sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vampiros...

Não tinha por hábito ler mais do que um livro ao mesmo tempo. Mas nos últimos meses é isso que tenho estado a fazer.  O que acontece é que, por vezes, um segundo livro acaba por desempenhar um papel de primeiro plano não porque seja uma obra literária de maior profundidade ou que propicie uma análise cuidada e atenta, mas porque capta o nosso interesse de tal forma que acabamos por sermos incapazes de o pôr de lado sem chegarmos ao último parágrafo. Foi isto que me aconteceu esta semana. Comecei “A Saga de Gösta Berling” de Selma Lagerlöf (galardoada com o Prémio Nobel em 1909) que me está a despertar bastante interesse. Nunca tinha lido nada desta autora sueca.
Entretanto, durante uma conversa com um grupo de jovens, abordou-se o tema “Vampiros” da Série “Crespúsculo” (“Twilight), composta por “Crepúsculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer” da escritora americana Stephenie Meyer. Como sempre me interessei pelo que os mais novos leem e que tipos de filmes veem, comecei a “ler” no carro – livro falante! – o quarto livro desta série, “Amanhecer” que, com muita dificuldade, o “fecho”! Vi, de facto, com os “meus jovens” os três primeiros filmes baseados nesta série mas não tinha pensado em passar horas a ler sobre vampiros... nesta fase da minha vida! Mas estou...  Trata-se de uma relação romântica entre uma jovem humana, Bella Swan, e um vampiro, Edward Cullen.  Dois jovens apaixonadíssimos que vivem as mais diversas aventuras.
Quem interpreta o papel de Edward é o bonitão  do Robert Pattinson que fez e continua a fazer furor e a causar suspiros nas jovens!  Não sei se em Portugal os livros e os filmes têm tido o mesmo sucesso que aqui mas pelas informações que li há pouco tempo, os livros foram traduzidos em 37 línguas e as editoras já venderam 116 milhões de exemplares em todo o mundo.



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Autores Canadianos


Alguns autores canadianos (de uma longa lista) e obras premiadas:



Alice Munro                       “O Amor de uma Boa Mulher”
                                                “O Progresso do Amor”
                                                “A Dança das Sombras Felizes”
Margaret Atwood            “O Assassino Cego”
                                                “A história da Aia”
                                                “Alias Grace”
Michael Ondaatje            “O Paciente Inglês”
                                                “O Fantasma de Anil”
Miriam Toews                   “Uma Bondade Complicada”
M. G. Vassanji                   “O Livro dos Segredos”
David Bergen                     “The Time in Between”
Rohinton Mistry               “Uma Viagem tão Longa”
                           “Um Delicado Equilíbrio”

 Mann Martel                     “A Vida de Pi”   
                                              




Não podia deixar de mencionar Lucy Maud Montgomery (1874-1942), uma das mais conhecidas escritoras canadianas, autora de “Anne de Green Gables”, um romance juvenil publicado em 1908 com enorme sucesso. Mark Twain ao referir-se à “Anne” de Montgomery disse: “Anne was the dearest and most moving and delightful child since the immortal Alice.”
Todos os anos, milhares de turistas (muitos deles japoneses vindos directamente do Japão), visitam a comunidade de Cavendish, Ilha Príncipe Eduardo, onde a autora cresceu e trabalhou, como se de uma peregrinação se tratasse. Eu fiz parte dessa “peregrinação” há uns anos. Valeu a pena principalmente para as crianças. Poucos canadianos não terão lido ou ouvido falar de “Anne of Green Gables” que continua a captar a imaginação dos jovens.
"Após sua publicação, Anne of Green Gables teve sucesso imediato. A personagem principal, Anne, uma garota órfã, tornou Montgomery famosa na época, dando-lhe inclusive destaque internacional. Esse primeiro romance foi seguido por uma sequência de outros, em que a personagem Anne era a protagonista, e tais romances serviram de base para a aclamada série canadense de 1985, da CBC, Anne of Green Gables e também para vários filmes e programas, incluindo”Road to Avonlea” que foi apresentado no Canadá e Estados Unidos de 1990 a 1996." Wikipédia

Cavendish


Nesta ilha (na altura em que a visitei) podiamos consumir lagosta ao pequeno-almoço, ao almoço, à hora do lanche e ao jantar, se assim fosse o nosso desejo,  sem causar grande prejuízo ao orçamento familiar! : )


(Imagens tiradas da net)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Turismo Doméstico ou Internacional?

Gosto de fazer turismo. 
Estes são os lugares que estou a planear visitar,  espero que num futuro não muito distante :

1.  ?


2.  Regressar aqui para uma visita mais prolongada.


3.  ?                                            


Estarei a fazer turismo doméstico ou internacional? : )

(Imagens tiradas da net)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Convite



Agasalhem-se, por favor, o passeio é longo e a temperatura está a -4°.



Cuidado! Cavalheiros, esta é uma boa oportunidade para darem o braço às senhoras.


Já concordámos que as mulheres são práticas e conseguem fazer várias tarefas em simultâneo.

Não podemos continuar sem fazer uma paragem para ver os patinhos.



Ora vejam! A prole aumentou! Com tanto frio e sendo as noites tão longas...


Esta ondulação mete respeito!

Que coisinha tão fofa!... e fria! ...


Sentemo-nos para que possamos contemplar, com todos os nossos sentidos, a beleza da paisagem...



A imagem fala por si.

Alguém trouxe os patins? Este é um ringue de patinagem na superfície de uma lagoa congelada. Não tenham medo... por enquanto ainda é seguro... : )

Os últimos raios de sol refletidos nos edifícios da baixa...



Há um belíssimo café a poucos metros.
Vamos beber um chocolate quente?
Espero que tivessem gostado do passeio! 







sábado, 8 de janeiro de 2011

A Mulher deve ser prática…

Fomos surpreendidos esta manhã com 20 centímetros de neve. As estradas estavam completamente cobertas com o tal manto imaculado e espesso que ainda não se tinha feito sentir este ano com tanta intensidade.
Impossível descortinar onde era o passeio e os limites de cada faixa.  Nestas circunstâncias, o melhor é conduzir onde nos parecer ser o meio da via!  Na minha opinião, é ser-se prática... E lá vamos em fila indiana,  a uma velocidade adequada às dificuldades provocadas pelo nevão. Mas, como acontece em qualquer lugar e em qualquer situação, há sempre alguém impaciente que não tem pachorra para confiar e até seguir o bom senso dos outros motoristas.



Atrás de mim vem um carro parecido a um Honda Pilot. Apercebo-me que está impaciente. Ora se aproxima da esquerda ora da direita. Às tantas, oiço um som que me parece um apito, um apito de um carro! Raramente apito a alguém. Também não gosto que me apitem. Mas como com estes nevões e esta fraca visibilidade não se brinca, achei por bem deixá-lo passar.  Apesar da cidade ser praticamente plana, lá aparece aqui e acolá umas subidas leves... e até nestas alguns veículos tiveram dificuldade. O meu novo investimento não me deixou mal vista! Quatro pneus novos de inverno.
Mantenho uma distância bem grande entre o meu carro e o tal “parecido com o Honda Pilot”.  Ainda bem que o fiz, porque passados uns quantos metros o cavalheiro atravessa-se na via – não causou acidente, teve sorte.  Passei pela direita,  devagar.... muito devagar, vejo que a janela do condutor está aberta, abro um pouco a minha e com o meu melhor sorriso perguntei: “Precisa de ajuda?!”  Não tinha intenção de parar. Apenas de ser sarcástica! Não lhe dei tempo de me dar qualquer resposta, se é que pensou em dizer-me alguma coisa!  Quase de certeza que este “chico esperto” – gosto desta expressão! – não conhece a fábula da tartaruga e da lebre.
Passadas umas horas, quando a neve deixou de bater... bater levemente e a temperatura subiu para  -8°C , então, sim, pude desfrutar a sua beleza “branca e leve, branca e fria” e tirar fotos às árvores, ao rio, aos esquiadores de cross-country...
Muito convidativo a um passeio e seria muito mais se o sol tivesse dado a graça do seu sorriso..

Emaranhado de ramos esbeltos...



Branca e ... pesada...


E todos os anos, por esta altura, me recordo:

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tolerância

Tolerância é uma questão social muito actual.
Há quem considere a expressão “ser tolerante” como sinónimo de “ser complacente” com conotação paternalista.
Tolerância, na minha opinião, e no sentido mais amplo, deverá significar aceitação. Ser tolerante é aceitar as diferenças entre as pessoas, diferenças estas que se referem aos valores sociais, crenças e práticas religiosas, raça, nacionalidade, cor, género, orientação sexual, idade, características físicas...
E quando num país multicultural, determinados grupos étnicos seguem as tradições, as normas morais fundamentalistas vigentes no seu país de origem? Isto a propósito do que li ontem sobre um caso de “crime de honra” – mais um – cometido em Phoenix, nos Estados Unidos. Os filhos tornam-se muito ocidentalizados e os pais não estão com meias medidas...
A vida dos jovens de certos grupos étnicos não é nada fácil. Na escola, no local de trabalho são “ocidentais” e quando regressam a casa espera-os um modo de viver completamente diferente e por vezes oposto. Jovens que vivem em dois mundos na mesma cidade, que se revoltam e que, muitas vezes, acabam por pagar com a vida a decisão que tomaram.
Se eu sou justa, devo ser tolerante; consequentemente, deverei tolerar os intolerantes, de contrário, serei intolerante.  Mas eu não aceito estas práticas hediondas. A minha tolerância tem, afinal, os seus limites...

sábado, 1 de janeiro de 2011