O bombardeamento de Pearl Harbor em 1941 forçou
os americanos e os canadianos a reavaliar a segurança da América do Norte.
Necessitavam de uma rota segura através da qual poderiam transportar bens e
equipamentos militares dos outros estados para o Alasca. Essa rota tinha que
ser concluída no espaço de um ano.
Cartaz de recrutamento para o Projeto de
Construção da Auto-Estrada do Alasca em 1942:
“Os homens contratados para este trabalho serão
obrigados a trabalhar e a viver sob as condições mais extremas que se possa
imaginar. As temperaturas variam de 90 graus acima de zero a 70 graus abaixo de
zero. Os homens terão que enfrentar os rigores dos pântanos, dos rios, do gelo
e do frio. Os mosquitos e as moscas não serão apenas irritantes, mas causarão danos
corporais. Se você não está preparado para trabalhar sob estas condições ou
condições semelhantes, não se candidate a este emprego.”
(Graus Fahrenheit)
Mais de 11 mil militares e 16 mil civis chegaram a Dawson Creek
em 1942 para trabalhar neste projeto. As temperaturas no inverno eram tão
baixas que os lubrificantes congelavam, as peças das máquinas quebravam, homens
morriam de frio...
O permafrost (solo que se mantem sempre gelado)
e os solos ácidos, característicos da região ártica e boreal, causavam
problemas muito graves; no verão os insectos eram tão horrorosos que os trabalhadores tinham que usar redes mosquiteiras.
A 13 km por dia... ao fim de oito meses tinham
concluído 2.700 km de auto-estrada que foi inaugurada a 20 de novembro de 1942.
A estátua de ferro do agrimensor está a apontar
para noroeste. É uma homenagem a todos aqueles que trabalharam
na construção desta auto-estrada.
Este poste, indicativo também do “Quilómetro
zero”, foi colocado neste cruzamento a
poucos metros da rotunda acima, a pensar nos turistas. É mais fácil o turista
atravessar este cruzamento e colocar-se numa posição estratégica para a grande
foto!
Um pouco de história deveras interessante.
ResponderEliminarÉ sempre bom saber.
Beijinhos Catarina
Fiquei impressionadíssima com a estória dos trabalhadores da auto-estrada. Li tudo o que pude adquirir. E penso nela/neles todos os dias. Só ainda não encontrei informações sobre os seus ordenados. Estou com curiosidade. Com mais tempo vou tentar pesquisar na net. Provavelmente, esta informação estará algures no museu que visitei, mas na altura nem pensei em perguntar às funcionárias.
EliminarGraças à Catarina e à minha cunhada vou ficando mais e mais curioso para visitar o Canadá (ainda só conheço Vancouver e adorei).
ResponderEliminarAs províncias marítimas, que conheço, também são muito bonitas.
EliminarQuero conhecer melhor este “meu” país! Gostaria de visitar Whitehorse, capital do Território do Yukon. A minha filha diz que é uma cidade linda e que não se importaria de lá viver. Por este andar ainda vão chegar a viver no Pólo Norte. : )
Já imaginou viver numa cidade (Whitehorse) onde a temperatura máxima no inverno é de 14 graus negativos e no verão 21 graus positivos? É a terra do “sol da meia-noite”. No verão há 20 horas de sol e no inverno cerca de 6h. : )
It's lovely to see another places. Looks nice.
ResponderEliminarI agree! That is why I like to "visit" you! : ))
EliminarNoventa graus acima de zero? Estamos na escala de Farenheit, presumo.
ResponderEliminarBom fim de semana
Sim, são graus Fahrenheit.
Eliminar90° F = 32°C
-70° F = -57°C
Bjos : )
Honra aos heróis que construíram essa auto-estrada, Catarina.
ResponderEliminarBeijinho e bom fim de semana.
Uma ponte que custou $140 milhões e muitas vidas.
EliminarBom fim de semana, Ricardo.
: )
Gostei muito de saber...
ResponderEliminarBj ~~~~~~~~~~~~
: )
EliminarBjos
O início de uma longa caminhada.
ResponderEliminarGrato pela explicação que enriquece o conhecimento.
Abraço
De nada!
Eliminar: )
Um cartaz que não enganava ninguém...
ResponderEliminarMais honestos não poderiam ter sido! : )
EliminarA história é uma ciência fantástica...
ResponderEliminar: )
EliminarMuito interessante! Trabalhadores que mereciam ser homenageados, penso eu.
ResponderEliminarTem um bom fim de semana Catarina.
Beijinho
P.S. acrescentei uma explicação ao meu post, quem por lá passou deve saber o porquê, só não disse que o "alguém" é meu genro.
Obrigada, Flor.
EliminarBjos : )
Estou a gostar imenso destas tuas reportagens e informações. O Canadá é um (imenso) país espantoso. Gosto mesmo de saber. Obrigada, Catarina.
ResponderEliminarBeijinhos e boa(s) viagen(s)
Também gosto imenso dos teus passeios porque me enriquecem. São lugares que nunca visitei. E eu adoro passear!!! : ))
EliminarBjos
A marca do mile zero (ou do km zero) impressiona-me sempre. O princípio de tudo!
ResponderEliminarDados muito interessantes... bem coadjuvados pelas tuas fotos!
Ficas aqui com um excelente roteiro de viagem... não só útil e agradável para todos nós leitores... mas sobretudo para ti, para mais tarde recordares.
Beijinhos e obrigada por nos levares contigo em viagem
(^^)