Na Província do Ontário, os vinhos e outras bebidas alcoólicas só podem ser vendidas pelo LCBO (Liquor Control Board of Ontario) que é uma corporação provincial que controla a venda e a distribuição destas bebidas para consumidores e comércio. Já na Província do Quebec, os vinhos podem ser comprados nos supermercados, nas mercearias, tal como na Europa.
Tive que ir a uma destas “lojas” mais próxima de casa e aproveitei para ver com mais pormenor que tipo de vinhos portugueses tinham. Decidi que deveria desenvolver as minhas competências ao nível dos vinhos, visando a minha formação em enologia!... Gosto de dar preferência aos produtos locais – como boa cidadã ontariense! – embora hoje tivesse comprado, entre outros, um vinho verde, Pássaros, cuja existência desconhecia. Na secção dos “Vintages” onde este se encontrava, também lá estavam o Esporão a $25.95, Durosa 2007 a $16.95, Duque de Viseu a $13.95 e um Marquês dos Vales, Algarve, a $15.95.
Nas outras prateleiras e ao lado dos vinhos provenientes da Grécia (os vinhos italianos e os franceses tem as suas próprias prateleiras), estavam os Gazela, Aveleda, Aliança, Periquita, Flor de Castro, Mateus (nunca vi ninguém beber este vinho em Portugal), Aliança, Foral, Alandra, Grão Vasco, Vila Regia e Passion . Os preços rondam os $8.45 e $13.00.
Todos os produtores de vinhos estão aqui representados para satisfazerem todos os paladares desde os mais simples aos mais exigentes...
chin chin
Que tal um Château Mouton Rothschild 1982?


Catarina,
ResponderEliminarSou abstémio.
Já não consumo bebidas alcoólicas há muitos anos.
Assim como bebo muito pouco café.
E não é a tradicional bica.
É um café muito simples.
Algo fraco até.
Para não destoar, deixei de fumar em Maio de 2008.
Todas estas características já me valeram, várias vezes, a pergunta - "é alguma imposição de índole religiosa?" :)
E a resposta é...... : )
ResponderEliminarBom fim de semana!
Por várias vezes estevi no Canadá e nos Estados Unidos da America, como tal sei que existem lojas especificas, controladas pelas autoridades, para a venda de bebidas alcoólicas.
ResponderEliminarTanto em Winnipeg como em Portland, encontrei uma enorme variedade de vinhos portugueses, e a preços razoáveis.
Eu,ainda vou bebendo uns tintois, umas bicas e queimando uns pivantes, pois a vida é mesmo assim, mesmo sabendo que os excessos são prejudiciais à saúde.
Aqui na Tailândia as bebidas alcoólicas são vendidas em tods os locais, a única diferença é que não podem ser vendidas, nem consumidas, nos restaurantes, no período das 14.00 às 17 horas.
Vinhos portugueses, bem como produtos portugueses, não se encontram ns parteleiras dos supermecados, parece que agora as Caves Anadia estão a apostar no mercado tailandes.
Cada vez que vou a um supermercado fico triste ao ver azeite de vários países do mundo, menos de Portugal, e quem diz azeite diz todos os pordutos portugueses.
Em Winnipeg havia à venda todos os tipos de produtos portugueses.
Neste campo Macau ainda é uma cidade onde os produtos portugueses ainda se podem encontrar nos supermercados, e em relação aos vinhos, então aí existe uma gama imensa de marcas e de tipos.
Pena é que hoje não tenha uma garrafinha de tinto para acompanhar com uma posta de pescada cozida, pescada essa que trouxe de Macau, em vez d vinho vai um chá verde japones.
Óptimo fim de semana.
António,
ResponderEliminarPescada cozida com chá verde?! É como comer piza e beber água! Ou então caracóis acompanhados com água! Estou a supor que a razão por que não se consome bebidas alcoólicas nos restaurantes tailandeses entre as 14h e as 17h é porque não servem refeições nessa altura, não é? No Ontário os bares e os restaurantes só podem servir bebidas a partir das 10h da manhã até às 2 madrugada (creio) – sem petiscos ou refeições!
“Cada roca com seu fuso, cada povo com seu uso”!
Bom fim de semana.
Assim que vi o títtulo do post, vim logo a correr. E sim sou servida de um copito (ou dois) de Mouton Rothschild 1982;)
ResponderEliminarBom fim de semana
Bjokas
Ahahah! Assim faz-me companhia! Bom fim de semana!
ResponderEliminarFalas em formação em enologia. Por curiosidade apenas, ou para seres profissional ?
ResponderEliminarSobre os Vinhos Verdes, em Portugal (não sei se aí acontece o mesmo, creio que não, a não ser na comunidade portuguesa) há a ideia que há vinhos verdes e maduros e erradamente fazem essa destrinça. Ora o vinho é Verde por ser da Região dos Vinhos Verdes (Minho, Douro Litoral e muito pouco para além) e mais nada, tal como os erradamente denominados “maduros” são todos os vinhos de todo o mundo. Nunca se deve denominar um vinho, como “maduro”.
Deveriam dizer sim: um Douro, um Beiras, um Bairrada, um Alentejo, etc., e dentro de cada Região, então, as respectivas marcas.
O conceito de “Vintage” só deve ser aplicado ao Vinho do Porto.
Dizes muito bem sobre o Mateus. Portugal ainda não deu o verdadeiro valor ao Mateus Rosé ! O Rosé não é um vinho que se beba muito às refeições,(a não ser para acompanhar massas, ou pizzas e pouco mais) é mais para fora delas e não há esse hábito em Portugal.
Se numa esplanada à tarde vires alguém a beber vinho, certamente será um estranjeiro e será um Mateus Rosé e muito bem !
Château Mouton Rothschild 1982, esse "Bordéus" excepcional, isso é "outra loiça” ! Deixa um bocadinho pra mim ! :))
.
Catarina
ResponderEliminarO nosso amigo Pedro Coimbra no que diz respeito ao tabaco estou a ganhar deixei de fumar em 2003, fumava 3 maços por dia, isto dias normais porque ao fim de semana com a ida a um bar ou à dicoteca lá aumentava para os 4 maços e muitos cafés por dia. Hoje tomo 1 café e gosto imenso de um bom vinho tinto Alentejano, umas imperiais no verão sem exemplo.
Beijinho
Rui,
ResponderEliminarFormação em enologia... apenas por curiosidade! E estou muiiiito longe de ser uma connaisseuse na matéria. Aliás, este interesse revelou-se há relativamente pouco tempo. Por aqui nunca vi nenhum “Green” wine! Relativamente aos “Vintages” há-os em secções bem designadas e, evidentemente, muito mais caros do que aqueles portugueses que mencionei.
Pela tua explicação suponho que deves ser um perito em vinhos. Abraço.
Rui,
ResponderEliminarEsqueci-me de confirmar o que disseste relativamente a beber-se um copo de vinho fora das refeições. É, de facto, um hábito por aqui oferecer-se vinho às visitas (café e chá também) sem ser acompanhado de almoço ou jantar. Nem os próprios franceses, que também não dispensam o seu vinho à hora das refeições, têm esses hábitos!
Flor de jasmim,
ResponderEliminarParabéns! Já viste o dinheiro que tens poupado? (Claro que a saúde é mais importante, todos sabemos!)
Uma imperial fresca no verão é bastante agradável. Agora, com este frio, nem pensar... Abraço!
Óh Catarina...
ResponderEliminarMnhan...mnhan... Estamos a falar de vinhos? Sou leigo, mas um bom rosé com marisco, não é nada mau.
Como vivo no Alentejo, aprecio muito os vinhos Alentejanos e, deixava à vossa consideração, um bom Cartuxa,um Rapariga da Quinta,um Monte das Anforas 2009,um Monte da Peceguina ( tinto, branco ou rosé), um Conventual. Aprecio um Três Bagos Douro 2002 e, porque não um Espanhol Baron de Ley de 2002? É tudo uma questão de gosto.
Quanto a Rosés, é de bom tom, servir muito fresquinho.
Se estou a meter a foice em ceara alheia, perdão, sou mais Alentejano que Madeirense ou Nortenho.
Os VINTAGES, quer da região do Norte quer da Madeira, não são o meu forte.
Já agora porque não falamos dos belos e refinados vinhos Açoreanos, feito ainda à moda antiga?
Desejo um bom fim de semana sem fumo e, com um bom copo de vinho de preferência Português.
Catarina,
ResponderEliminarEu sou aquilo que se chama "um bom garfo", sou transmontana, gosto muito de estar à mesa rodeada de amigos comendo e bebendo.
Sei muito pouco de vinhos mas sei que prefiro Tinto a Branco, aliás Branco adoro o Muralhas...,tintos andamos mais pelo Douro!
Enfim, este, que aqui mostras e que tanto sucesso faz entre os conhecedores eu nunca provei....mas tenho pena !
"SAÚDE"!
Para começar, felicito-a pela escolha do Mouto Rotschild. Depois queria dizer-lhe que não é por acaso que o Quebec é a região do Canadá que mais me atrai. É que continuo a ser um apreciador de bons vinhos, fumo a minha cigarrilhazita, tomo três cafés por dia e gosto do festival de Jazz de Montreal a que já tive oportunidade de assistir duas vezes.
ResponderEliminarBom fds
Lamentavelmente não percebo nada de vinhos... mas aceito um copinho com todo o prazer. :)
ResponderEliminarJoão,
ResponderEliminarOs vinhos portugueses são indiscutivelmente bons. Embora não seja grande conhecedora dos mesmos estou a tentar compreendê-los melhor ... Presto atenção às informações que me dão e gosto de saber que tipo de vinhos se deve beber ou apresentar com os diferentes tipos de queijos, por exemplo. É uma área fascinante. Bom fim de semana.
Papoila,
ResponderEliminarSaúde!
Também aprecio a boa culinária, seja de que país for. Com vinho ou com chá (gastronomia chinesa e japonesa) também gosto de me sentar à mesa e por ali ficar um par de horas... evitando, todavia, fazer muitos estragos na linha! : )
Carlos,
ResponderEliminarAinda pensei num Châteauneuf du Pape mas acabei por optar por este... Afinal custou apenas uns $700 e tal! : ) Entre Montreal e Quebec City, prefiro Quebec talvez por a ter visitado mais vezes e as estadias terem sido mais prolongadas. Acho uma cidade mais europeia e é isso que sentimos a falta. Ao festival de jazz nunca assisti. Conhece Toronto? Bom fim de semana.
Luisa,
ResponderEliminarObrigada por também me fazeres companhia! Abraço.
Mesmo não sendo apreciadora de vinhos deixo aqui uns versos que foram cantados pela grande Amália e vêm mesmo a propósito.
ResponderEliminar(...)
E só faço mal a quem me julga ninguém,
Faz pouco de mim,
Quem me trata como água,
É ofensa paga, eu cá sou assim
Vossa mercê tem razão,
É ingratidão falar mal do vinho
E a provar o que digo
Vamos, meu amigo, a mais um copinho
(...)
Um beijo
: )
ResponderEliminarA grande Amália lá sabia o que cantava! Abraço.
Não ! “Perito” não sou, mas estive “ligado” aos vinhos (Garrafeira, Empresa de Distribuição de vinhos de todo o mundo, Restaurante com mais de 2000 vinhos diferentes, desde 10 € a 1500, fiz vários cursos e escrevia num forum de vinhos !
ResponderEliminarEssa Distribuidora disponibilizava “Provas semanais” com os produtores e público. Fazia provas de uns 400 a 500 vinhos diferentes por ano !
Há uma ideia errada dos portugueses quanto aos seus vinhos. Consideram-nos os melhores do mundo ! A verdade é que conseguimos colocar umas 3 ou 4 marcas, anualmente, entre os 100 melhores da “Wine Spectator” a Revista mais credenciada do mundo em Vinhos e ter apreciações positivas de alguns dos maiores críticos da matéria : Robert Parker e Jancis Robinson .
A tua questão sobre vinhos e queijos é muito pertinente. Há a ideia que com queijos se deve beber sempre vinho tinto. Não é bem assim. Este, só para queijos de pasta dura. Os de pasta mole libertam muita caseína (espécie de manteiga) que reveste o céu da boca e entra em “conflito” com os taninos dos tintos. Devem ser acompanhados por Brancos, ou melhor ainda por generosos (Porto é muito bom) !
A questão das harmonizações (que vinhos ?,...com que pratos?,...) é deveras fascinante !
Numa das revistas/catálogo que adquiri no LCBO – onde apresentam pratos requintadamente confecionados com as respectivas fotos – faziam publicidade ao Charamba e ao Flor de Castro para acompanhar carne de porco. Como “remate” dizem: “O Flor de Castro beijou a “mão” do porco; o Charamba deu-lhe (ao porco) um grande abraço.” Na mesma revista sugeriam um Marques de Caceres Rosado e um Julian Chivite Gran Feudo Reserva para a tradicional Paella!
ResponderEliminarO mundo dos vinhos é complicado mas fascinante!