11 de novembro
Desde o primeiro de novembro que andamos com uma papoila ao peito, símbolo do Dia da Lembrança – Remembrance Day – um dia em que homenageamos os soldados que pereceram nas guerras.
Fazemos um ou dois minutos de silêncio pelas 11h.
No Ontário, é feriado para
alguns setores: bancos, postos do correio, câmaras municipais…
Não é feriado para as
bibliotecas, escolas, para os serviços da recolha do lixo, serviços de
emergência, locais turísticos…
Este é um dos poemas
mais recitados de todos os tempos e foi escrito por John McCrae, nascido em
Guelph, na província do Ontário.
John McCrae era médico, poeta, autor, artista, soldado e
professor catedrático.
(1872-1918)
Nos Campos de Flandres
Nos
campos de
Flandres
as papoilas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo.
as papoilas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo.
Somos
os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.
Continuai
a lutar contra o nosso
inimigo;
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoilas
nos campos de Flandres.
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoilas
nos campos de Flandres.
John McCrae, Flanders, 1915
Tradução de Abgar Renault, tirada da net.
E em Portugal… é o dia
de S. Martinho!


Nos campos de Flandres
ResponderEliminarperecemos
que o lembremos
1643 mortos em "La Lys"
Haja quem se lembre dos seus mortos !!
ResponderEliminarDorme bem
E hoje é Dia dos Solteiros :))
ResponderEliminarLindo poema e feliz dia de São Martinho, boas castanhas!! bjs, chica
ResponderEliminarBelo poema, e as papoilas continuam a florescer. E a vida segue, as lembranças ficam. Beijos
ResponderEliminarÉ bom lembrarmo-nos de que nos temos de lembrar... De alguém, de muitos e até de nós...
ResponderEliminarNo ano passado assinalei este dia...no blog ou no facebook!
ResponderEliminarJá não me lembro...:(
Está um dia muito invernoso!
Abraço
~ ~ Como já referi no "post" do Carlos, lamento muito que não se faça a devida homenagem aos nossos heróis que pereceram na violenta batalha de La Lys e que jazem nos campos da Flandres.
ResponderEliminar~ ~ ~ Boa a tua lembrança. ~ ~ ~
~ Até São Martinho esqueceu-se de nós! Não temos nada que se pareça com Verão e. este ano, até as castanhas estão bichosas!!
~ ~ ~ Um dia agradável para ti. Abraço amigo. ~ ~ ~
Bom seria que em Portugal também se se comemorasse algo nesse sentido. Afinal, pereceram numa batalha na Flandres, cerca de 7.500 portugueses, a segunda maior derrota militar depois de Alcácer-Quibir, em 1578.
ResponderEliminarAbraço,
Manuel Tomaz
Que bonito! Desconhecia por completo.
ResponderEliminarFui verificar!
ResponderEliminarDe facto falei deste tema a 11/11/2013 no blog...e até me referi a ti!
Fui ler de novo. Obrigada. : )
EliminarLamento e com o devido respeito pelos soldados que morreram pelas guerras no Mundo inteiro, eu acho que se devia sim celebrar a vida e esquecer as guerras que as únicas coisas que trazem, são fome, miséria, morte, doença, e desgraça. Tudo coisas que a Humanidade está cansada de saber, mas que teima em continuar a espalhar a troco de poder !
ResponderEliminarApreciei o poema e a tua papoila ! Por aqui, em Portugal, são mais castanhas e água-pé ou jeropiga.
Muito bonito o poema! em Portugal foi dia de castanhas assadas, tão boas!
ResponderEliminarBjs
Por cá não há muito quem lembre essa data. O Carlos Barbosa de Oliveira fê-lo no seu Crónicas on the rocks.
ResponderEliminarJá o São Martinho é coisa mais popular. Não provei vinho mas comi castanhas assadas. :)
Obrigada a todos pelos comentários.
ResponderEliminarO Dia da Lembrança foi ainda mais especial este ano. Ninguém se vai esquecer do ataque ao Parlamento em Otava há 3 semanas quando o “Corporal” Nathan Cirillo foi morto a tiro quando estava de serviço no Memorial de Guerra Nacional em Otava; nem nos esqueceremos de um outro soldado, Patrice Vincent, atropelado propositadamente dois dias antes. Tragédias motivadas por ideologismos que não compartilhamos no ocidente. E os 100.000 canadianos que morreram nas duas grandes guerras mundiais.
Pelo que li, venderam-se este ano cerca de 19 milhões de papoilas e 50.000 pessoas assistiram às cerimónias em Otava. Habitualmente o número de pessoas ronda os 35.000.
Tivemos a visita da princesa Ana e o nosso primeiro ministro, Stephen Harper, não compareceu à reunião da OPEC em Pequim para estar presente no Dia da Lembrança.
Não comemorei o Dia de S. Martinho nem aproveitei – ao ar livre – este dia excelente de verdadeiro verão de S. Martinho ou, como se chama por aqui, Indian summer.
Talvez esta semana ainda tenha a oportunidade de comprar uns quilos de castanhas; umas para cozer com erva-doce e outras para assar no forno com uns salpicos de água e pouco sal...
Abraço
: )
Estive a ver fotos de algumas comemorações pelo mundo inteiro e partilhei algumas com os leitores do On the rocks. Três são do Canada: Montreal, Vancouver e Toronto
ResponderEliminarVia-as e gostei!
EliminarBonita e merecida homenagem, lamentável Portugal não o fazer.
ResponderEliminarGostei do poema.
Beijinho e uma flor
Este é daqueles poemas que se decora e recita e que fica na memória...
EliminarBjos : )
Decorar é ficar memorizado! O que quis dizer é que fica na memória "para todo o sempre"... : ))
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