terça-feira, 29 de outubro de 2019

"Arte Povera" na AGO
“Arte Povera” at the AGO



“Arte Povera – “Arte Pobre” – foi uma expressão criada pelo curador italiano Germano Celant para se referir ao movimento artístico que se desenvolveu originalmente na segunda metade da década de 1960 na Itália.
Os seus adeptos utilizam materiais de pintura, ou outras expressões plásticas não convencionais, como p.ex., areia, madeira, sacos, jornais, cordas, feltro, terra e trapos, com o intuito de “empobrecer” a obra de arte, reduzindo os seus artifícios e eliminando barreiras entre a Arte e o quotidiano de uma sociedade guiada pelo acúmulo de riquezas materiais.” 

“Arte Povera – “Poor Art” – is a contemporary art movement that took place between the end of the 1960s and the beginning of the 1970s. The term was coined by Italian art curator Germano Celant.
The artists explored a range of unconventional processes and non traditional everyday materials: soil, rags, twigs, newspapers… In using such throwaway materials, they aimed to critique technology and commercialization of art." 


Luciano Fabro -  “La Germania”, 1984

Material usado: aço, metais diversos, vidro, plástico, elementos elétricos, sacos de areia.

No poste de ferro estão aparafusadas duas chapas de aço representando a Alemanha Ocidental e Oriental para tentar montar o quebra-cabeças do país dividido e refletir as realidades da Europa do pós-guerra.

Material used: steel, various metals, glass, plastic, electrical elements, sandbags.

"Near the top of the iron pole, two steel slabs are bolted together in the shape of East and West Germany to try and put together the puzzle of the divided country and reflect the realities of postwar Europe."




Jannis Kounellis – “Untitled” – 1982 – 1985

Material usado: aço, madeira, gesso, lã, serrapilheira 

Kounellis criou a sensação de um estilo de vida e cultura europeia fragmentada após guerra, e o desejo de reconstruir.

Material used: steel, wood, plaster, wool, burlap

"Kounellis created the feeling of fragmented European life and culture post war and the desire to rebuild."

22 comentários:

  1. Not to my liking, but some people go for this sort of art.

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    1. If I hadn't read about this "art povera" and about what these 2 pieces represent, I wouldn't have understood.

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  2. Downright fascinating. Not (I think) pieces I long to own, but definitely interesting to look at.

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    1. I have to read about it in order to understand the message the artists want to transmit.

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  3. ...art is different for different people.

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  4. Se fosse aí com as minhas filhas dava risota.
    Não, não faz o nosso género.

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  5. Gosto de ver mas não faz o meu estilo, aproveito para desejar a continuação de uma boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    O prazer dos livros

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    1. Também gosto de ver, de ler para compreender e de respeitar a arte de cada artista.

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  6. Bom dia. É assim: Se fosse eu, pobre criatura, a pegar nuns paus, ou nuns ferros, ou numas latas velhas, e fizesse algo, mandavam-me ser tratado num hospital psiquiátrico. Mas sendo outro alguém... é pura arte. O mundo é mesmo estranho e os gostos muito discutíveis.

    Abraço

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    1. É uma questão de sensibilidade e de respeito pelo trabalho artístico diferente do tradicional.

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  7. Fascinating. I would enjoy such an exhibit though I wouldn’t understand much of it.

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    1. I had to read the info provided and what I found on the net in order to understand this art work. All artists deserve our respect.

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  8. Assim o público não se perde em pormenores e vai à essência da arte que é "Ars gratia artis"!

    Abraço

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  9. Um caso do “Rei vai nu”! Fazem assim porque não sabem fazer melhor e exploram quem se acha crítico avançado! Depois das maravilhosas obras de Rubens, que nos mostrou no post anterior, não me ocorre dizer mais nada a não ser o que o protagonista do conto de Andersen, disse!

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    1. Esta foi a sala para onde fui depois de sair das que continham as 50 pinturas e desenhos de Rubens. Não senti o “choque” de estilos, o barroco e o “pobre”.
      Uns anos atrás teria passado em frente. Hoje em dia, não. Todos os artistas merecem o meu respeito mesmo que eu não aprecie a sua arte. Quando vou ver exposições especiais que, habitualmente, são dos pintores “clássicos”, aproveito e vejo as novas exposições de arte moderna que a AGO tem na altura. Tento ler algumas informações sobre as mesmas antes de ir e quando chego a casa faço mais pesquisas de acordo com as fotos que tirei para ficar melhor informada.
      A AGO é uma das mais conceituadas galerias de arte do continente norte americano. As obras que vão estar expostas ao público são cuidadosamente escolhidas.

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  10. Algo que todos nós podemos fazer, mas que só uma percentagem mínima o faz !!!

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    1. Podemos fazer o quê?
      O meu talento para a arte é bastante limitado, quase inexistente. Eu não tenho este poder criativo.

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    2. Existem em todos nós talentos que muitas vezes não os conseguimos deitar cá para fora, até um dia nos lembrarmos de experimentar algo que vemos e que nos achamos incapazes de produzir !

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  11. Muito interessante!
    É uma boa ideia, este é um bom exemplo do uso da arte para transmitir uma mensagem!
    Obrigada pela partilha!

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