Em frente da antiga igreja metodista do post anterior, há uma casa, estilo “cottage”, com um grande jardim. Atravessei a rua e debrucei-me sobre a vedação pois tinha visto canteiros de flores que não me recordo de ter visto antes. Entretanto, o proprietário aproxima-se e cumprimenta-me. Aproveito e pergunto-lhe que tipo de flores são. Diz-me que se chamam “lupins”. Abriu-me o portão do jardim/quintal para eu as fotografar e começámos a conversar. Fiquei a saber que se chama John, tem 75 anos, reformado, de descendência escocesa e que gosta muito de futebol. Conhece o Mourinho e tem a certeza que com ele, o Real Madrid vai vencer outro grande campeonato. Também conhece o Benfica! Gostava muito de velejar mas como a mulher não gosta de andar de barco, deixou de praticar o desporto. Confirmou que, de facto, naquele local praticamente toda a gente se conhece. São apenas 1200 habitantes. Há uma escola na vila próxima e a meia dúzia de crianças de idade escolar que ali vive vai de autocarro para a escola. Como passa o tempo? Bem, trata do jardim/quintal e dos seus dois (ou três?) cães pequineses; vai ao pub encontrar-se com os amigos e beber umas cervejas e pouco mais. Está habituado à pacatez do sítio e já não quer voltar a viver em grandes cidades. Despedimo-nos não sem antes me recomendar que se alguma vez revisitasse este local lhe fosse bater à porta e que teria muito gosto (ele e a mulher) de me convidar para almoçar ou jantar. Que pessoa tão simpática!
As lupins
Um dos pequineses.
Estimada Amiga Catarina,
ResponderEliminarComo é bom podermos sair das grandes cidades e apanhar um balão de oxigénio nesse local encantor, e encontrar pessoas simpáticas como esse senhor escocês John.
Adorei as fotos como sempre bem lidas, que só por si falam no belo recanto por si visitado.
Abraço amigo
Gosto de falar com “estranhos”, num ambiente seguro, embora diga às crianças que não o devem fazer. Este senhor, de certo que também já está muito habituado a falar com os estranhos que visitam o fabricante de cerveja mesmo em frente da sua casa; servir-lhe-á de distração no meio daquela pasmaceira... sem pretender dar uma conotação derrogatória ao termo! : )
EliminarAo Ontário falta-lhe as montanhas mas mesmo assim há locais muito bonitos. Ainda tenho muito que descobrir e que explorar nesta província que é doze vezes maior que Portugal.
Abraço
O oposto de Macau, Catarina.
ResponderEliminarEspaço, ar puro, tranquilidade, baixíssima densidade populacional.
E uma certa inocência que, nas grandes cidades, já não existe.
Passar algum tempo numa casa de campo poderá ser muito retemperador!
EliminarAbraço
Rural, very typical indeed :-)
ResponderEliminarDepois de me mudar também digo o mesmo, já não conseguiria voltar a viver numa grande cidade (grande ou média!).
O metabolismo muda, parece que anda mais devagar, etc. :-)
Obrigado por nos ir mostrando o Canadá :-)
Gosto do campo para visitar e até passar uns dias. Viver lá sempre... não sei... Sentiria falta das grandes salas de cinema, dos centros comerciais, dos sons citadinos, das galerias de arte e de tudo aquilo que um grande centro urbano nos oferece. Admito que, por vezes, a cidade cansa... : )
EliminarAbraço
Catarina
ResponderEliminarComo eu entendo o Sr. John!
Eu vivo numa espamaceira estou completamente isolada, no meio do campo e de uma floresta junto às Termas de Monte Real a 500 metros da Vila, não vejo ninguém se não me deslocar à vila, tenho uma casa e o Rodrigo outra na cidade a 10 km, também temos o mar a 5 km, optamos e muito bem por viver na quinta, vamos ver até quando, a vida prega-nos partidas.Viver aqui é monotomo para todos aqueles que aqui vêm, para mim e para o Rodrigo é o paraízo.
Flor, compreendo-te. Sei que o teu campo é o teu mundo. : )
EliminarVoltei para deixar o meu beijinho e uma flor
ResponderEliminar: )
EliminarBjos e muitas flores!
Momentos a não esquecer.
ResponderEliminar(sou como tu. Gosto de falar com estranhos, desde que em ambiente seguro).
Lindo esse amigo de 4 patas!
Ontem tive uma nas mãos e apeteceu-me trazê-lo comigo!
Já sei! Não faço isso!:))
beijinhos
Fica com a dona carlota (?) e basta! : )
EliminarBjos
Quando li o título do Post, li " O Otário Rural" e pensei logo. Querem ver que a Catarina se vai meter com um político hoje?
ResponderEliminarAfinal, enganei-me. E ainda bem, porque senão as fotos não seriam essas.
Como sabe, aqui, quando há escolas com menos de 21 alunos, fecham-nas!
Vejo que tem o mesmo "vício" que eu. Quando viajo por locais isolados gosto de falar com as pessoas e saber a maneira como vivem. O prazer de viajar é mesmo esse, não é andar em excursões comandadas por um guia...
: )
EliminarDeixo os otários para si, Carlos!
Momento digno de registo. Em especial se considerarmos que, hoje, é tão difícil o convívio franco entre as pessoas. Desconfia-se de tudo e de todos... Sinais dos tempos. Que tempos!
ResponderEliminarL.B.
Um exagero por vezes, mas nunca se sabe quem se esconde por detrás de um rosto aparentemente sereno.
EliminarAbraço
Gostei dessa ideia de fazer dos carinhos de mão canteiros... :)
ResponderEliminarEpá, tenho impressão que uma simpatia e generosidade dessas, nem por cá, na mais simples vilória acontecia!
Abraço!
Porque te referiste à simpatia e à generosidade do senhor, fizeste-me pensar em algo que na altura não estranhei – o convite. Um vilazinha, uma senhora de boa aparência (eu!!!) e um senhor no seu jardim em franca cavaqueira com ela e muitas pessoas no outro lado da rua. Interessante, se tivesse acontecido num grande centro urbano nem teria considerado o convite ou então nem mo teriam feito. Os citadinos estão talvez mais consciente dos possíveis perigos.
EliminarAbraço
Muito bonitas as fotografias e o cãozinho é fofo.
ResponderEliminarAbraço! :)
O cãozinho não se cansou de ladrar! Estava muito irrequieto. : )
EliminarAbraço!
Catarina sou como tu, adoro iniciar uma conversa com estranhos, principalmente se forem idosos, pois muitos deles são esquecidos dentro da própria casa, e quando vou ver já estão a me contar a vida toda, e eu adoro ouvi-los. Tenho uma vizinha que tem um carrinho de mão assim, enfeitado de hortências. Acho um charme. Amei o peludinho de 4 patas e as lupins. Muito fofo. Lindas fotos. Bjos
ResponderEliminarObrigada!
EliminarAs pessoas têm sempre uma estória para contar. E gosto de ouvi-las quando são interessantes.
Abraço
Simpático e com um mimo de jardim. Adorei o carrinho de mão e a charrua ( pareceu-me isso) com flores dentro.
ResponderEliminarAchei também muita piada! Um pouco de imaginação e originalidade. : )
EliminarAbraço
Linda o jardim e lindo o dono do mesmo! Que querido!
ResponderEliminarFotos lindas, como sempre!
O Canadá deve ser espantosamente lindo! É dos países, juntamente com o Japão, que sempre quis conhecer!
Beijinhos
Como já tive a oportunidade de te dizer, és das poucas pessoas que conheço que têm interesse em visitar o Canadá. As paisagens de B.C. são fabulosas. Nunca lá fui mas um dia ainda vou aceitar o convite de uns primos que vivem em Vancouver.
EliminarEste é um país novo, muiiiiiito espaçoso e com uma grande diversidade paisagística e populacional!
Abraço
Olá Catarina. As plantas com flores azuis são tremoceiros. Há uns anos descobri-as pela primeira vez na Quinta do Lago, no Algarve, a anunciar a Primavera. Desde então já as vi noutros lugares e países, até na Noruega, mais tardias, a avisar que estava aí o Verão.
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