segunda-feira, 10 de novembro de 2014


11 de novembro



Desde o primeiro de novembro que andamos com uma papoila ao peito, símbolo do Dia da Lembrança – Remembrance Day – um dia em que homenageamos os soldados que pereceram nas guerras. 

Fazemos um ou dois minutos de silêncio pelas 11h. 

No Ontário, é feriado para alguns setores: bancos, postos do correio, câmaras municipais…

Não é feriado para as bibliotecas, escolas, para os serviços da recolha do lixo, serviços de emergência, locais turísticos…

Este é um dos poemas mais recitados de todos os tempos e foi escrito por John McCrae, nascido em Guelph, na província do Ontário.

John McCrae  era médico, poeta, autor, artista, soldado e professor catedrático. 


(1872-1918)

Nos Campos de Flandres  
                                             
      Nos campos de Flandres                                              
      as papoilas estão florescendo entre as cruzes                
      que em fileiras e mais fileiras assinalam                          
      nosso lugar; no céu as cotovias voam                           
      e continuam a cantar heroicamente,                                
      e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo. 
           
      Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,          
      ah! nós amávamos, nós éramos amados;                        
      sentíamos a aurora e víamos o poente                            
      a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados                      
      nos campos de Flandres.

      Continuai a lutar contra o nosso inimigo;                      
      nossa mão vacilante atira-vos o archote:                        
      mantende-o no alto. 
Que, se a nossa fé trairdes,             
      nós, que morremos, não poderemos dormir,                 
      ainda mesmo que floresçam as papoilas                         
      nos campos de Flandres. 

      John McCrae, Flanders, 1915 
                                               
      Tradução de Abgar Renault, tirada da net.                            


E em Portugal… é o dia de S. Martinho!

21 comentários:

  1. Nos campos de Flandres
    perecemos
    que o lembremos

    1643 mortos em "La Lys"

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  2. Haja quem se lembre dos seus mortos !!

    Dorme bem

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  3. Lindo poema e feliz dia de São Martinho, boas castanhas!! bjs, chica

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  4. Belo poema, e as papoilas continuam a florescer. E a vida segue, as lembranças ficam. Beijos

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  5. É bom lembrarmo-nos de que nos temos de lembrar... De alguém, de muitos e até de nós...

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  6. No ano passado assinalei este dia...no blog ou no facebook!
    Já não me lembro...:(
    Está um dia muito invernoso!

    Abraço

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  7. ~ ~ Como já referi no "post" do Carlos, lamento muito que não se faça a devida homenagem aos nossos heróis que pereceram na violenta batalha de La Lys e que jazem nos campos da Flandres.

    ~ ~ ~ Boa a tua lembrança. ~ ~ ~


    ~ Até São Martinho esqueceu-se de nós! Não temos nada que se pareça com Verão e. este ano, até as castanhas estão bichosas!!

    ~ ~ ~ Um dia agradável para ti. Abraço amigo. ~ ~ ~

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  8. Bom seria que em Portugal também se se comemorasse algo nesse sentido. Afinal, pereceram numa batalha na Flandres, cerca de 7.500 portugueses, a segunda maior derrota militar depois de Alcácer-Quibir, em 1578.
    Abraço,
    Manuel Tomaz

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  9. Fui verificar!
    De facto falei deste tema a 11/11/2013 no blog...e até me referi a ti!

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  10. Lamento e com o devido respeito pelos soldados que morreram pelas guerras no Mundo inteiro, eu acho que se devia sim celebrar a vida e esquecer as guerras que as únicas coisas que trazem, são fome, miséria, morte, doença, e desgraça. Tudo coisas que a Humanidade está cansada de saber, mas que teima em continuar a espalhar a troco de poder !

    Apreciei o poema e a tua papoila ! Por aqui, em Portugal, são mais castanhas e água-pé ou jeropiga.

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  11. Muito bonito o poema! em Portugal foi dia de castanhas assadas, tão boas!
    Bjs

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  12. Por cá não há muito quem lembre essa data. O Carlos Barbosa de Oliveira fê-lo no seu Crónicas on the rocks.

    Já o São Martinho é coisa mais popular. Não provei vinho mas comi castanhas assadas. :)

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  13. Obrigada a todos pelos comentários.

    O Dia da Lembrança foi ainda mais especial este ano. Ninguém se vai esquecer do ataque ao Parlamento em Otava há 3 semanas quando o “Corporal” Nathan Cirillo foi morto a tiro quando estava de serviço no Memorial de Guerra Nacional em Otava; nem nos esqueceremos de um outro soldado, Patrice Vincent, atropelado propositadamente dois dias antes. Tragédias motivadas por ideologismos que não compartilhamos no ocidente. E os 100.000 canadianos que morreram nas duas grandes guerras mundiais.

    Pelo que li, venderam-se este ano cerca de 19 milhões de papoilas e 50.000 pessoas assistiram às cerimónias em Otava. Habitualmente o número de pessoas ronda os 35.000.
    Tivemos a visita da princesa Ana e o nosso primeiro ministro, Stephen Harper, não compareceu à reunião da OPEC em Pequim para estar presente no Dia da Lembrança.

    Não comemorei o Dia de S. Martinho nem aproveitei – ao ar livre – este dia excelente de verdadeiro verão de S. Martinho ou, como se chama por aqui, Indian summer.

    Talvez esta semana ainda tenha a oportunidade de comprar uns quilos de castanhas; umas para cozer com erva-doce e outras para assar no forno com uns salpicos de água e pouco sal...

    Abraço
    : )

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  14. Estive a ver fotos de algumas comemorações pelo mundo inteiro e partilhei algumas com os leitores do On the rocks. Três são do Canada: Montreal, Vancouver e Toronto

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  15. Bonita e merecida homenagem, lamentável Portugal não o fazer.
    Gostei do poema.

    Beijinho e uma flor

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    1. Este é daqueles poemas que se decora e recita e que fica na memória...
      Bjos : )

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    2. Decorar é ficar memorizado! O que quis dizer é que fica na memória "para todo o sempre"... : ))

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