sábado, 10 de novembro de 2018

Dia da Lembrança - 11 de novembro



Dia para recordar e celebrar o fim das hostilidades da Primeira Guerra Mundial.

E tal como em anos anteriores, não posso deixar de mencionar John McCrae (1872-1918), poeta, médico, autor e soldado canadiano da Primeira Guerra Mundial.

No verão, quando fui a Guelph, visitei a casa onde viveu, que é agora um museu.







Poema “Nos Campos de Flandres”













Inscrição do poema num “livro” de bronze no Memorial de John McCrae ao lado da casa-museu


A antiga chave da casa



Um dos poemas mais citados da guerra:

      Nos Campos de Flandres  
                                             
      Nos campos de Flandres                                              

      as papoilas estão florescendo entre as cruzes                

      que em fileiras e mais fileiras assinalam                          

      nosso lugar; no céu as cotovias voam                           

      e continuam a cantar heroicamente,                                
      e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá em baixo. 
           
      Somos os mortos... Ainda há poucos dias, vivos,          

      ah! nós amávamos, nós éramos amados;                        

      sentíamos a aurora e víamos o poente                            

      a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados                      

      nos campos de Flandres.

      Continuai a lutar contra o nosso inimigo;                      

      nossa mão vacilante atira-vos o archote:                        

      mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,             

      nós, que morremos, não poderemos dormir,                 

      ainda mesmo que floresçam as papoilas                         
      nos campos de Flandres. 

      John McCrae, Flanders, 1915 
                                               
      Tradução de Abgar Renault, tirada da net.                            



16 comentários:

  1. Ainda hoje visitei o nosso jardim Botanico - Kings park, que estava cheio de papoilas e fui ver o significado das papoilas na guerra e li a historia deste medico. Interessante.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Desde o primeiro dia do mês que andamos com uma papoila na lapela.

      Eliminar
  2. Daí a papoila ao peito, será?
    Cerca de 8.000 soldados portugueses pereceram nos campos da Flandres, mal preparados, mal vestidos, mal alimentados!
    E continuamos a dizer "Nunca mais"! :(

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, usamos uma papoila ao peito desde o primeiro dia de novembro.

      Eliminar
  3. Strangely though I lived near Guelph growing up, I have never been to his family home. I must go there sometime. Wonderful shots.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. It is within walking distance from the Bread Bar and the covered bridge.

      Eliminar
  4. A good day to remember, wonderful photos of the museum.

    ResponderEliminar
  5. A truly beautiful poem. Which ensures his memory lives on.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Every time I read this poem, which is every year at this time, I get emotional.

      Eliminar

  6. Eu, se conheço a existência deste dia é graças a Ti e aos posts que tens feito nos últimos anos.
    Fui ver que países celebram este dia e pelos vistos apenas o Canadá o celebra com esse nome.

    Beijinhos de fim de noite
    (^^)

    ResponderEliminar
  7. Obrigada pela visita pela casa-museu. Muito bonita!

    Beijinho.

    ResponderEliminar
  8. Um dia para nunca esquecer... para que não se repitam os erros do passado...
    Adorei o post, Catarina! Belíssima reportagem fotográfica, do local!
    Beijinhos
    Ana

    ResponderEliminar