domingo, 3 de fevereiro de 2013


Como é agradável sentarmo-nos num banco do parque depois de uma caminhada; ou para contemplarmos, do cimo de uma colina, a bela paisagem que se estende à nossa frente, deixar o pensamento voar, criar sonhos... ou simplesmente fechar os olhos e sentir o sol de inverno no rosto quando todo o nosso corpo está coberto de casacos, cachecóis, gorros, luvas, botas.... 




Mas nem todos porporcionam estes momentos prazerosos... talvez outros...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013




Estou a ouvir Tony Carreira enquanto escrevo.... Influências do “crónicas on the rocks”. 


Esta manhã fomos presenteados com “snow squalls” – rajadas de neve – e uma temperatura de -4° mas com uma sensação térmica (obrigada, Carlos!) de -11°!

E depois?! Já estivemos a -25° na semana passada e um montão de neve na segunda-feira! Pois, simplesmente, a película branca que se encontrava no chão cobria o gelo negro.

“O gelo negro (black ice) refere-se a uma camada de gelo vítreo sobre uma superfície (geralmente estradas e pontes). Não é verdadeiramente negro, mas sim virtualmente transparente, permitindo que o asfalto das estradas possa ser visto através dele, sendo por esta razão que ele possui o nome de gelo negro.” – tirado da Wikipédia.

As estradas estavam extremamente escorregadias, os carros não ultrapassavam os 5 km/h (a minha velocidade desta manhã e ninguém me ultrapassou enquanto me mantive ao volante) e, quando vi o carro preto atrás de mim, ligeiramente maior que o meu, ficar atravessado na estrada, achei melhor dar meia volta em direção ao lar, doce lar.

Ligo a TV. Mais outro alerta. Cuidado nos passeios, cuidado a conduzir e redobrada atenção durante a hora de ponta desta tarde principalmente para quem viaja de leste para oeste! Mais uma razão para ficar em casa. O meu percurso a essa hora é de leste para oeste.

Como o sol brilha neste momento (13:12)! Como que a convidar-me a sair... Resisto. Com efeito, ultimamente tenho praticado determinadas estratégias para alcançar o mais alto nível de autocontrole.

E a propósito de autocontrole, tive a brilhante ideia de me mimar com um bom pequeno-almoço!


Mirtilos do Chile, framboesas da Califórnia, carambola - não sei de onde - e “maple syrup” canadiano! 



(Deve haver qualquer truque fotográfico ou culinário – que desconheço -  para manter o chantilly hirto de forma a dar-me tempo que o fotografe! : ))


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013



A cidade esteve assim hoje... sem neve.



Choveu e a temperatura atingiu os +15°!  

Os metereologistas não se cansaram de nos aconselhar para aproveitarmos bem o dia porque esta noite voltaríamos às temperaturas negativas.

Ao olhar para a foto, lembrei-me de outras cidades que conheço e dos seus espaços destinados à circulação dos peões, a.k.a, passeios!...

O planeamento de alguns passeios é tão deficiente que a mobilidade pedonal é limitada. Temos que prestar muita atenção para não esbarrarmos em árvores plantadas mesmo no meio do passeio, contentores do lixo, candeeiros, bocas de incêndio ... A irregularidade e o estado degradado destes espaços fazem com que não sejam inclusivos. Que dificuldades enfrentam os pais com os carrinhos de bebé, as pessoas com alguma dificuldade de locomoção, os invisuais... E como se isso não fosse suficientemente grave, ainda existe o estacionamento abusivo!

Esta é uma situação que me deixa particularmente perplexa. Como é que os serviços municipais não cuidam bem dos seus cidadãos?!

Tudo isto a propósito de ter tido conhecimento de um familiar (em Portugal) ter tropeçado num destes passeios cheio de buracos... que há anos (assim me disseram) se encontra neste estado de abandono.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


A neve continua a cair...

As ruas secundárias ainda se encontram brancas assim...





Vou com cuidado. A rua está deserta. Aproveito para buzinar... Silêncio. Tento de novo. Nada. A buzina afinal está avariada. E se eu tiver que chamar a atenção de alguém com estas ruas/estradas tão escorregadias? Terei que abrir a janela e gritar. Ó faz favor, desvie-se porque não consigo endireitar o carro...

Telefono para o mecânico. Digo-lhe o que se passa e pergunto-lhe se posso por lá passar assim que sair do trabalho. Pode. E vou ser logo atendida? Vai, fique descansada. Ok, às quatro horas estarei aí.

Fico à espera no “escritório” do mecânico. Encontra-se lá um senhor. Falamos sobre o tempo. Nevou mas não faz muito frio, diz ele. Não gosto deste clima. Não me consigo habituar. Cheguei em abril de 72 e continuo a não gostar de estar aqui. Minha bela Madeira. Quando eu era solteiro, costumava subir aquelas montanhas e cheguei a ver neve naquela altura.

Fiquei a saber que estudou numa escola industrial, que fez tropa em Tavira, que aprendeu muito na tropa, que João Jardim tem feito muito pela Madeira. Fez construções mal feitas? Fez. Mas se não fosse ele a Madeira continuava na mesma como era antes do 25 de abril. As pessoas gostam dele de contrário não votariam nele....

Entretanto, oiço grandes apitadelas. Ah! Deve ser a minha buzina! Abro a porta e lá vou eu confirmar. Então, qual era o problema? Precisava de um “relay”. Um relay? Hmmmm... pode dar-me mais explicações? Ah! Percebi, está bem. Pago e saio, não sem antes ouvir uma estória de um carro de uma cliente que sempre que chegava à sua oficina nunca parava mas que quando a dona o conduzia era certo e sabido que parava no meio do caminho. Gosto do meu mecânico!

Depois de conduzir uns dez a quinze minutos, decido carregar na dita buzina para confirmar o seu som. Responde-me com silêncio. Não pode ser! Carrego com mais força. Nada. Viro à direita num parque de estacionamento e telefono de novo para o mecânico. Afinal, a buzina não trabalha! Não estou longe.

Trocam-me a buzina por uma velha com um som muito esquisito. Não me importo. Se continuar a emitir som até amanhã é sinal que o problema não tinha nada a ver com o relay. Encomendarão uma própria para o meu carro e ficarei com uma buzina nova!

Chego a casa duas horas e meia mais tarde e com uma buzina velha!







domingo, 27 de janeiro de 2013


Procurei e encontrei.

Um saco de favas congeladas escondido por detrás de outras embalagens desarrumadas naquela prateleira do congelador. Para além de proporcionar a oportunidade de arrumar este espaço do meu frigorífico, facilitou-me a minha refeição.

Há experiências que ficaram tão marcadas na minha memória que, independentemente da passagem vertiginosa dos anos, se desencadeiam em tumulto quando um desejo se manifesta.

Esta leguminosa faz-me recordar a minha avó materna, um membro da família que, invariavelmente, tem sempre um papel preponderante na vida dos netos. Há sempre uma avó querida nas nossas vidas.

A minha avó era de estatura média, muito bonita (assim diziam; aos olhos de uma criança era linda!), gostava de usar carrapito e roupas escuras. Características de algumas avós daquela época. Para completar o quadro da avó tradicional faltava-lhe a cadeira de baloiço e as agulhas de tricô.

A cozinha era dela, apenas dela. Qualquer ajuda por parte das filhas era rejeitada porque só a iam atrapalhar, como costumava dizer. Ah! Mas havia uma pessoa que tinha sempre autorização para estar ao seu lado e dar uma ajudinha: Eu! E foi assim que a vi, tantas vezes, cozer favas em tachos de barro e apenas no vapor. Depois fritava toucinho e chouriço, adicionava-os, juntamente com a gordura, mais os coentros picados. Uma salada de alface acompanhava sempre este pitéu!



Estas não terão o mesmo sabor mas satisfizeram-me na mesma. A foto também não seria selecionada para um livro ou revista de culinária mas representa, rigorosamente, o resultado da minha habilidade na cozinha!