“C….. que a água está mesmo quente!”
Uma exclamação feita em voz rouca... voz de
bagaço... quando nas águas cristalinas, salgadas e quentes do Golfo do México me
encontrava naquele domingo de manhã - ainda mal acreditando que poderia, se
quisesse, (e quis) passar horas
inteirinhas “de molho” sem congelar - olhando para o vasto horizonte onde as águas
tocam o céu… mas não querendo perder o voo rasteiro do pelicano à procura do
seu pequeno-almoço.
Com um vocabulário tão colorido (confirmado ao
longo da semana e no mesmo local de convívio: no mar!) só pode ser pessoal do
norte, pensei! : )
Era um grupo de sete ou oito pessoas, muito faladoras e bem
dispostas, assim me pareceu!
No final da semana, durante um passeio de barco,
tendo como principal objetivo ver os golfinhos, o “ajudante” do capitão...
... dirige-se a mim e pergunta: A senhora também é portuguesa? Eu sou de Lisboa e
vivo neste paraíso há 36 anos. E eu sou de Toronto onde os invernos são muito
longos e frios. Eu sei, eu sei, nunca me vão apanhar lá. Deus me livre!
Acabámos por comparar guarda-roupas! : ))
(Vimos alguns golfinhos... só que foram demasiado
rápidos para a minha Samsung!)