Quando li o desafio de Carlos Barbosa de Oliveira no seu blogue “cronicasdorochedo”, nem levantei a hipótese de não participar mesmo correndo o risco de chegar atrasada.
Embora não tenha feito praia aqui há já muitos anos, esta continuará a ser a praia da minha vida onde passava a maior parte do verão, primeiro com a família e mais tarde, já adulta, rodeada de amigos e amigas numa camaradagem saudável, divertida, elucidativa e informativa!
Fica localizada em Portugal. Não numa zona balnear recôndita, de difícil acesso e desconhecida das grandes massas. Bem pelo contrário! Como acontece com quase todas as coisas boas que tivemos/temos em Portugal, foi necessário um estrangeiro, mais precisamente um inglês – já bem conhecido a nível internacional na altura quando a sua atenção se fixou nesta praia – para dar a conhecer este encanto que passou a ser o cartão de visita do país – o “hot spot” do Algarve.
A que praia me refiro?! À Praia de Albufeira, pois claro!
Curiosamente, além da associação que faço entre esta praia e a moda do topless, também a associo a tomates. Eu explico. Foi nesta praia que, ainda miúda, vi, pela primeira vez, alguém (uma estrangeira, provavelmente inglesa) comer um tomate como fruta. Não me recordo se naquela altura sabia que um tomate é um fruto mas tinha a certeza que lá em casa apenas comíamos tomates em salada.
Porque (em família) ficávamos sempre debaixo do mesmo toldo (o senhor António já sabia qual o preferido da minha mãe), comecei a embirrar com toldos. Pouco espaço, todo o cuidado era pouco para não atirarmos areia para os vizinhos, avisos da mãe a toda a hora, uma “chatice”! Quando comecei a ter poder de decisão e liberdade para ir para a praia com os amigos, optei pelas sombras frescas do Peneco ou por chapéus de sol onde passávamos algumas horas enquanto o sol estava a pique. E foi aí que entrávamos em grandes debates e compartilhávamos as nossas experiências. As experiências de curso, por exemplo, eram facilmente comunicadas com grande sentido de humor (principalmente quem andava em medicina) mas já os entraves relativamente às vivências (se existiam) dos rapazes com as turistas estrangeiras eram difíceis de transpor para decepção das mais curiosas.
Relaciono estes verões com uma fase muito importante da minha vida: consolidei amizades de infância/adolescência mesmo estando (mais tarde) a milhares de quilómetros de distância, fiz novas amizades que ainda hoje são importantes para mim e que continuo a alimentar quando vou de férias a Portugal, mesmo que os encontros ocorram noutras praias. Foram tempos divertidos, de grandes risadas, de poucas preocupações e conducentes ao meu desenvolvimento pessoal; tempos em que o bronzeamento solar era tão importante que alguns elementos do grupo davam preferência a um óleo à base de cenoura e ficavam ao sol a torrar durante horas a fio! Que loucura! Não necessitávamos de fazer noitadas nos bares, nas discotecas nem de nos embriagarmos para nos divertirmos. O mais importante era um biquini, uma toalha, um livro, um grupo interessante de amigos e a Praia de Albufeira.
Albufeira é uma praia bonita!
ResponderEliminarBom regresso Catarina. Espero que as férias tenham sido óptimas! :)
Olá, ana,
ResponderEliminarAs férias foram boas, obrigada. Agora preciso de descansar! : ) Passeios mais curtinhos e em território canadiano!
Ah!!! Voltaste a ser nossa!!!
ResponderEliminar;)))
Espero que as férias te tenham sido saborosíssimas, Catarina!
Focas no teu texto, um aspecto deveras curioso; a não necessidade qu tivemos, de consumir bebidas alcoolicas, ou drogas, para se aproveitar em pleno, os anos de adolescência e de juventude. Apesar de toda a irreverência que caracteriza os jovens de toda e qualquer época.
Não conheço a tua idade, nem isso importa para o caso, mas percebo que és uma mulher adulta e que guardas na memória momentos de imensa felicidade, os quais contribuiram para a formação dos teus "alicerces" psicológicos e sociais.
Espero que os excessos e vanidades a que os jovens de hoje se oferecem, na busca de algo, que penso eles considerem como nós considerámos, felicidade, venham a desvanecer-se como fumo e acabem por resultar como uma experiência positiva de vida, mesmo que reconhecidamente, amarga.
;)
Olá, Bartolomeu,
ResponderEliminarAinda não foi desta que nos conhecemos! : )
Na época a que me refiro, já todos estes excessos aconteciam e até eram a norma... Só que nós (enquanto grupo) tinhamos outros interesses. Conheces o Kiss? Cheguei a lá ir – naquela altura ainda não havia “espectáculos” de espuma! Portanto, sou da era pré-espuma! : )))
Os jovens de hoje começam a frequentar determinados ambientes demasiado cedo. Tem outra percepção de como poderão ter “a good time”!
Querida Catarina, bem regressada! Gostei muito de ler esta descrição da praia da tua vida, até porque durante os meus tempos de jovem adulta, também esta praia fez parte dos meus Verões. Durante meia-dúzia e anos, fomos sempre para a praia de Albufeira! :)
ResponderEliminarOlá, Manuela,
ResponderEliminarAlbufeira é mesmo especial! A praia do Peneco era o nosso ponto de encontro. Alguns anos mais tarde cheguei a alugar casa em frente da praia dos Pescadores – quando os barcos já tinham desaparecido – já noutra fase da minha vida. : ) Sempre que vou a Portugal tenho que por lá passar nem que seja por umas horas.
Outros tempos, outras vivências mas tempo bem passado!
ResponderEliminarPara mim o Algarve só passou a ser roteiro de férias quando os meus filhos já eram crescidinhos!
Já tinha saudades de vir aqui!
Se ainda estiveres de férias boa continuação! ;-))
Abraço
Também gosto da praia de Albufeira, embora sempre tenha passado férias em Armação de Pera.
ResponderEliminarUm abraço contente com o seu regresso.
Catarina querida
ResponderEliminarBem vinda!!! Gostei de ler sobre a praia da tua vida. Eu~só conheço de passagem por achar muita confusão.
Beijinho
Olá Catarina!
ResponderEliminarNão pergunto pelas férias porque já li que foram optimas mas que agora é preciso descansar :)
Nunca fui à tua praia mas fui várias vezes ao KISS :)))(nunca assisti a nada com espuma), muito me diverti por lá :)))
xx e bom regresso
Olá, Rosa dos Ventos,
ResponderEliminarApesar dos dias excelentes, a água do mar continuava fria em Julho... mas valeu a pena.
Continuo de férias mas estas serão passadas em “casa”.
Também eu tinha saudades de te ver por aqui. Abraço.
São,
ResponderEliminarAgora gosto de fazer praia onde ainda possa encontrar recantos espaçosos. Não é fácil mas sei onde ir. Também visitei uma amiga em Armação de Pera. Apenas lá almocei e tirei fotos que postarei daqui a dias. Facilmente reconhecerás a panorâmica! : ) Abraço.
Flora de Jasmim,
ResponderEliminarSim, Albufeira continua a ser uma grande confusão principalmente à noite. Ainda gosto dessa confusão mas em muito menor dose! Abraço. : )
Olá Catarina ! Um Bom regresso ... e para a próxima não te esqueças de fazer "treinos" para as férias para não chegares cansada ! :)))... São precisos uns dias de "aquecimento" !
ResponderEliminarQuanto às praias da "nossa vida" eu pergunto-me: será que a juventude de hoje poderá imaginar o que era isso (aquela "magia") ? ... Eu creio que não ! :))
Beijinho
(nota: gostava que visses o meu comentário no post da São sobre o Alqueva)
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Oi, CATARINA, como é bom tê-la, de volta. Senti sua falta, pois gosto demais de seus textos, de suas idéias.
ResponderEliminarEstando eu aqui, não conheço a praia citada.Mas, a praia por mim indicada, não vale como praia,pois é imprópria para banhos.Porém, tem um significado especial,para mim,a Praia de Botafogo.
Beijos.
Paloma
Olá Catarina!
ResponderEliminarMuito obrigado pela sua participação no modesto desafio. Finalmente começam a surgir praias a sul ( a primeira aparece amanhã). Albufeira era uma loucura no final dos anos 60 e, quando fui para Inglatrra, masi de 90 por cento dos ingleses que conheci e tinham vindo a Portugal, só tinham estado em Albufeira. ( Mais ou menos como os portugueses que hoje vão a Punta Cana ou à Riviera Maya:-))
Farei link do seu texto na terça-feira dia 9, ok?
Mais uma vez obrigado pela participação
Beijinhos
Estimada Amiga Catarina,
ResponderEliminarApós umas repousantes férias, em terras lusas, de novo de volta, recordando com saudade a praia de sua vida, adorei.
Espero que tudo tenha corrido da melhor forma, eu como estou de férias permanentes, nem sai de Macau.
Bem vinda.
Abraço amigo
Papoila,
ResponderEliminarNão se tratará de espuma? Hmmm... como é que as T-Shirts das meninas ficavam molhadas? : ) Abraço.
Belo texto, Catarina! E que belas recordações!
ResponderEliminarBom regresso, minha querida!
Olá, Rui!
ResponderEliminarÉ que não tive nem tempo para exercícios de aquecimento. Saí dois dias depois do último dia de trabalho. Agora terei que fazer exercícios de relaxamento.
Pelo que por aqui vejo, a gente mais nova (e não só) vai para o México, para a República Dominicana ou para as Honduras, passa a maior parte do tempo na piscina – pouco habituados estão a água salgada – sentados em bancos em frente do bar (dentro da piscina) e depois vão para as discotecas ou “clubs” – já nem sei qual será o termo mais atualizado – e continuam a mesma “actividade” mas em lugar seco!
Paloma, já ouvi falar da praia de Botafoga. Escreva algo sobre ela. O Carlos vai gostar e nós também. Gostaria de saber mais sobre essa praia. Fico a aguardar.
ResponderEliminarAbraço. n: )
Carlos,
ResponderEliminarOs ingleses tomaram conhecimento daquele recanto algarvio, como sabe, devido a Sir Cliff Richard! The rock singer! Foi nos anos 60 que ele comprou ou mandou construir uma vivenda em Albufeira e a partir daí o Algarve deixou de ser português. : ) Hoje, existe uma urbanização caótica, espaços de lazer e verdes não existem e estacionar o carro na parte velha da cidade é uma aventura quase impossível de concretizar. Agora sofrem as consequências de um planeamento deficiente. Esta é apenas a minha opinião. Quem lá vive o ano inteiro poderá pensar de maneira diferente, evidentemente.
Obrigada por fazer o link, Carlos. Gostei de ter participado.
Abraço.
Caríssimo António! Como eu gostaria de já estar em férias permanentes em locais paradisíacos como esses! : )
ResponderEliminarObrigada pelas boas-vindas! Já tinha saudades da blogosfera e de visitar os amigos e as amigas!
Abraço.
Carol,
ResponderEliminarObrigada! Já estava a caminho do seu blogue ... Interrompi o percurso para responder a estes sempre simpáticos comentários e vou retomar o caminho... : ) Até já.
No início da adolescência e nos anos que se seguiram fiz muitas férias em Albufeira, que devem ter sido das mais divertidas da minha vida! :)
ResponderEliminarPortanto, identifiquei-me completamente com este post! :D
Bom regresso a casa, Catarina!
Olá, Teté,
ResponderEliminarRecordas-te da marginal (a original) ? Com uma gruta e mesas de pedra onde famílias iam fazer os seus piqueniques? Quantos garrafões de vinho não via quando ia passear pelos rochedos! Ahah! Refrescaste-te nas sombras do Peneco? Nem sempre havia espaço – aos fins de semana era impossível. Há anos que não me sento à sua sombra... apenas o vejo de longe.
Abraço.
Olá Catarina,
ResponderEliminarQue tal essas férias?
Albufeira - passei lá umas férias bestiais.
No apartamento, emprestado, de um cliente do escritório (era advogado, em princípio de carreira, na época).
Gostei muito.
Mas já lá não vou há mais de 20 anos.
Bjs
Olá, Pedro.
ResponderEliminarAs férias foram boas. É sempre agradável ir a Portugal. Não me canso. Há apenas um inconveniente delicioso. É que a gastronomia portuguesa desiquilibra o meu regime alimentar de 11 meses!
Era uma vez um regime alimentar.... : )
Belas recordações, Catarina! Eu frequento muitas prais do concelho de Albufeira, mas na de Albufeira propriamente dita, acho que nunca "fiz" praia. :))
ResponderEliminarluisa,
ResponderEliminarEsta foi a nossa praia durante anos e anos. Tentámos Quarteira um ano, mas não gostámos. Ainda por cima tinhamos (os meus pais) arrendado a casa creio que por um mês. Refiro-me há muitos anos atrás. Armação de Pêra também. Acabávamos por regressar a Albufeira. : )
Olá Catarina, a Praia de Albufeira também me marcou na adolescência embora em doses de curta duração. Essa de comer um tomate como se fosse uma maça eu fazia assiduamente quando ia com o mau avô para a sua horta no sopé do Douro. E sabia-me tão bem!
ResponderEliminarOlá, paulofski,
ResponderEliminarSatisfeita por o ver por aqui.
Quem não passou por Albufeira ainda, em determinada fase da sua vida?!
Os meninos alfacinhas – e não só – iam todos lá para baixo (hoje encontro-me bem a norte do hemisfério) com todo o seu armamento de conquistadores ,“à caça” das turistas estrangeiras, bonitas, loiras, desinibidas, e depois diziam que tinham que regressar a casa para “um banho de civilização”!!
Quanto aos tomates, o inconveniente é são muito sumarentos comidos assim... No prato controlam-se melhor. Já os tomates-cereja – mais docinhos – são muito mais simples de comer! : ) Estes só apareceram mais tarde, suponho... : )
Abraço.
Mais parece um ensaio sobre o tomate! : )
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