA minha não era só linda aos olhos de uma criança, já que partiu há 10 anos e eu já sabia reconhecer um rosto lindo, com um sorriso de diva (seu) e os olhos da cor da céu mais doces que já conheci.:)
As favas e o prato que ela confecionava (com a vagem da fava), ainda me estão na memória, tal como está a açorda de tomates (sopas, era assim que lhe chamávamos) da minha tia, a irmã, que morreu muito tempo depois, há dois anos concretamente, aos 102 anos.:))
Essas favas em grão, lá em casa eram para a sopa (adoro!), mas aprendi a gostar de um prato assim (ou semelhante) na casa da minha cunhada, na capital.:))
Comiam-se agora!:)
beijinhos
Estimada Amiga Catarina,
ResponderEliminar]E bem verdade o que diz a respeito das av]os, existe sempre uma avozinha querida eu tamb]em tive uma, aliás a unica que conheci e com ela convivia sempre que entrada de férias escolares, e ela me consolava com umas comidas que jamais esquecerei, eu era o neto predilecto dela que carinhosamente me chamava de Torrado, já que quando ia para casa dela no Alandroal, o fazia depois de passar uns 15 dias em Sezimbra.
Favas nunca comi, mas já vi cozinha-las e meus amigos comerem e pedrirem mais.
Essas que confecionou por certo terão a magia de sua extremosa avózinha e como tal super saborosa.
Bom apetite.
Abraço amigo
Sem pôr em causa os seus dotes culinários ... que pena as favas. Detesto.
ResponderEliminarBoa semana e um abraço.
Eu também gosto de favas com entrecosto e enchidos, mas só costumo comê-las na época. De qualquer modo, esta foto fez-me aguçar o palato!
ResponderEliminarBoa semana, Catarina
Parabéns.
ResponderEliminarGostei desta postagem e, em parte, vai ao encontro do que aqui venho trazer. Amanhã vai sair um desafio/partilha no (IN)Cultura, gostaria que participasse com o seu contributo.
Beijinho.
Amanhã por lá passarei! : )
EliminarTambém adoro favas estufadas, Catarina e se com ovo escalfado, ainda melhor! ... talvez uma das coisas que mais gosto ! :))
ResponderEliminarNunca as comi na vagem !
Bjs
.
E vai ser o meu almoço amanhã!
ResponderEliminarGostei da imagem, os olhos são sempre os primeiros a comerem, não é Catarina.
Comoé bom essas recordações,mas a saudade dói.
Boa semana amiga
beijinho e uma flor
A minha avó, mãe da minha mãe, também tinha estatura média, era muito bonita, usava carrapito e vestia roupas escuras.
ResponderEliminarContava-nos histórias, dava-nos sopa, tinha tempo para nos ouvir e uma vez fiz com ela biscoitos de limão.
Todos deviamos ter tido avós assim.
um beijinho
Gábi
A minha avó materna, que era espanhola, e com quem vivi praticamente até aos dez anos, também era a senhora da cozinha. E que bem que ela cozinhava... Aprendi muito a vê-la cozinhar.
ResponderEliminarBoa semana. Bons cozinhados.
Ai...lembrei-me das minhas avós que também usavam carrapito, especialmente a materna, infelizmente faleceram todos os meus avós durante a minha adolescência, acho que perdi muitas histórias por causa disso...
ResponderEliminartem bom aspecto :)
Obrigada a todos pelos vossos comentários. Que bom é recordar as nossas avós, para quem teve a felicidade de as conhecer.
ResponderEliminarAbraços! : ))))
Adoro favas, congeladas ou frescas :)
ResponderEliminarA tua foto pode não entrar num livro de culinária, mas para mim ganha o 1º prémio :)
Beijinho :)