terça-feira, 15 de março de 2011

Às vezes acontece...


Não temos o hábito (aqui) de apitar com frequência quando conduzimos. Passam-se dias sem que eu oiça a buzina de um carro. E não creio que seja apenas para evitar a poluição sonora. Somos, de uma maneira geral, condutores tolerantes e pacientes.
Na semana passada, por exemplo, enquanto (eu) conduzia na faixa da esquerda de uma rua com bastante trânsito, uma senhora decidiu sair do parque de estacionamento (à minha direita) com a intenção de virar à esquerda. Como não conseguiu fazer a manobra de imediato, ficou atravessada na minha frente à espera que um condutor simpático  lhe desse uma oportunidade. Tive que parar. Merecia uma apitadela. Mas não apitei e nem os condutores que se encontravam atrás de mim o fizeram.
Hoje, tive que me deslocar a um determinado local onde há muito não ia.  Conduzi com a janela aberta fingindo que já  estávamos naquela época do ano em que não é necessário nem aquecimento nem ar condicionado. Reparei que atrás de mim vinha um daqueles camiões enormes que parecem não ter fim.
Mal cheguei ao cruzamento pretendido, aparece a luz verde. Avanço. Ora bolas, e agora? Viro para a direita ou para a esquerda? Uns segundos de indecisão. Entretanto, oiço um vozeirão vindo do tal camião: “Flip the coin”! 
(da net)
Dei uma grande gargalhada, decido-me pela esquerda e saio do cruzamento...

30 comentários:

  1. Uma apitadela é algo grosseiro.
    Esta "boca" foi bem humorada :)))

    ResponderEliminar
  2. Por cá o que mais há são condutores impacientes e de mão leve no apito. Abomino-os!

    ResponderEliminar
  3. Se fosse cá tinham-se sublimado logo uma mão cheia de frustrações, e não era só de mão na buzina.

    ResponderEliminar
  4. e nós por cá que usamos tanto a buzina (e até o insulto), Catarina...

    ResponderEliminar
  5. Querida Catarina, bem sabes que por cá é bem diferente ;)
    Beijnhos.

    ResponderEliminar
  6. Catarina
    Falta de compreenção, por cá é apitadelas por tudo e por nada.
    Beijinho

    ResponderEliminar
  7. Olha que o princípio do "vira a moeda" poderia aplicar-se a muitas outras situações com sucesso!
    ;))))

    ResponderEliminar
  8. Oi Catarina, bom dia!!!

    Como estou te conhecendo agora, gostaria de saber onde é esta terra santa em que você reside e o povo é tão educado e tolerante?
    Adorei seu comentário, você treina respiração, meditação e eu treino a tolerância no trânsito.
    Está vendo vamos aprender muito uma com a outra.
    Beijinho

    ResponderEliminar
  9. Pedro,

    A apitadela é grosseira, admito, mas por vezes necessária embora nem sempre dê os resultados esperados. Um dia estava no parque de estacionamento de um supermercado. Vi que um carro ia deixar um espaço vago , mesmo em frente da porta principal, páro e faço sinal. Entretanto, em sentido contrário, vem este volkswagen beetle... verde! que, ignorando o meu pisca-pisca, me “rouba” o espaço. Fico pior que estragada. Apito. A senhora sai do carro, passa por mim e eu digo-lhe: “Apitei para lhe indicar que já aqui estava à espera do lugar”. Ela olha para mim com um ar de superioridade ou talvez surpresa (ou as duas coisas) e responde: “Ninguém me apita!” Como quem diz: how dare you? : )

    ResponderEliminar
  10. Luisa,

    Eu sei, apitam por tudo e a todos. Que barulheira!

    ResponderEliminar
  11. El Matador,

    Eu imagino! Obscenidades verbais e gestuais! Ahahah!

    ResponderEliminar
  12. Luis Eme,

    Os insultos são bem coloridos. É evidente que por aqui também se ouvem mas não com a mesma frequência. Como te digo, somos mais calminhos... : )

    ResponderEliminar
  13. Manuela,

    Pois sei! Os condutores gostam de se certificar, muitas vezes ao dia, que as suas buzinas estão em bom estado de funcionamento.

    ResponderEliminar
  14. Flor de jasmim,

    Talvez seja para exercitar as mãos ou os dedos. : )

    ResponderEliminar
  15. Bartolomeu,

    Tens razão. Com a indecisão que caracteriza muitas situações... : )

    ResponderEliminar
  16. Suzana,

    Olá. É em Toronto.
    Vou seguindo as práticas sugeridas no seu blogue. Algumas já se tinham aninhado no espaço do esquecimento... : )

    ResponderEliminar
  17. Mas afinal para que serve a buzina?
    Não será um instrumento de bordo?

    :D

    Nós, por cá, dispensaríamos a buzina de bom grado.
    Nada que chegue a um bom palavrão e à sinalética feita com os dedos.

    ResponderEliminar
  18. Ahahaha! Estou a imaginar, Observador!

    ResponderEliminar
  19. Catarina,



    Buzina é um insulto , ... Rs


    Bjo.

    ResponderEliminar
  20. Adorei esta postagem. Buzina para quê? :)

    ResponderEliminar
  21. Pois, deves estranhar imenso quando cá vens, a este país onde se conduz tão mal e quase todos se julgam ases do volante, verdadeiros Fangios!

    Mas pronto, esse camionista não usou a buzina, mas paciência também não era o forte dele! :)

    Beijocas!

    ResponderEliminar
  22. Teté,

    O camionista até foi educado apesar da “boca” que não chegou, afinal, a ser “boca”! : ) Até me pôs bem disposta! Aí são peritos na condução... então nas ultrapassagens... : )

    ResponderEliminar
  23. Catarina,
    O humor é sempre um grande remédio para evitar complicações :)))
    xx

    ResponderEliminar
  24. Achei bem gira esta estória.
    Se fosse aqui em Bangkok ´poderia dar direito a um tiroteio, já vi por várias vezes, alguém apitar para a condutor da viatura que seguia à sua frente, e o tipo parar a viatura, disparar dois tiros e seguir viagem!...
    Pessoas acalmas estas que náo toleram abusinadelas.

    ResponderEliminar
  25. António,

    Isto não quer dizer que esta sociedade seja perfeita. Não. Tiroteios também acontecem por aqui embora não devido a buzinadelas. Mas se se buzinar para a pessoa errada, nunca se sabe o que poderá acontecer...

    ResponderEliminar
  26. Ainda bem que o condutor atrás tinha sentido de humor :)

    ResponderEliminar