Há coisas, ocorridas num
passado longínquo, que recordamos porque tiveram um grande impacto nas nossas
vidas. Há outras que não tiveram qualquer efeito, positivo ou negativo, em nós,
pessoalmente, mas que são transportadas até ao tempo presente. Não sei como
explicar estas recordações que ainda não foram varridas da memória.
Esta é uma delas.
Ontem, como petisco,
preparei este prato, iniciando, assim, a fase da confeção de pratos
tradicionalmente portugueses, embora já tivesse pedido este em restaurantes
italianos com molho de tomate. Como estes não tinham este molho, considero-o
rigorosamente português.
Os mexilhões fazem-me
recuar no tempo (sempre!), quando ainda era criança.
O meu pai, que gostava de patuscadas, convidou uns quantos casais para vir a nossa casa. Naquele dia, responsabilizou-se pelos petiscos. À minha mãe coube-lhe a tarefa de preparar as sobremesas. A nós, crianças, nada nos foi pedido.
O meu pai, que gostava de patuscadas, convidou uns quantos casais para vir a nossa casa. Naquele dia, responsabilizou-se pelos petiscos. À minha mãe coube-lhe a tarefa de preparar as sobremesas. A nós, crianças, nada nos foi pedido.
A mesa foi posta no
terraço. A toalha era aos quadrados.
A certa altura, oiço o meu pai pedir à
empregada (uma jovem com pouca experiência na cozinha, segundo ouvia a minha
mãe dizer) que pusesse um pouco de piripiri nos mexilhões. Quando a travessa foi colocada na mesa, o meu pai achou que
algo estava errado e pediu-lhe para lhe mostrar o frasco de piripiri. A
rapariga mostrou-lhe um frasco de mercurocromo.
Confesso que desta não estava à espera :)))
ResponderEliminar: )
EliminarAbraço
E eu também não!
ResponderEliminarMas tenho uma parecida: eu gostava de água de castelo, mal falava ainda, e um dia bebi um golinho de gasolina que estava numa garrafa de "água de castelo" ao lado de um frigorífico velho :-((
Como aqui não encontro amêijoas, só mexilhões, faço-os "à Bulhão Pato" :-)
1 quilo dá para jantar, e é barato!
Os mexilhões compro-os aqui no supermercado mais perto. Vêm em embalagens a vácuo. Creio que de viveiro. Já estão limpos e basta lavar uma vez. Práticos, económicos e saborosos. Azeite, sal, alhos, cebola e vinho branco ou cerveja.... Não gosto de piripiri.
EliminarAbraço : )
O tempero de que uma coisa que detesto estava mesmo a precisar.
ResponderEliminar:)
Abraço
Não gosta de mexilhões?! : )
EliminarAbraço
Como esquecer?:))
ResponderEliminarA mim também me lembram a infância, quando os meus pais estavam em Bordéus e os confecionavam às carradas, de tão baratos que eram, tal como os caranguejos, aliás.
Ainda hoje sou fã.:))
bji
Tb gosto muito de marisco... de qualquer forma ou tamanho.
EliminarBjos : )
É de facto uma situação inesquecível. Foooooogo. :)))))
ResponderEliminar: )
EliminarAbraço
Fooooooogo mesmo, que hórror e impossível de esquecer eheheh
ResponderEliminarEm Portugal, mais no Algarve já os comi com molho de tomate e com uma espécie de cebolada, qualquer dos pratos com muito piripiri...a minha memória com eles foi por duas vezes andar a apanhá-los junto às rochas e depois horas a lavá-los e a escová-los ehehe
Beijinho :)
Nunca comi (aí) mexilhões com molho de tomate. Até nem desgosto... o problema é o excesso de pão que se come para não ficar uma gotinha de molho no prato. : )
EliminarBjos
Estimada Amiga Catarina,
ResponderEliminarBoa, essa passagem jamais será esquecida.
Na Tailândia os mexilhões são baratos e muito utilizados na culinária, porém sempre acompanhdos de piri-piri.
Abraço amigo
Dispenso o piripiri. Os mexilhões devem ser umas das criaturinhas marinhas mais baratas.
EliminarAbraço
ResponderEliminarNão deve ter sido um petisco muito apreciado, deduzo eu.
É curioso como a memória torna eternos alguns momentos:
Gostei muito da referência ao padrão da toalha. Revela como são atentos e "pequeninos" os olhares de uma criança.
Um beijo
Há certos pormenores que ficam retidos na memória, sabe-se lá porquê.
EliminarAbraço : )
rrrsss rrrss
ResponderEliminarBom, podia ser ainda pior!!
Beijos, Catarina
Podia... : )
EliminarBjos
Este é um prato que aprecio muito, dado a minha paixão por frutos do mar. Gosto muito mas sem mercurocromo, com um azeite, sal e uma geladinha não precisa de mais nada. :0) bjs
ResponderEliminarE mais fáceis de preparar.
EliminarAbraço
Ao menos salvaram-se as sobremesas, não? :))
ResponderEliminarHá muito tempo que não como mexilhões.
Creio que sim. : )
EliminarBjos
Bolas!!!! Seria loira a rapariga?!.... E o teu pai despediu-a ou ... bateu-lhe?!...
ResponderEliminarSei que não foi despedida; quanto ao raspanete não me recordo mas não me parece que iriam envergonhar a rapariga em frente de toda a gente. Pobre “moça”! : )
EliminarPois eu adoro mexilhões, à portuguesa ou à espanhola! Quer dizer, mas sem mercurocromo, que como condimento não deve ser grande coisa... :)
ResponderEliminarAbraço!
Eu gosto de qualquer marisco! Venha ele! : )
EliminarAbraço
Ehehehe! Querida Catarina, imaginei todos os desfechos, menos o que realmente sucedeu!!!
ResponderEliminarAinda ontem fiz uma massada de mexilhões, de comer e comer e comer...
Beijinhos. :)
Massada de mexilhões?! Estou a imaginar. : )
EliminarAbraço
Um dia, em Bruxelas, fui convidado para jantar num dos melhores restaurantes de Bruxelas, junto à Grande Place. Os meus convidantes que eu conhecera na véspera aconselharam-me a pedir a "especialidade da casa". Prudentemente, perguntei o que era e, à resposta "Mexilhões", devo ter feito uma cara tão estranha, que eles pensaram que eu me estava a sentir mal disposto.
ResponderEliminarQuando lhes disse que odiava mexilhões, tiveram um desgosto enorme e foram eles a ficar com uma cara tão estranha, que até tive pena deles.
E acabou por pedir....?....
Eliminar:)
ResponderEliminarAbraço, redonda! : )
EliminarMal empregado petisco que foi para o lixo!:-((
ResponderEliminarAbraço
Olá!
ResponderEliminarObrigado por passar lá no Assim falava Zé da Trouxa. Nesse blog não respondo a ninguém. Não sei porquê, são regras que criei, tal como noutro blog que tenho respondo a toda a gente. Por isso respondo aqui agora.
O nome está óptimo: contempladora ocidental!
Obrigada pela visita, Zé da Trouxa. Fui visitar o blogue onde responde aos comentários. Gosto de receber respostas embora visite quem não me responde diretamente nos seus blogues. : )
EliminarAbraço