segunda-feira, 25 de junho de 2012


Tinha que planear algo de especial neste sábado, totalmente livre de horários rígidos e de prestação de serviços ao domicílio.

Que fazer? O que já não fazia há largos meses. Ir a Buffalo (EUA) fazer compras.

Há quem – por força do hábito – chegue em hora e meia. Eu preferi ir nas calmas e demorar duas horas... Afinal, era a primeira vez que lá ia, sendo eu a conduzir. Continuo a preferir ser passageira.

Na fronteira



Não sei quantos carros estariam à minha frente mas uns vinte ou trinta minutos mais tarde já estávamos em território americano depois de o funcionário – de semblante carrancudo e rosto muito encarnado (não me parecia sofrer de rosácea)– me ter pedido para tirar os óculos escuros, me ter perguntado qual a minha nacionalidade (já com o meu passaporte canadiano na mão), para onde ia, quanto tempo iria passar em Buffalo, o que tinha na bagageira (nessa altura perguntei-lhe se queria que a abrisse ao que respondeu com uma negativa) e por que tinha escolhido aquele dia (sábado) para ir a Buffalo.

A amiga com quem fui, alegre, bem disposta e um pouco gozona, pergunta-lhe: Sabe se a Walden Galleria tem hoje boas promoções? Resposta: Não sei. Nunca lá vou.

A Walden Galleria é o centro comercial de eleição dos canadianos que vivem perto ou relativamente perto da fronteira como nós.  As promoções (saldos como sempre lhes chamamos) são boas e a qualidade da roupa, excelente.

Depois de algumas horas, poucas compras e um pouco cansada, sei que necessito de calorias.

Nunca saio de Buffalo sem vir aqui...







Escolhi, desta vez, uma fatia de bolo de queijo “original”.





De regresso ao Canadá – não sem antes totalizar os recibos e apercebendo-me de que tinha gasto mais em gasolina, no almoço e no chá da tarde do que nas compras - o funcionário da fronteira, um rapaz novo e muito simpático, faz as perguntas da praxe. Razão da vossa visita a Buffalo? Compras. Quanto tempo lá estiveram? Poucas horas. Fizeram compras? Sim. Quanto gastaram? O valor foi tão irrisório que me apeteceu acrescentar que tinha ido com um objetivo muito específico. Comprar uma determinada peça de vestuário e que, não encontrando, tinha acabado por comprar umas t-shirts e dois cardigans. O rapaz, meio brincalhão, perguntou que tipo de peça de vestuário se tratava. Respondi. Com um sorriso, comentou: Ah! não encontrou! Que pena! Tenham uma boa tarde!

E lá seguimos rumo a Toronto. 




quinta-feira, 21 de junho de 2012

É tudo uma questão de… hábito!




Estou parada nos semáforos. 

O ar condicionado mantem o meu carro a uma temperatura que me agrada.

Vejo na rua pessoas que, nitidamente, sentem o calor abrasador. Uma  senhora oriental com um chapéu-de-sol passa à minha frente; outras senhoras com blusas sem mangas e decotadas; as jovens de calções muito curtos; homens de T-shirts e calções.

Algumas pessoas, enquanto esperam pelo autocarro, procuram uma sombra qualquer para se protegerem do sol. Naquele cruzamento de grande movimento, há muitas lojas, bancos, cafés, mas as sombras escasseiam.

E quando me parece que não há mais transeuntes, vejo esta figura alta, desenvolta, a empurrar um carrinho de bebé. Uma mulher (deduzo) de preto, coberta da cabeça até aos pés, com uma parte rendilhada em frente dos olhos. Uma mulher de burca.

Não questiono, nesta altura, os seus direitos, as suas escolhas, as tradições e os costumes que exigem o uso da burca, nem tão pouco se esta veste representa ou não submissão.

A minha pergunta é muito mais pragmática: como é que ela pode sobreviver a este calor vestida desta maneira? 

Suponho que é uma questão de hábito.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Cozinhar ou não cozinhar?


Há várias razões por que, em determinados dias, não se deve cozinhar. Pode-se comprar ou até preparar algumas refeições frias, mas cozinhar, propriamente, não.

Hoje houve uma razão muito válida para não se ligar o fogão, um grande gerador de calor. É que Toronto está a passar por uma onda de calor desde esta manhã e que, segundo as previsões, terminará na quinta-feira. O termómetro indicou 35° mas com a elevada humidade do ar é como se estivessemos a uma temperatura de 40°.

E o verão só começa amanhã!


sábado, 16 de junho de 2012




Não, este não é o equilibrista que atravessou as Cataratas do Niágara.


Este é um dos muitos pássaros azuis americanos - disse-me o John - que esvoaçam pelos céus canadianos e que não necessitam de passaporte.

quinta-feira, 14 de junho de 2012


E foi aqui que o meu passeio começou.



Uma fábrica de chocolates (sediada em Chicago) conhecida pela qualidade dos seus produtos e por ser o maior fornecedor de chocolates para as campanhas de angariação de fundos das escolas, de clubes e associações.



Bem me parecia....


O Dia do Canadá é a 1 de julho



E porque quando lerem este post já será sexta-feira....

Um doce e calmo fim de semana para todos!




quarta-feira, 13 de junho de 2012

O Ontário rural














Em frente da antiga igreja metodista do post anterior, há uma casa, estilo “cottage”, com um grande jardim. Atravessei a rua e debrucei-me sobre a vedação pois tinha visto canteiros de flores que não me recordo de ter visto antes. Entretanto, o proprietário aproxima-se e cumprimenta-me. Aproveito e pergunto-lhe que tipo de flores são. Diz-me que se chamam “lupins”. Abriu-me o portão do jardim/quintal para eu as fotografar e começámos a conversar. Fiquei a saber que se chama John, tem 75 anos, reformado, de descendência escocesa e que gosta muito de futebol. Conhece o Mourinho e tem a certeza que com ele, o Real Madrid vai vencer outro grande campeonato. Também conhece o Benfica! Gostava muito de velejar mas como a mulher não gosta de andar de barco, deixou de praticar o desporto. Confirmou que, de facto, naquele local praticamente toda a gente se conhece. São apenas 1200 habitantes. Há uma escola na vila próxima e a meia dúzia de crianças de idade escolar que ali vive vai de autocarro para a escola. Como passa o tempo? Bem, trata do jardim/quintal e dos seus dois (ou três?) cães pequineses; vai ao pub encontrar-se com os amigos e beber umas cervejas e pouco mais. Está habituado à pacatez do sítio e já não quer voltar a viver em grandes cidades. Despedimo-nos não sem antes me recomendar que se alguma vez revisitasse este local lhe fosse bater à porta e que teria muito gosto (ele e a mulher) de me convidar para almoçar ou jantar. Que pessoa tão simpática!



As lupins


Um dos pequineses.