Quando o dia está tão frio que não apetece mesmo nada andar a passear pela cidade, o que fazer? Visitar de novo a AGO, Galeria de Arte do Ontário, pois haverá sempre a oportunidade de uma nova experiência, de ver uma nova obra de arte, ou uma pintura ou escultura que ainda não tivemos tempo para ver com atenção e, simultaneamente, tirar o máximo proveito do cartão de sócio que, para além de nos permitir visitas ilimitadas durante o ano, também dá direito a levarmos connosco um convidado, cuja entrada será gratuita. E foi o que fiz no domingo passado.
Fotografei as novas escadas barrocas, como lhe chamam, e que já mostrei num post , e desta vez, subi-a até mesmo ao topo. São apenas 138 degraus em espiral.
As escadas começam no segundo andar...
pouco inclinadas como se pode ver...
Fáceis de subir, penso. Subo até meio sem parar. Mas a meio tive que fazer uma pausa! O coração parecia que me queria sair do peito! Escadas enganadoras! Então, devagar, nas calmas, lá fui subindo, tentando aperceber-me das “curvas sensuais” de que as escadas supostamente são detentoras. Tinha lido um comentário qualquer feito por um critico sobre as tais curvas. Talvez por ser mulher, não vi nada que me parecesse sensual nas escadas de madeira!
Continuo a subir, “atravesso” o teto de vidro e chego até ao quinto andar, pela fachada posterior do edifício. Em cada patamar podemos observar uma linda vista panorâmica da cidade.
(fachada posterior)
No quinto andar estão localizadas as galerias de arte contemporânea, que, confesso, não me diz muito. Passado algum tempo decidimos descer. Não quero descer pelo elevador. Dou preferência às escadas. Descer vai ser fácil... pois é a descer!... Mas eis que nova pausa se impõe. É que as escadas são mesmo em espiral ... Não cansam... mas podem provocar tonturas! : )
Para recompor as energias gastas com tal façanha, nada melhor que uns minutos num dos cafés aprazíveis da galeria para uma chávena de chá e um delicioso “scone!