segunda-feira, 21 de março de 2011

Porquê?


Na semana passada os portugueses foram notícia, de novo, no Canadá! Mais especificamente, os alunos de descendência portuguesa. Porquê?  Alto índice de abandono e insucesso escolar, tal como acontece  no Luxemburgo,  França,  Reino Unido e Suiça. Sistemas de ensino diferentes, formação diferente, condições de trabalho diferentes e, todavia, este grupo continua a ser o que tem o mais baixo nível de aproveitamento escolar e, consequentemente, de menor acesso à universidade.
Um em cada três alunos não conclui os estudos do ensino secundário, o que representa o mais alto índice de todos os grupos étnicos.  As escolas públicas  oferecem um ensino de qualidade,  providenciam todos os materiais escolares; há aulas de Inglês como Segunda Língua para os recém-chegados a partir do quarto ano de escolaridade; tem acesso a aulas suplementares, aulas e serviços de recuperação; educação especial; tem acesso a qualquer serviço de apoio quando necessário.
Até ao final do secundário não creio que haja problemas de desigualdade de oportunidades.
Lamentável...

22 comentários:

  1. Estimada Amiga Catarina,
    É de lamentar, mas enfim, isso é tudo uma questão de os alunos se aplicarem ou não.
    Meu filho mais novo, alguns anos depois de ter concluído o Liceu em Macau, foi para Winnipeg onde se douturou em várias áreas, lá esteve 5 anos, tendo eu ido lá todos os anos e sempre acompanhei seus estudos.
    Existe de tudo amiga, é como referi é tudo uma questão de cultura e igualmente de esforço e dedicação, não importa o local onde nos encontramos, tenho a experiência em mim, fui para Macau acabando de fazer 20 anos de idade, e consegui singrar na vida.
    Abraço amigo

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  2. Gostava de ter uma explicação, Catarina.
    Não tenho.

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  3. Explicação muito simples...Portugueses.
    Beijos

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  4. Catarina
    Muito complicado com tendências a piorar, embora eu não tenha explicação, eu infelizmente não tive oportuanidade de estudar fui trabalhar aos 13 anitos, tenho a universidade da vida como diz o meu "folha seca" e ficou-me muito cara, acredita amiga.
    Beijinho

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  5. Também conheço situações em que miúdos com resultados dentro de parâmetros normais, semelhantes aos "indígenas", são imediatamente canalizados para vias menos "nobres", se assim se podem considerar, por serem filhos de emigrantes.
    Enfim, há de tudo!
    Também vemos portugueses a chegarem bem longe, do ponto de vista académico, nos países que os acolheram.
    Como actualmente também somos um país de acolhimento também temos casos de sucesso e de insucesso entre os filhos de emigrantes...
    C´est la vie!

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  6. Analisemos as causas.
    Talvez se chegue a alguma conclusão.

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  7. Parece inexplicável, Catarina. Talvez a coisa possa relacionar-se com o ambiente familiar, com alguma falta de enquadramento. Talvez os pais, por serem emigrantes (presumo) e pelas exigências do seu trabalho, não tenham disponibilidade para um maior ou melhor acompanhamento dos estudos dos filhos...

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  8. Realmente não tenho uma explicação cabal para o insucesso escolar dos filhos dos nossos emigrantes. Por aqui, sendo nós agora um país de acolhimento, tenho conhecimento através de uma filha que leciona matemática, que lhe têm aparecido excelentes alunos, principalmente de leste.
    Na minha opinião, o insucesso dever-se-à ao ambiente familiar. Temos de compreender que a maioria dos portugueses que emigram não são propriamente os mais letrados. E isso, quer queiramos, quer não, tem a sua influência.
    Beijos

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  9. Boa questão!
    O problema estará no genes português? Mas, como, nós até somos uma das maiores miscelâneas de genes do Mundo!

    Então, porquê?
    Será porque sim? Porque é sina portuguesa?

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  10. Suponho que tem mais a ver com o desinteresse dos alunos e o pouco valor que ainda muitos pais dão aos estudos (eles próprios com poucos). Já ouvi muita gente, normalmente das classes mais baixas, dizer dos filhos: "mais valia que fosse trabalhar"!

    Com a matemática, por exemplo, é quase generalizado: um aluno tem má nota num teste e se não for o próprio pai ou a mãe a assegurar que "também era(m) uma nódoa" à disciplina, certamente algum tio, primo ou avô se encarrega do assunto. E assim a criancinha sente-se "desculpabilizada" e nem tenta aprender ou estudar mais. Então se os "grandes" tinham dificuldade, nem vale a pena, que ele já sabe que também não é nenhum crânio...

    Atitudes lamentáveis que têm as suas consequências!

    Beijocas!

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  11. Minhas amigas e meus amigos,

    A maior Direção Escolar do Canadá, sediada em Toronto, aprovou a formação de uma comissão de estudo para averiguar as causas de tão elevado índice de abandono escolar e insucesso por parte dos alunos portugueses, como foi noticiado.

    Há uns vinte anos foi feito um estudo e lá estavam os alunos portugueses como um dos grupos étnicos com o mais fraco aproveitamento académico. Tenho pena de não poder encontrar a fotocópia que fiz do documento. Há poucos anos (não sei precisar quantos, talvez dois ou três) também um estudo indicava que os alunos de descendência portuguesa continuavam a ter grandes problemas na sua “performance” académica , ocupando o penúltimo lugar, estando em último os alunos afro-canadianos (discordo totalmente com esta designação, nem todos vem de África! ). Actualmente, até o penúltimo lugar perderam. Estão em último. Muitos destes alunos já são segunda se não terceira geração. Uma situação muito preocupante e desoladora.
    Se o problema é o mesmo em vários países da Europa, a que conclusão poderemos chegar? Com raras excepções, as turmas aqui são caracterizadas pela diversidade.

    Invariavelmente, os alunos de descendência filipina, vietnamita, iraniana, indiana – apenas alguns exemplos – tem bom/excelente aproveitamento escolar. Não são por ser necessariamente mais inteligentes que os seus colegas de turma de origem portuguesa, ou que os falantes de espanhol ou os de raça negra, na minha opinião. Estará a diferença na valorização que os pais dão a uma boa educação, ao acompanhamento e apoio que proporcionam aos seus filhos? Diferenças estas que tem origem em antecedentes socio- culturais?

    Evidentemente, e como é do conhecimento geral, há já muitos portugueses em cargos políticos (não em tão grande número como os italianos – muito longe disso), professores catedráticos, muitos directores e professores em escolas secundárias e elementares, empresários, juristas, escritores, poetas... Que eu saiba, continuamos a ter uma boa reputação em termos de sermos uma comunidade de trabalhadores honestos e dedicados qualquer que seja a nossa área profissional.

    Relendo o que escrevi, apercebo-me como o comentário está looooooooooooongo! As minhas desculpas! : )

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  12. sim, lamentável, Catarina.

    (tens uma explicação?)

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  13. Luis,

    Eu estou inclinada para pouca valorização aos estudos, pouco acompanhamento (falta de formação para o fazer, falta de tempo devido aos trabalhos a tempo inteiro e a tempo parcial que algumas famílias tem), a própria desmotivação dos miúdos, a falta de integração total no ambiente canadiano por parte dos pais e familiares... uma série de fatores que não inclui o ensino em si, visto que este proporciona todas as condições para a expansão dos horizontes do conhecimento e da formação. É apenas a minha opinião. Veremos a que conclusão chegam. Imagina que alguém (relacionado com o ensino) sugeriu a criação de uma escola só para alunos portugueses com “necessidades especiais”, à semelhança do que fizeram para os alunos de raça negra. Outros estarão contra pois iriam criar um ambiente de exclusão, de estigmatização. Ora, a diversidade numa sala de aula também propicia o enriquecimento das experiências pessoais.

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  14. Então, o governo do Canadá deve retirar desses resultados, a conclusão, que 1 entre cada 3 descendentes de portugueses terá outras aptidões, que não a formação académica.
    As quais deverão ser aproveitadas e valorizadas.
    Aliás, passa-se o mesmo no nosso país, no entanto , insiste-se em obrigar a nossa rapaziada, a ser doutor à força...

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  15. Bartolomeu,

    Ao menos que completem o secundário para poderem obter o diploma. É esse o objetivo, claro.

    Não creio que vá ficar surpreendida com os resultados deste estudo.

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  16. É realmente triste constatar-se esta situação, merecedora de um estudo bem profundo .
    Curioso que há excelentes profissionais portugueses emigrados por esse mundo fora, considerados até, do melhor que há. Também excelentes cientistas portugueses a desenvolver trabalhos notáveis !
    Porém, aí como aqui, como por todo o mundo os estudantes portugueses falham rotundamente !
    ... Será isso fruto de uma má orientação dada á nova geração do pós 25 de Abril ?... plenas liberdades e falta de responsabilidades a todos os níveis e não só por culpa dos jovens ?...
    .

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  17. Não sabia.
    Provavelmente está relacionada com a integração (a falta dela...).
    Beijos, querida amiga.

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  18. Rui,

    Esperemos que este grupo de estudo elabore estratégias de forma a motivar os alunos em risco... e respetivas famílias.
    Claro que há excelentes profissionais em várias áreas, uns que emigraram com os seus pais outros que já aqui nasceram e que gozam de grande sucesso. Alguns estão envolvidos na comunidade outros disponibilizam-se a participar em conferências e seminários sobre educação, por exemplo. Há vários serviç os de apoio e de informação para as várias comunidades que fazem parte do mosaico canadiano.
    Daqui a uns anos, chegaremos ao topo da lista! : )

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  19. Nilson,

    Se falarmos de primeira geração talvez seja mais fácil compreender a falta de integração, afinal existe aqui o “Little Portugal” onde nada falta, daí não sentirem a falta de se integrarem. Mas e a segunda geração? Veremos a que conclusões irá chegar esta comissão. Abraço.

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  20. Catarina,
    É lamentável sim. Há várias explicações. Só vou referir algumas das muitas possíveis.
    É preciso estudar e trabalhar para conseguir superar as limitações. É preciso ter brio e acima de tudo vontade. Nem sempre isso acontece.
    Vim para lhe dizer que tem um presente no (IN)Cultura.
    :)

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  21. Ana,

    A outra explicação pode ser esta: o dinheiro fala mais alto que qualquer ligeira inclinação para uma carreira académica secundária ou pós-secundária. Vou já dar um saltinho ao (In)Cultura! Abraço.

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