Nem sempre considerei o tempo como um tema importante de conversa. Achava eu que era uma falta de criatividade, uma forma simplória de preencher silêncios constrangedores.
Hoje, tenho outra opinião. Falar do tempo abre caminhos para assuntos igualmente pertinentes, humorísticos, para atitudes que encurtam distanciamentos e é mesmo a melhor forma de “quebrar o gelo” quando duas ou mais pessoas se encontram. Numa sala de espera, por exemplo, quando chegamos com gorros, cachecóis, luvas e desejando tirar tudo aquilo rapidamente porque a temperatura da sala está demasiado alta... ou assim nos parece, que melhor assunto para fazer com que os sorumbáticos o deixem de o ser por breves momentos? Não há ninguém que se recuse a expressar o seu contentamento porque este inverno foi ou tem sido muito “mild” ou a sua impaciência com a imprevisibilidade do tempo.
Gosto de ler sobre o tempo, de falar sobre ele e que me falem dele; de ler nos blogues como foi o dia num determinado local, quais são as previsões, se há seca ou não, o impacto que isso vai ter na agricultura, nos preços, nas nossas bolsas...
Esta manhã li que a colheita dos alhos pode estar em perigo. Como o inverno tem sido “ameno” – não esquecer que tudo é relativo -, a colheita dos alhos pode ser antecipada; todavia, se, entretanto, as temperaturas baixarem muito, estes poderão ficar queimados. Isto numa terminologia (a minha) pouco agrícola!
E como não devemos estar atentos se a temperatura ontem (segunda-feira), devido ao vento, era de 20° negativos e amanhã a previsão é de 13° positivos?!
Aves para todas as estações!
(em Port Credit)