sexta-feira, 9 de março de 2012

Idiossincráticas ou temperamentais?

Na semana passada não só comprei as tulipas como também um pequeno vaso de gerberas que levei para o local de trabalho. Pétalas de um amarelo vivo, brilhante, alegre. Assim...


Passados um ou dois dias apercebo-me da existência de siameses.



Aconselharam-me a regá-las com frequência. Ontem esqueci-me. Hoje encontrei-as assim...



Wikipédia: “Em 1737, o naturalista holandês Jan Frederik Gronovius atribuiu o nome Gerbera ao género, em homenagem a Traugott Gerber, um médico e naturalista alemão que trabalhou na Rússia.”


quinta-feira, 8 de março de 2012

Passeio junto ao lago (2)

Enquanto os iates não são lançados à água, a marina é ocupada por estas beldades que lhe dão um ar menos vazio.


Não poderia deixar de fotografar, mais uma vez, este deslumbrante skyline!

 
Fotos tiradas em Port Credit.

Bom fim de semana a todos!


quarta-feira, 7 de março de 2012

De quem me fui lembrar esta manhã!

Ao sair de casa para ir trabalhar, alguém me cumprimenta enquanto abro a porta do carro e coloco lá dentro a tralha do costume:
- Hi Catarina. I am going bowling today!
- Hello (nome)! You are…?! That’s great! I like bowling as well, but I am not very good at it.
É a filha dos meus vizinhos que me cumprimenta desta forma; uma menina encantadora de 3 anitos.
Este tratamento informal por parte da menina fez-me lembrar o “vosso querido” Álvaro, que tal como um Liberace ou um Bono, já é conhecido apenas pelo seu antropónimo.
Nem sempre é fácil habituarmo-nos à informalidade de tratamento (como acontece neste país), habitual entre colegas de trabalho independentemente dos cargos que desempenham nos vários níveis hierárquicos, entre pessoas de diferentes grupos etários ou que acabam de se conhecer devido a interesses profissionais ou de outra ordem.
Quando tive a oportunidade de cumprimentar o nosso Premier (do Ontário), não ouvi ninguém tratá-lo por sua excelência. Tratavam-no por Mr. McGuinty. (Naquela tarde, quando o Premier se despediu, ouvi uma senhora gritar: I love you!  Ele virou-se, deu um sorriso, não sabendo de onde tinha vindo aquela voz. A senhora, que tão claramente deu a conhecer a admiração que por ele nutria, era portuguesa (dos Açores).
O que quero dizer, afinal, é que o tratamento informal não implica falta de respeito. É uma forma mais prática de tratamento que aproxima as pessoas.

terça-feira, 6 de março de 2012

O tempo

Nem sempre considerei o tempo como um tema importante de conversa. Achava eu que era uma falta de criatividade, uma forma simplória de preencher silêncios constrangedores.
Hoje, tenho outra opinião. Falar do tempo abre caminhos para assuntos igualmente pertinentes,  humorísticos, para atitudes que encurtam distanciamentos e é mesmo a melhor forma de  “quebrar o gelo” quando duas ou mais pessoas se encontram. Numa sala de espera, por exemplo, quando chegamos com gorros, cachecóis, luvas e desejando tirar tudo aquilo rapidamente porque a temperatura da sala está demasiado alta... ou assim nos parece, que melhor assunto para fazer com que os sorumbáticos o deixem de o ser por breves momentos? Não há ninguém que se recuse a expressar o seu contentamento porque este inverno foi ou tem sido muito “mild” ou a sua impaciência com a imprevisibilidade do tempo.
Gosto de ler sobre o tempo, de falar sobre ele e que me falem dele; de ler nos blogues como foi o dia num determinado local, quais são as previsões, se há seca ou não, o impacto que isso vai ter na agricultura, nos preços, nas nossas bolsas...
Esta manhã li que a colheita dos alhos pode estar em perigo. Como o inverno tem sido “ameno” – não esquecer que tudo é relativo -,   a colheita dos alhos pode ser antecipada; todavia, se,  entretanto, as temperaturas baixarem muito, estes poderão ficar queimados. Isto numa terminologia (a minha) pouco agrícola!
E como não devemos estar atentos se a temperatura ontem (segunda-feira), devido ao vento, era de 20° negativos e amanhã a previsão é de 13° positivos?!

Aves para todas as estações!
(em Port Credit)

segunda-feira, 5 de março de 2012

Passeio junto ao lago


Safe-se quem puder!
Não foi Schopenhauer que disse que o egoísmo era o que movia a humanidade e os animais?!
Fotos tiradas em Port Credit.

domingo, 4 de março de 2012


Algumas das tulipas que comprei na sexta-feira


Que existe uma “linguagem das flores” e que estas expressam sentimentos, pensamentos, é sobejamente conhecido.
A tulipa representa elegância e sensibilidade, segundo a informação que acabei de ler.
Se me forem oferecidas tulipas, quer isso dizer que a pessoa que mas ofereceu me considera elegante e sensível? E se for eu a comprá-las? Será esta aquisição representativa de um certa veleidade da minha parte ou a constatação de um facto?
Perguntas retóricas. Apenas retóricas!
: )

sexta-feira, 2 de março de 2012

Saudades ou desejos?





Querendo ser boa utilizadora do tempo disponível que ainda tinha quando saí do local de trabalho, optei por passar por um supermercado português com o intuito de comprar queijo fresco, preferivelmente de cabra. Apenas queijo.
Estaciono e, pelo sim pelo não, levo comigo três sacos de compras ecológicos, antevendo a possibilidade de que não iria ficar apenas pelo queijo fresco.  Entro.
- Gooooooooooooooooooooooooooooooooooooooolo!
Páro. Alguém bate palmas. Quem está a jogar? -  pergunto. O Benfica contra o Porto. Quem marcou? O Benfica. O Benfico está a ganhar por 2-1. Dou um sorriso.
Sei onde estão os queijos. Para lá caminho. Tiro um. É de vaca. Já não têm de cabra. Que pena, sempre era mais magro. Ao lado estão chouriças doces e picantes. Hmmm... por que não levar uma? Há tanto tempo que não como chouriça assada! Recordo-me de um amigo da blogosfera que postou uma foto de ovos fritos e farinheira frita.
Vou aos congelados. Não tenho camarões em casa. Pego em duas embalagens. Passo pelas hortaliças. Já que estou num estabelecimento português, aproveito e pergunto se têm couve cortada para caldo verde. Sopa que faço talvez uma vez por ano.Temos sim. Quantas embalagens quer? Quatro, por favor. Sinto nesta altura que sou verdadeiramente portuguesa!
Vejo um cesto grande com inhames. À semelhança de outros tubérculos, quis  permitir-me estabelecer uma relação com estes. Comprei apenas quatro ou cinco grandes. Só para experimentar.
Ah! Já me esquecia. Não posso passar sem adquirir alimentos que contenham CH3CH2CH=CH(CH2)nCOOH! Uma dúzia de diferentes marcas e espécies.
O cesto está pesado. Dirijo-me para a caixa. Enquanto espero (apenas uma caixa está aberta), olho para as prateleiras que se encontram ao meu lado direito. Vejo garrafas grandes de Sumol a $1.99 cada. Uma bebida nada saudável. Mas é tão saborosa! Controlo-me. Coloco apenas uma garrafa no cesto. Pago e saio.
 
Ligo o rádio do carro. FM 96.3. Não, não quero ouvir música clássica agora. Quero ouvir o relato de futebol. Sei que a estação que transmite o programa português a esta hora é o oitenta e tal. Procuro e encontro. FM 88.9. O Porto marca mais um golo. Empate. Entretanto, durante os espaços publicitários, tomo conhecimento que um determinado “mercado de peixe” português, um dos patrocinadores da transmissão, creio, tem “peixe a muito bom preço” e que lá o Sumol está em promoção: $1.49!

Quando estou perto de casa, a uns quatro ou cinco minutos do final do jogo, o Porto marca outro golo. Entretanto, páro em frente a uma florista. Necessito de cor na minha casa. Compro tulipas. Quando volto para o carro já o jogo tinha terminado. Mudo de estação. FM 96.3 de novo. Moonlight Sonata de Beethoven. Uma composição propiciadora da meditação.
 

Um belíssimo fim de semana a todos!