Apesar da profunda amizade que unia estes pintores canadianos, anos antes de o Grupo dos Sete ter sido formado, e das muitas aventuras e experiências que viveram juntos nos locais mais remotos e selvagens do território canadiano, eles conseguiram definir e manter o seu estilo e a sua individualidade artística.
Quando a Primeira Grande Guerra Mundial eclodiu em 1914, os pintores dispersaram-se. A crise económica que logo se fez sentir afectou quase todos; alguns tiveram que procurar outras fontes de rendimento para sustentar as suas famílias. Tom Thomson, por exemplo, começou a trabalhar como guia no Parque Algonquin (na província do Ontário). Em Julho de 1917 acontece uma tragédia. Thomson – que viria a ser considerado um dos maiores pintores canadianos - morre num acidente de canoagem apesar de ser um exímio canoista. Ainda não tinha 40 anos.
A.Y. Jackson quando teve conhecimento da morte do seu grande amigo, escreveu:
“Sem o Tom, o norte do país parece uma região desprovida de arbustos e de rochas. Ele era o guia, o intérprete e nós os convidados...”
Após o fim da guerra, alguns dos pintores começaram a reunir-se de novo, a viajar pelas exuberantes regiões do noroeste do Ontário até chegarem a Algoma, uma área de terreno acidentado, sulcado por rios, salpicado por lagos e espectaculares cataratas, com florestas densas e de uma beleza deslumbrante. Esta seria uma das fontes de inspiração de inúmeros quadros com os quais fariam a sua primeira exposição como “Grupo dos Sete” - em 1920.
Com o tempo alguns seguiram outros destinos para se inspirarem noutras paragens – Montanhas Rochosas da Colombia Britânica, Províncias Marítimas, Quebeque, Ártico. O Grupo dos Sete acabaria por se dissolver em 1931. Em 1933 formar-se-ia o Grupo de Pintores Canadianos com um grupo mais alargado de artistas. Mas é o Grupo dos Sete que ainda hoje é conhecido como o grupo de pintores que “mais nos sensibilizou pela paixão, pelo entusiasmo com que pintaram a natureza selvagem canadiana que tanto amaram.”
As obras de arte do Grupo dos Sete e de Tom Thomson já foram exibidas nas maiores galerias de arte do mundo: Glasgow, Edimburgo, Aberdeen, Londres, Washington, Munique, Bona e Hamburgo, Leninegrado, Kiev, Moscovo, Oslo, Dublin...
![]() |
“The Edge of the Maple Wood” por A.Y. Jackson
A natureza desperta para uma nova estação.
|
![]() |
“In the Northland” por Tom Thomson.
A bétula caída parece querer guiar o nosso olhar para a outra margem do lago.
|
![]() |
“Mount Lefroy” por L. Harris
“A realização da verdade espiritual e do conhecimento”. Para Harris “o branco simbolizava a verdade; o azul, a fé; e o amarelo, o conhecimento divino.”
|
(Todas as imagens foram retiradas do google.)




Agora já os conheço :)
ResponderEliminarValeu a pena, então, este resumo… muito resumido do grupo dos sete... : )
ResponderEliminarUm resumo serve para pensar no que será a obra completa.
ResponderEliminar:)
Catarina, foi uma belíssima viagem a que nos proporcionaste com este grupo.
ResponderEliminarConsidero-me um privilegiado por conhecer, ao vivo, algumas das belezas naturais do Canadá, principalmente na província de Alberta. É indescritível a sensação, só vivendo. Não queria morrer sem lá voltar, isso é ponto assente.
Beijo :)
Bem espero, Observador, que o meu resumido resumo da grande obra dos Sete tivesse proporcionado um vislumbre da grande obra dos Sete. : ) Abraço.
ResponderEliminarObrigada, AC. Há outras províncias igualmente belas que vale a pena visitar. Os que conhecem Alberta ficam encantados como tu. Hás de voltar, tenho a certeza! : ) Abraço.
ResponderEliminar