Pernoitar em Lisboa quando chego de uma viagem de quase oito horas é obrigatório. Seguir viagem no Alfa na tarde do dia seguinte faz parte do itinerário.
Quem pode sair de Lisboa sem primeiro matar saudades, mesmo que isso implique controlar a ansiedade de chegar ao cantinho da praia que está à nossa espera?
Para se visitar e conhecer Lisboa, considero o elétrico o melhor meio de transporte.
Naquele dia, apenas encontro um lugar vago que não me facilita pôr em prática a minha habilidade de fotógrafa. Levanto-me e pergunto ao condutor se poderei ficar, em pé, ao seu lado, para melhor apreciar a cidade e poder tirar fotos com a promessa de que não o iria fotografar. Disse-me que não era permitido mas que me deixaria fazer todo o percurso ao seu lado! Há portugueses muito simpáticos!
E aqui estão algumas imagens da deslumbrante capital.
(Recordo-me de o meu avô referir-se à “capital” quando ia a Lisboa. Também costumava dizer: Não quero morrer sem ir à capital de avião! E teve esse gosto. Na altura, segundo me disseram há relativamente pouco tempo, foi o único habitante daquela pequena povoação a fazer esse percurso por via aérea! Um acontecimento de grande importância para a época!)
Sé
Igreja de Santa Luzia
Miradouro de Santa Luzia
Praça da Figueira
Estátua de D. João I
Eu adoro passear por Lisboa a pé, principalmente nas manhãs primaveris e outonais de domingo, qaundo a cidade ainda está emia adormecida...
ResponderEliminar(Lembrei-me agora que foi aqui a primeira vez que fui ao circo...)
ResponderEliminar;)
Belas fotografias de Lisboa! E sim, por mais que aqui tenha vivido toda a vida, ainda há tantos recantos que não conheço... Não os das fotos, evidentemente, que no fundo são as zonas mais turísticas da cidade, mas tantas outras... :)
ResponderEliminarE de eléctrico já nem me lembro qual foi a última vez que andei. Já há décadas que foram retirados aqui da zona onde moro e das circundantes, praticamente só existem nessas zonas turísticas do centro da cidade e num percurso que vai dar a Belém, junto ao rio. Que por sinal também é dos passeios mais apreciados. Mas quer dizer, para quem cá reside, não é o meio de transporte ideal, não é? :D
Abraço!
Lindas fotografias amiga.
ResponderEliminarNunca vi uma rua com uma calçada tão bela creio ser uma praça.
Eu não conheço Portugal mais através de blogs de amigos conheci muitas coisas.
Eu sei nada como estar no lugar mais só isso que me resta .
Amo seu Pais de verdade.
Um beijo paz e luz.
Evanir
CBO,
ResponderEliminarTambém eu. Assim parece que o local é só nosso. Não sou possessiva! : )
oops!!!
ResponderEliminarBoa recordação, de certo.
Teté,
ResponderEliminarA parte nova da cidade de Toronto também não tem elétricos e passam-se anos e anos sem entrar num. Mas quando chego a Lisboa é no elétrico que quero andar! : )
Evanir,
ResponderEliminarLisboa tem calçadas muito bonitas. Vale a pena visitá-la. Iria perder-se no seu encanto, tenho a certeza! : )
Catarina,
ResponderEliminarNo miradouro de stª luzia, no nosso caminho pro castelo de São jorge, vimos aqueles azulejos belíssimos, dalí em diante escolhemos percorrer a pé e valeu a pena é belíssima.
5 bjs
Estimada Amiga Catarina,
ResponderEliminarAdorei as fotos que me fizeram recordar locais que antes visitei.
Não conheço bem Lisboa, embora a tenho visitado dezenas de vezes.
Para mim a única coisa que Lisboa tem de boa são as pontes Salazar (25 de Abril) e aponte Vasco da Gama, que me levam para o meu querido Alentejo.
Abraço amigo
Amsk,
ResponderEliminarAndar a pé é uma forma de conhecer bem um local... mas quando a distância é grande e para aliviar os pés, como é bom andar de elétrico de janelas abertas ou no segundo piso de um autocarro.
António,
ResponderEliminar: )))
Por essa ordem de ideias... eu diria que o melhor que Lisboa tem é a Gare do Oriente onde posso apanhar o Alfa-Pendular. Há uns anos atrás tinha que apanhar o barco no Terreiro do Paço para ir para o Barreiro para depois seguir de comboio. : )
Catarina,
ResponderEliminarComo sabe, o meu avô materno era guarda-freios dos eléctricos.
Não me lixem!!
A sedução do eléctrico, daquela viagem calma, que é, simultaneamente, uma viagem no tempo, não tem comparação com mais nada.
E não é (só) por causa do velho Sá que escrevo isto.
E não podemos esquecer-nos, Catarina, que se a Lisboa antiga é (ainda) tão bela e luminosa, teremos de agradecer ao Sr. Marquêz de Pombal e aos arquitectos Carlos Mardel e Eugénio dos Santos.
ResponderEliminarSabes?! O o traço do projecto de construcção (ou reconstrucção, conforme se prefira designar) da cidade, após o terramoto de 1755, assentou em princípios maçónicos, assim como a própria orientação do traçado das ruas e posição dos edifícios, o que aliado às cantarias e fachadas em pedra, resultam na luminosidade tão notada e apreciada por quem a visita, principalmente fotógrafos.
Mas é claro que estes predicados não lhe são exclusivamente conferidos pela visão do marquêz e dos arquitectos. Lisboa, porque está orientada a sul e geográficamente se encontra numa zona onde se verifica uma incidência solar prolongada, e ainda porque está muito perto do Atlântico e por isso sofre da sua influência climatérica, usufrui naturalmente dessa luz.
De resto, é uma pena que as entidades a quem compete zelar e proteger o património, não o façam como seria de esperar, deixando que dia após dia, edifícios e equipamentos se degradem.
E esta situação verifíca-se a vários níveis, tanto nas zonas antigas, como nas de épocas mais recentes.
Onde escrevi "e ainda porque está muito perto do Atlântico e por isso sofre da sua influência climatérica" deveria ter escrito; e ainda porque está muito perto do Atlântico e por isso beneficia da sua influência climatérica.
ResponderEliminar;)
Conheci a capital já bem grandinha.
ResponderEliminarAcho-a linda, mas a "minha" Invicta, para mim, tem encantos maiores.:)
bji
Usaste o 28?!
ResponderEliminarEsse tem um percurso que "apanha" alguns destes aspectos tão próprios da nossa capital!
Abraço
Pedro,
ResponderEliminarSim, sabia e vi a foto do sr. Sá! : )
Bartolomeu,
ResponderEliminarOra aqui está uma boa lição de história!
Apesar de Lisboa não ser “minha”, lamento, sinceramente, o estado em que se encontram alguns (muitos) edifícios, ruas e calçadas. Já não falando no estacionamento selvagem que dá tão mau aspeto à cidade para quem “vem de fora” - quem quer que seja esse alguém - para além de ocuparem s espaços que são, por direito, dos peões.
Apesar de tudo, tiram-se belas fotos em Lisboa. No ano passado fui a S. Pedro de Alcântara e que paisagem deslumbrante. Já conhecia mas gosto de rever tal como o Miradouro de Sta. Luzia. :
: )
Abraço.
Nina,
ResponderEliminarCompreendo. Passei algum tempo no Porto há muitos anos. Não me recordo bem porque visitei a costa toda nesse ano mas “senti” que é especial. E de tanto ouvir na Invicta, quero revê-la. Um dia...
Abraço.
Rosa dos Ventos,
ResponderEliminarE foi mesmo o 28. : ) Acabei de confirmar. Apanhei-o na Rua do Poço dos Negros perto do Palácio de S. Bento.
Abraço.
Catarina
ResponderEliminarLindas as tuas fotos, à muito tempo que não ando no eléctrico que adoro andar, mas os lugares que habitualmente frequento não existem.
Adorei.
Beijinho
Tens razão quando dizes que a melhor maneira de visitar Lisboa é de eléctrico !
ResponderEliminarFiz o mesmo em Paris, de Bus, com passe de 3 dias (embora tenha mais de 30 nessa cidade), idem em Barcelona e Nova York !... é a melhor maneira para ter uma noção geral e depois ou entretanto visitar com mais pormenor o que interessar.
Belíssima a tua reportagem fotográfica (das 1500 já não faltam muitas ! rsrsrsrs
bj
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.
Não sabia do outro nome do Rossio :)
ResponderEliminarGostei do passeio.
um beijinho
Gábi
As legendas são desnecessárias. As fotos falam... e quem não saiba onde é vá e procure... a pé...
ResponderEliminar(aposto que foi no electrico 28)
Catarina
ResponderEliminarAgradeço ter-me recordado parte de Lisboa.
Ainda ontem lá estive.
E lá trabalhei 24 anos.
:)
Por certo que o eléctrico era o 28!
ResponderEliminarUm abraço e espero vê-la "No Areeiro e por aí..."
Já agora, "the fall" já espreita?
Um abraço do lado de cá.
Dalma
Lisboa é uma cidade lindíssima!
ResponderEliminarVista do rio Tejo (não há outro a passar por ali), em toda a sua extensão, lembra uma daquelas cidades orientais que fazem sonhar os românticos.
Infelizmente houve quem acha-se bem eliminar carreiras de eléctricos que dão uma perspectiva diferente para melhor a quem visita a cidade.
Diz-se que quem manda pode!
Pois é! Mas quem pode não sabe o mal que faz quando assim manda!
Já me estou a "esticar" no comentário.
Há muitos anos que moro em Lisboa e gosto da cidade!
Dos bairros antigos e também das "avenidas novas".
Aliás, acho que se completam numa junção muito agradável, moderna e cosmopolita.
E tem tantos locais de interesse...
Beijos e sorrisos
Acha-se? bálha-me Zeus...
ResponderEliminarAchasse é como deveria ter escrito. Ai a minha cabeça...
Catarina,
ResponderEliminarFoi quase o meu percurso! Eu também adoro a cidade espero que as tuas férias sejam quentes e ensolaradas!
xx
Flor de jasmim,
ResponderEliminarDigo-te que foi um passeio que me agradou muito. Em pé, ao lado do condutor, Lisboa vinha ao meu encontro.
Rui,
ResponderEliminarEm Paris apenas andei de comboio (passei tantas vezes pela Gare du Nord) e de metro. Uma noite visitámos a cidade à noite de autocarro de dois pisos. Claro que fiquei no primeiro andar mesmo no banco da frente. Em Nova Iorque estacionávamos o carro e depois andávamos a pé. E tantos quilómetros percorremos. Conduzir em Nova Iorque é para esquecer... Fizemos o percurso daqui até lá de carro. São umas dez horas de carro se não se fizer muitas paragens.
Redonda,
ResponderEliminarTalvez muitos lisboetas não saibam. Rossio é um nome muito mais interessante! : )
Catarina,
ResponderEliminarparabéns pelas fotografias. Não vivo em Lisboa mas vou lá com alguma frequência, adoro Lisboa. Vivi lá dois anos e a minha ligação ficou mais forte.
Obrigada pela luz que fez entrar por esta janela! :)
Dalma,
ResponderEliminarFoi mesmo o 28!
Oh, Dalma, nem me fale na “fall”! Os canadianos ainda mal a primavera desponta já andam de calções e T-shirts mas também mal o agosto termina e as aulas começam, são os primeiros a vestirem-se de cores escuras e quase de inverno. Parece que não há meio termo nesta terra.
Tenho que passar pelo Areeiro, sim.... Esqueço-me de ir aos favoritos. Nunca esqueceria se visse no painel das atualizações os seus novos posts... Aí, sim, ter-me-ia a comentar até se cansar! : )
Cara confrade Catarina!
ResponderEliminarNosso estimado confrade Pedro Coimbra instigou-me a espreitar (aprendi com ele a utilizar o verbo espreitar!!!) e embarquei no seu imperdível vagão do Expresso do Oriente!!! Nem preciso dizer que fiquei encantado com o que me deparei!!!! Que deleite inefável encontrar uma confrade tão arguta e erudita, como você!!! Pretendo me tornar passageiro habitual...
Por coincidência meu dileto amigo e parceiro de ofício, Nelson Pedro da Silva, desembarcou hoje de uma viagem que fez a Suiça, França e Portugal, onde gozou suas merecidas férias... Ele é Assistente de Direção numa escola da municipalidade paulistana... Como ele permaneceu somente três dias na capital do reino distante além-mar ficou sôfrego para retornar, porque ficou com a sensação que não viu quase nada... Planejo visitar o reino distante além-mar em janeiro, mas não sei se é a época ideal, porque é a estação do ano que o hemisfério norte está sob o pleno domínio do inverno. Aprecei sobremaneira as fotografias que você nos brindou e não vejo a hora de flanar nos locais retratados!!!
Caloroso abraço! Saudações viajantes!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP
PS - Desculpe-me pela mania de usar e abusar dos pontos de exclamação e reticências!!!!...
KOK,
ResponderEliminarTambém passei pelo “seu” jardim. O Jardim do(de?) Salazar. Não sei o novo nome do dito jardim; mesmo ao lado do Palácio de S. Bento. Não foi esse que referiu há dias?
: )
Rogério,
ResponderEliminarToda a gente afinal conhece o 28! Como o 28 é popular! Eu tive que confirmar assim que a Rosa dos Ventos o mencionou. Andar em Lisboa a pé, confesso, não é fácil ... mas gostou. Ou se sobe ou se desce. A calçada é tão irregular! Só com ténis! O que nenhum europeu calça quando vai passear! : )))
Observador,
ResponderEliminarEntão deve conhecê-la (Lisboa!) como a palma da sua mão.
Quando lá estive hospedada enquanto estudei (ainda se usa o termo “hospedada”?) o que me aconselharam foi precisamente fazer todo o percurso de um elétrico. Foi isso que eu e a minha colega fizemos. E adorámos, claro.
Papoila,
ResponderEliminarQue bom recordar, não é?
: )
Ana,
ResponderEliminarAté num comentário a Ana mostra o seu lado poético! Tal como o Rogério.
: )
Prof Ms João Paulo de Oliveira!
ResponderEliminarSeja muito bem-vindo! : ) Chegou aqui primeiro do que eu cheguei ao seu espaço, o que ia fazer esta noite.
Arguta e erudita?! Muita gentileza da sua parte! Muito longe de ser merecedora desses adjetivos!
Se os seus planos se concretizarem, vai gostar de Lisboa. Quanto a temperatura, não sei. Há invernos um pouco rigorosos... relativamente, é claro. Não sentem as temperaturas de -10 ou -25 que nós sentimos aqui, claro! : )
Abraço.
Saudações.... Saudações “acolhedoras”! : )
CATARINA, não conheço Lisboa, embora tenha pernoitado na cidade, na primeira vez que voltei a Portugal. Mas, espero um dia ter a oportunidade de visita-la.
ResponderEliminarPaloma
Paloma,
ResponderEliminarVisita-a. Vais ficar enamorada! : )
Catarina, fui à capital pela primeira vez quando tinha 13 anos, para participar num campeonato de atletismo, e ainda me lembro que fomos, eu e o grupo de colegas, desde o Jamor até ao Rossio a pé...
ResponderEliminarLisboa é a minha cidade! Lá (muito perto) nasci cresci e fiz-me gente, lá estudei, lá comecei a trabalhar. Depois, depois... ainda em Lisboa, perdi-me por um leiriense e perdi Lisboa. Ainda hoje não me perdoo...
ResponderEliminarLuís Bonito,
ResponderEliminar: )
E agora? Seria capaz de fazer o mesmo trajeto? Quantos dias seriam precisos? : )
Carol,
ResponderEliminarArrependida por te teres perdido por um leirense ou por teres perdido Lisboa?! : )
Não é necessário responder! Já adivinhei a resposta. : )
Abraço