Publicidade deprimente
As grandes campanhas publicitárias de promoção e
descontos “Regresso às aulas” já começaram há semanas e parece que se intensificaram
nos últimos dias. Compreende-se, em parte. As aulas no ensino elementar e
secundário começam a 3 de setembro.
Mas artigos de decoração e fatos de fantasia nas
prateleiras e montras em meados de agosto quando o Halloween é a 31 de outubro?
Demasiado deprimente.
O verão é curto e estas estratégias de marketing
querem forçar as pessoas a pensar e a planear com meses de antecedência, fazendo
com que as mais incautas se deixem levar pelos saldos, e não vivam o curto e
incerto verão com a intensidade que ele e elas merecem!
Melhor será não entrar nas lojas ou se for
absolutamente necessário, evitar a secção onde estes artigos estão expostos. É
um direito de todos nós aproveitar bem cada estação do ano no seu devido tempo,
principalmente aquela que é curtíssima, i.e, o verão!
E para atenuar a sensação desagradável de que ele - o verão - está a terminar dentro de pouco tempo, mais um passeio/caminhada por este
parque, onde é frequente os grandes piqueniques organizados por famílias ou
grupos comunitários.
Hoje passei por um grande grupo turco. Observei muitos
homens que se cumprimentavam com um aperto de mão e um abraço seguido de dois
beijos no rosto. Cumprimentavam-se com um certo carinho. Talvez não se vissem
há algum tempo ou então é mesmo assim!
Enquanto caminhava a passo lento de forma a
sentir a tranquilidade e a imensidão do lugar, não pude deixar de pensar na
diversidade que me rodeia, na riqueza de conhecimentos e experiências que essa mesma
diversidade me tem proporcionado.
Nenhum lugar onde vivemos é perfeito; a insatisfação tão sentida por alguns, obriga-os a centralizarem a sua atenção naquilo que não têm e gostariam de ter, perdendo, assim o tempo presente que pode ser tão excitante e compensador se for vivido com fervor e com todos os sentidos.
Nenhum lugar onde vivemos é perfeito; a insatisfação tão sentida por alguns, obriga-os a centralizarem a sua atenção naquilo que não têm e gostariam de ter, perdendo, assim o tempo presente que pode ser tão excitante e compensador se for vivido com fervor e com todos os sentidos.
Quando o sol desaparecia, olhava para o céu na
esperança de que fosse alguma nuvem pequenina e provocadora que andasse a
brincar connosco e que logo, logo se desviasse para a terra ficar de novo
iluminada.
Eventualmente, o sol tornava a aparecer...
Os dias estão nitidamente mais curtos, o céu está
muitas vezes nublado embora a temperatura se mantenha amena, ideal para
estas atividades ao ar livre.
Haverá algum local neste planeta onde a
temperatura se mantenha nos vintes e tais graus, rodeado de mar azul e águas
quentinhas, onde as tempestades não acontecem, nem a trovoada ou as chuvas torrenciais (embora se aceitem uns chuviscos de vez em quando) e onde a boa gastronomia é obrigatória todos os
dias?
Assim não vale, fazer perguntas cujas respostas sabemos antecipadamente!
ResponderEliminarObviamente que a Catarina só pode estar a pensar no meu Alentejo :-)
Aqui as aulas já começaram, desde 5a feira passada, só têm 5 semanas de férias no Verão.
Claro, Luís, onde mais poderia ser?! No Alentejo! : )
EliminarAs férias de verão são mais longas por estes lados. Umas 9 semanas. Mais duas pelo Natal e uma em Março.
ResponderEliminar«Nenhum lugar onde vivemos é perfeito; a insatisfação tão sentida por alguns, obriga-os a centralizarem a sua atenção naquilo que não têm e gostariam de ter, perdendo, assim o tempo presente que pode ser tão excitante e compensador se for vivido com fervor e com todos os sentidos.»
Adorei ler este teu post... e esta frase em particular.
Como concordo contigo e como me entristece que assim seja.
Quanto à tua pergunta «Haverá algum local neste planeta onde a temperatura se mantenha nos vintes e tais graus...» eu conheço sim.
No arquipélago de Cabo Verde, não sei se mesmo na cidade de Praia, a sua capital, ou se nas ilhas também, a temperatura média quer das mínimas quer das máximas, ronda os 25 graus.
É um bom destino de férias para quem possa lá se deslocar!
Beijinhos querida Catarina, votos de uma boa semana vivida intensamente!
Afrodite, e quanto a tempestades, tufões, etc e tal? Tem que ser um local que tenha todas as características apontadas ali acima! : )
Eliminar
EliminarVai aqui a ESTE link... and see for yourself :)
Só não sei falar-te da gastronomia local.
Beijocas
As brumas secas são um inconveniente. Ainda não é Cabo Verde que me vai sair daqui para procurar o lugar “ideal”!
EliminarPor outro lado... andar de roupa leve o ano inteiro não deixa de ser aliciante. Nem botas de inverno, nem casacos com capuz, nem luvas forradas, nem cachecóis, nem nevões...
: )
EliminarBom... mas eu dei este exemplo mais como destino de férias!
Porque como local para viver com essas características todas encontras cá por Portugal.
E apesar de eu não trocar o Minho por nenhuma outra região, reconheço que o Algarve é a região mais amena em termos climatéricos.
Sou completamente avessa a lojas, compras, saldos...tudo o que me leve a gastar dinheiro sem ser por necessidade absoluta e mesmo assim o orçamento anda ressentido! :-))
ResponderEliminarRefiro-me a roupa, calçado, malas, malinhas, maletas...
Nunca planeio nada com muita antecedência!
Claro que nenhum lugar é perfeito mas em Portugal, do ponto de vista meteorológico e gastronómico, está-se bem!
Espero ainda apanhar uns dias bons quando for para o Algarve no fim de Setembro!
Abraço
Com essas ondas de calor, essa ida ao Algarve em setembro vai ser boa, prometo! : )
EliminarCara confrade Catarina!
ResponderEliminarApreciei sobremaneira ler sua reflexiva e inquietante crônica, que deixa patente seu viés sensibilíssimo ao interagir com este maltratado e fascinante mundo que habitamos.
Por coincidência, na semana que findou, estava a refletir sobre a condição humana e o nosso eterno desejo de viver plenamente onde a felicidade seria a tônica em todos os momentos da nossa efêmera existência.
Vivemos numa sociedade onde as relações sociais são alicerçadas no "ter" em detrimento do "ser".
O consumismo exacerbado, aliado ao fortíssimo e muitas vezes irresistível apelo mercantilista, nos bombardeia sem tréguas, para sentirmos a necessidade de sempre adquirir mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais, mais...
Lembrei da história da vida da Cristina Onassis, que tinha tudo aquilo que o dinheiro possibilita ter, mas deu cabo a sua existência.
Creio que a felicidade consiste em pequenos momentos do nosso cotidiano, como por exemplo, ontem, fiquei feliz ao compartilhar contigo como rotineiramente é meu desjejum, porque apesar de não conhecê-la em carne e osso, bem como ter ciência de que muito provavelmente este auspicioso fato não ocorra, afeiçoe-me a você, como se realmente você uma querida amiga de longa data e tenho muita satisfação em tê-la como interlocutora, acompanhando sua forma de tornar de domínio público, através desta fantástica tecnologia cibernética, seu sensível viés de mundo!
O que nos espera?
Caloroso abraço! Saudações existencialistas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP
PS - Como ontem foi o Dia dos Pais envio-lhe de mimo esta enternecedora canção da película "Yentl":
Desejo-lhe uma ótima semana!
LUZES! CÂMERAS! AÇÃO!
http://www.youtube.com/watch?v=QwCPAo5e_F8
Gostei igualmente de ler o seu comentário, meu amigo. Obrigada!
EliminarBarbara Streisand, uma cantora extraordinária.
não compreendo estas novas estratégias...as montras já têm as novas colecções, roupa que só se vai usar em Novembro e ouvi dizer que em Londres se vendem por esta altura enfeites da Natal! Enfim...
ResponderEliminar:)
Houve quem se manifestasse (em Inglaterra) contra a publicidade dos artigos de Natal no verão. Embora o Natal seja uma época linda, faz-nos lembrar das temperaturas abaixo de zero e dos grandes nevões! E isso é deprimente.
EliminarGostei das fotos ( e também do gato do post anterior).
ResponderEliminarQuanto à publicidade , acho um horror que se comecem a decorar lojas com motivos natalícios em início de novembro, por exemplo!
Fica bem
Assim que o Halloween termina (31 de outubro) lá estão os artigos de Natal a encher as prateleiras e montras. Para mim, estes estratégias não dão os resultados desejados.
EliminarAs aulas aqui começam mais tarde, salvo erro em meados de setembro, mas nos grandes hipermercados já montaram umas seções de material escolar... ;)
ResponderEliminarQuanto ao verão estar quase a acabar, pôxa, ainda falta mais de um mês, ainda é cedo para falarmos em acabar...
Quanto à tua última pergunta, sim, até conheço um local neste planeta com essas características, só que as temperaturas têm rondado os 30 e muitos/ 40º nos últimos dias... :)
Abraço
Este verão para mim tem sido muito diferente do habitual. Um verão sem praia! Dias de muito trabalho que não faziam parte dos meus planos para estas férias.
Eliminar: )
Concordo contigo, é deprimente esta lavagem aos cérebros com o intuito de nos convencerem que o outono já chegou e que é obrigatório fazer compras!!!
ResponderEliminarFui oito vezes à praia ainda falta muito verão :)))
Portugal é um país maravilhoso.
xx
EliminarÉ isso. Lavagem ao cérebro. Que irritação ! : )
Por aqui a água está quentinha, mas as temperaturas estão nos 30 e... muito calor!!!
ResponderEliminarÉ de facto como dizes: nunca estamos bem onde vivemos e com o que temos e sei lá o que mais. Somos uns insatisfeitos...
(Só um reparo que espero não me leves a mal: a menina, que escreve tão bem em português, já está a ser "apanhada" pela English language... A palavra "eventualmente" em português não quer dizer o mesmo que eventually; esta quer dizer "no fim", mas em português quer dizer "talvez". Ficas zangada comigo? Espero bem que não, querida Catarina)
Beijinhos
Tens toda a razão, Graça, quanto ao “eventualmente”! ; ) oops!
EliminarE não, claro que não te levei a mal sobre o reparo! Até gostei. Sente-te à vontade para o fazer sempre que necessário. : )
Bjos : )
O final do Verão e o começo do Outono...
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=XSXYu-3r1S8
Pensei que fosse uma composição de Vivaldi!
EliminarGostei de ouvir esta canção. : )
O apelo ao consumo atinge proporções alarmantes. Felizmente, há sempre quem prefira o verde natural de um parque aos falso colorido de um centro comercial.
ResponderEliminarUm beijo
E não se trata apenas do apelo ao consumo. É apelo ao consumo na época/estação errada!! : )
EliminarBelissimas as fotos adorei amiga, esclarece-me porque não deu para ver bem, a última foto tem essas plantas verdinhas, por acaso ela dão um cano comprido na ponta com pelo castanho? pareceu-me que sim, tenho imenso disso aqui nas valasno campo em meu redor.
ResponderEliminarQuanto às montras sou suspeita Catarina, porque não gosto de fazer compras, não tenho pachorra, nem suporto ver as coisas nas montras com meses de antecedência.
Beijinho e uma flor
P.S. Que bom que gostaste da nossa estória de amor no meu "folha seca"
Penso que sim, flor. Tenho visto muitas plantas desse género.
EliminarÉ realmente uma bonita estória de amor! : )
Os marketteers estão a adaptar-se às alterações climáticas. Só pode!
ResponderEliminarGostei muito do seu comentário sobre Copacabana lá no CR. Por acaso aquela fotografia também foi tirada em Junho!
Boa semana, Catarina
Talvez tenha razão, Carlos! : )
EliminarHá.
ResponderEliminarE a gente até o conhece bem, não é, Catarina?
Uma pista - não é Macau, novamente sob a influência de um tufão e onde a publicidade é feita para, e por, imberbes
Parece que não é nada agradável viver em Macau, Pedro.
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