segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Dia do Soldado


Nos Campos de Flandres  
                                             
      Nos campos de Flandres                                                
      as papoilas estão florescendo entre as cruzes                  
      que em fileiras e mais fileiras assinalam                            
      nosso lugar; no céu as cotovias voam                             
      e continuam a cantar heroicamente,                                  
      e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo. 
           
      Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,            
      ah! nós amávamos, nós éramos amados;                          
      sentíamos a aurora e víamos o poente                              
      a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados                        
      nos campos de Flandres.

      Continuai a lutar contra o nosso inimigo;                        
      nossa mão vacilante atira-vos o archote:                          
      mantende-o no alto. 
Que, se a nossa fé trairdes,               
      nós, que morremos, não poderemos dormir,                   
      ainda mesmo que floresçam as papoilas                           
      nos campos de Flandres. 

      John McCrae, Flanders, 1915 
                                               
      Tradução de Abgar Renault, tirada da net.                            



Tenente Coronel John McCrae (1872-1918), médico, nascido em Guelph, Canadá, fez parte do contingente canadiano na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. Após a morte do seu grande amigo, Tenente Alexis Helmer, John McCrae escreve “In Flanders Fields”. Publicado pela primeira vez em Dezembro de 1915, tornar-se-ia no poema mais recitado de todos os tempos no Reino Unido e no Canadá.


19 comentários:

  1. Andas a tirar-me as ideias!
    Tinha mesmo aqui alinhavado um post sobre "As Papoilas da Memória"! :)
    A Revista do Expresso de sábado trazia um pequeno artigo sobre o assunto!

    Abraço

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    1. Como já comentei no teu blogue, Rosinha querida, esta manhã só vi posts alusivos ao Dia de S. Martinho e achei por bem mencionar o Dia do Soldado que celebramos oficialmente neste país. Desde o primeiro de novembro que usamos uma papoila vermelha na gola do casaco para indicarmos que não nos esquecemos. Tb fizemos um minuto de silêncio às 11 horas.
      Abraço

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  2. Paz a todas as vítimas passadas, presentes e futuras!

    Boa semana para ti.

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  3. Fez muito bem em nos trazer esse dia, Catarina.
    Em relação à pergunta que me fez sobre a fotografia de Santa Lucia, foi em 2005 que a tirei. Presumo que esteja diferente...
    Boa semana

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  4. "Continuai a lutar contra o nosso inimigo"

    Levo (sempre) dos poemas, os versos nobres...

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  5. Catarina,
    O Tenente John teria nascido em 1872 e não 1972...
    Meus cumprimentos.,
    Manuel Tomaz

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  6. Era a isto que te referias não era? As famosas Poppy. Há assim tanta papoila para tanta gente e durante tanto tempo? Compram-se?

    Beijinho

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    1. As papoilas são de papel. Obtemo-las mediante um donativo. As celebrações de homenagem são a nível nacional. É feriado para certos setores: bancos, repartições governamentais, consulado, etc... As escolas estão abertas e o comércio tb.
      bjos

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  7. Obrigado! Não conhecia, não resisti a ler no original. Belíssimo. Tem a forma de uma canção, de uma canção que poderia muito bem ser cantada por soldados a marchar. Para o seu destino, neste, ou mais provavelmente noutro, mundo.


    Take up our quarrel with the foe:
    To you from failing hands we throw
    The torch; be yours to hold it high.
    If ye break faith with us who die
    We shall not sleep, though poppies grow
    In Flanders fields.

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  8. A arte ao serviço da memória que se quer viva. Lindo!

    Um beijo

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  9. Também falei do Dia da Lembrança lá no meu espaço, tradição que não temos cá em Portugal.

    Beijinhos

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  10. Olá Catarina aos poucos vou voltando!
    O poema é lindo, sabes li um artigo numa revista sobre este texto.

    beijinho e uma flor

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  11. Não sabia que era Dia do Saoldado.
    Nem sabia que havia um Dia do Soldado, confesso.

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  12. Infelizmente, e apesar dos múltiplos maus exemplos anteriores, as guerras continuam!
    Dá vontade de dizer: morte a guerra!!!
    Sabia da existência do "dia do soldado" mas não sabia a data exacta. Nem sei se é a mesma em todos os países.
    É uma pena que pessoas "tenham" que morrer/matar.

    Beijo!

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