Nos Campos de Flandres
Nos campos de Flandres
as papoilas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo.
as papoilas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo.
Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.
Continuai a lutar contra o nosso inimigo;
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoilas
nos campos de Flandres.
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoilas
nos campos de Flandres.
John McCrae, Flanders, 1915
Tradução de Abgar Renault, tirada da net.
Tenente Coronel John McCrae (1872-1918), médico,
nascido em Guelph, Canadá, fez parte do contingente canadiano na Flandres
durante a Primeira Guerra Mundial. Após a morte do seu grande amigo, Tenente
Alexis Helmer, John McCrae escreve “In Flanders Fields”. Publicado pela
primeira vez em Dezembro de 1915, tornar-se-ia no poema mais recitado de todos
os tempos no Reino Unido e no Canadá.
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Andas a tirar-me as ideias!
ResponderEliminarTinha mesmo aqui alinhavado um post sobre "As Papoilas da Memória"! :)
A Revista do Expresso de sábado trazia um pequeno artigo sobre o assunto!
Abraço
Como já comentei no teu blogue, Rosinha querida, esta manhã só vi posts alusivos ao Dia de S. Martinho e achei por bem mencionar o Dia do Soldado que celebramos oficialmente neste país. Desde o primeiro de novembro que usamos uma papoila vermelha na gola do casaco para indicarmos que não nos esquecemos. Tb fizemos um minuto de silêncio às 11 horas.
EliminarAbraço
Paz a todas as vítimas passadas, presentes e futuras!
ResponderEliminarBoa semana para ti.
Fez muito bem em nos trazer esse dia, Catarina.
ResponderEliminarEm relação à pergunta que me fez sobre a fotografia de Santa Lucia, foi em 2005 que a tirei. Presumo que esteja diferente...
Boa semana
"Continuai a lutar contra o nosso inimigo"
ResponderEliminarLevo (sempre) dos poemas, os versos nobres...
Catarina,
ResponderEliminarO Tenente John teria nascido em 1872 e não 1972...
Meus cumprimentos.,
Manuel Tomaz
Já corrigi, Manuel. Obrigada! : )
EliminarEra a isto que te referias não era? As famosas Poppy. Há assim tanta papoila para tanta gente e durante tanto tempo? Compram-se?
ResponderEliminarBeijinho
As papoilas são de papel. Obtemo-las mediante um donativo. As celebrações de homenagem são a nível nacional. É feriado para certos setores: bancos, repartições governamentais, consulado, etc... As escolas estão abertas e o comércio tb.
Eliminarbjos
Obrigado! Não conhecia, não resisti a ler no original. Belíssimo. Tem a forma de uma canção, de uma canção que poderia muito bem ser cantada por soldados a marchar. Para o seu destino, neste, ou mais provavelmente noutro, mundo.
ResponderEliminarTake up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.
Belo e triste o poema :(
ResponderEliminarBeijinho :)
A arte ao serviço da memória que se quer viva. Lindo!
ResponderEliminarUm beijo
Também falei do Dia da Lembrança lá no meu espaço, tradição que não temos cá em Portugal.
ResponderEliminarBeijinhos
Não há Guerra Guerra
ResponderEliminarCorrijo "Não À Guerra" !!!
EliminarBoa lembrança! O poema é muito bonito.
ResponderEliminarxx
Olá Catarina aos poucos vou voltando!
ResponderEliminarO poema é lindo, sabes li um artigo numa revista sobre este texto.
beijinho e uma flor
Não sabia que era Dia do Saoldado.
ResponderEliminarNem sabia que havia um Dia do Soldado, confesso.
Infelizmente, e apesar dos múltiplos maus exemplos anteriores, as guerras continuam!
ResponderEliminarDá vontade de dizer: morte a guerra!!!
Sabia da existência do "dia do soldado" mas não sabia a data exacta. Nem sei se é a mesma em todos os países.
É uma pena que pessoas "tenham" que morrer/matar.
Beijo!