sexta-feira, 31 de agosto de 2012




Foto tirada do Humber Bay Park, Toronto.
Ainda é verão no Lago Ontário... 


Um bom fim de semana
com sol e calor para todos!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012





O comboio está quase a chegar!

Estou de regresso a uma “ex-vila” que se tornou cidade em 1924.

Para onde vou?

: )

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pão alemão substitui pão caseiro português



Para satisfazer algumas saudades e dar continuidade à confeção de pratos portugueses por uma temporada, o prato do dia foi gaspacho, uma das várias versões do gaspacho.


Como não tenho acesso ao pão caseiro do Alentejo ou do Algarve, tive que utilizar pão de centeio alemão – o “roggenbrot” ou “rye bread”.


O gaspacho, para quem não sabe, é um bom acompanhamento para peixe frito ou sardinhas assadas!  : )



No alto da colina.

As lindas paisagens que podemos contemplar do Castelo de Aljezur, “a aldeia das fontes”, a terra da batata doce.




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segunda-feira, 27 de agosto de 2012


Sentimos culpa. Depois alívio. E logo de seguida culpa, novamente, por termos sentido alívio. Alívio por saber que a responsabilidade de cuidar de alguém que sofre da doença de Alzheimer, em estado intermediário-avançado, deixa de ser apenas nossa.

Segundo a Alzheimer Society, todos estes sentimentos são normais durante o  período de transição do nosso ente querido do lar para um Lar. Este organismo, sempre atento às necessidades dos cuidadores, facilita o acesso à informação, a colóquios, a grupos de suporte tão necessários para atenuar, de uma certa forma, o desgaste e o sofrimento de quem trata dos seus familiares, de quem sente as emoções fortes e dolorosas quando observa as alterações inexoráveis e irreversíveis causadas pela demência.

Ao longo destes anos, tomei conhecimento da existência de agências que prestam serviços ao domicílio, diariamente, não apenas diretamente relacionados com o paciente mas tendo o bem estar do cuidador e da sua família em mente. Ao cuidarem dos doentes, proporcionam horas livres ao cuidador para que este (ou esta) possa descansar, sair, conviver ou simplesmente ficar em casa e usufruir algumas horas com a família sem a preocupação de vigiar constantemente o seu ente querido.

Não posso deixar de enaltecer o trabalho que a Alzheimer Society e todas as agências prestadoras de serviços ao domicílio desenvolvem na nossa comunidade.

domingo, 26 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012


Visitei um casal conhecido que se mudou para um lugar que pertence à freguesia do Algoz.

O sol batia forte naquele princípio de tarde. Era um calor sufocante sem o mar por perto para refrescar. O silêncio era interrompido, de vez em quando, pelo alegre chilrear da passarada e pelo ocasional cacarejar de uma galinha mal disposta ou, quem sabe, em resposta ao olhar lânguido do galo.

Não se via vivalma nas redondezas. Um ou outro carro que por ali passa parece ser a única fonte de distração. 

O pequeno jardim, bem cuidado, com grandes palmeiras saudáveis, alegra a casa pintada de branco, com necessidade de outra pintura, assim mo dizem e, por isso, confirmo com o olhar. O hábito de se mostrar a casa às visitas persiste. A sala, a cozinha, este é o quarto-de-banho social, o quarto dos hóspedes, este é o nosso quarto, o nosso quarto-de-banho... Um hábito que não tenho mas que compreendo.

Depois, passamos para o quintal/horta. Pequenos retângulos de terra avermelhada que alimentam o pequeno núcleo familiar. Tomates, feijão verde, pepinos, cebolas... Ao fundo, o galinheiro; talvez uma dúzia de galinhas e o senhor galo todo emproado que por ali anda, feliz da vida, no seu harém.

Ouvi, com atenção, todas as explicações e comentários que iam fazendo sobre a sua horta, as suas árvores de fruto, sobre a personalidade dos seus dois cães que por ali andam à solta, até sobre a origem dos pássaros que vivem numa grande gaiola e, por fim, uma visita ao terreno em frente da casa com alguns girassóis que quis fotografar. 



Aqui também me explicaram a importância do girassol. Senti o grande apreço que uma pessoa pode ter pela terra, pelos lugares sossegados, longe das multidões, do rebuliço dos grandes centros urbanos e do seu ar poluído.

Nunca vivi no campo mas o campo não me é estranho e embora sinta, por vezes, a necessidade de estar mais em contacto com a natureza, não sei se seria capaz de viver ano após ano neste ambiente calmo, longe do que uma grande cidade oferece.