quarta-feira, 3 de março de 2021

“Sonetos da Portuguesa” – “Sonnets from the Portuguese”

 

"Sonnets from the Portuguese"

“Sonetos da Portuguesa” é uma coletânea de 44 sonetos de amor escritos pela poetisa inglesa, Elizabeth Barrett Browning (1806-1861), dedicados ao seu marido, Robert Browning, poeta.

Considerando que os poemas eram demasiado pessoais, a poetisa publicou-os com “uma proveniência imaginária” – Sonetos da Portuguesa -  seguindo a sugestão do seu marido que a chamava de “portuguesinha” por ela ter uma grande admiração por Camões.

Um dos sonetos mais conhecidos desta coletânea é o número 43:


Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh’alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
 
Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
 
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos , com lágrimas de prece,
E é da minha infância, ingénua e forte.
 
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.

 Tradução de Manuel Bandeira.... Wikipedia

 “Sonnets from the Portuguese” is a collection of 44 love sonnets written by the English poet Elizabeth Barrett Browning (1806-1861), dedicated to her husband, Robert Browning.

Barret Browning was initially hesitant to publish the poems, believing they were too personal. However, her husband proposed that she claim their source was Portuguese, probably because of her admiration for Luís de Camões (1524-1580, Portugal’s greatest poet) and Robert’s nickname for her: “my little Portuguese”. 

Sonnet 43


How do I love thee? Let me count the ways.
I love the to the depth and breadth and height
My soul can reach when feeling out of sight
For the ends of Being and Ideal Grace.
 
I love thee to the level of every day’s
Most quiet need, by sun and candlelight.
I love thee freely, as men strive for Right;
I love thee purely, as they turn from Praise;
 
I love thee with the passion put to use
In my old griefs, and with my childhood’s faith;
I love thee with a love I seemed to lose
 
With my lost saints, - I love thee with the breath,
Smiles, tears, of all my life! – and, if God choose,
I shall but love thee better after death.

Wikipedia


 

39 comentários:

  1. I'm familiar with the poem, but didn't know about its roots.

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  2. She was a truly beautiful writer. Thanks for the reminder.

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  3. Muito obrigada pela partilha, Catarina.
    Gostei muito do poema.

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  4. Marcadamente camoniana!
    A mancha gráfica alterou um pouco a leitura do soneto.
    Não conhecia, para variar! :)

    Abraço

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    1. Só me lembrei que não tinha completado a postagem quando li o teu comentário. Obrigada, RV. Tinha copiado o soneto com a intenção de mais tarde o formatar. Estou a comer muito queijo, está visto... : )

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  5. Que belo soneto de amor!
    Desconhecia esta poetisa! Foi muito bom saber!
    Beijinho!

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  6. Digo como a nossa amiga Rosa dos Ventos:
    há uma notória e marcada influência camoniana, nesse belo Soneto de Amor intenso.
    Se me permites o reparo deverias ter feito a separação dos quatro versos + quatro e dos três versos + três para ser um Soneto «de verdade». �� ��

    Beijos.

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    1. Acabei agora mesmo de corrigir. Este post estava agendado e tinha-me esquecido de o completar. Só reparei quando li o comentário da Rosa dos Ventos.
      Obrigada, Janita.

      : )

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    2. Agora sim. Perfeito! :-)

      Catarina, aqueles pontos de interrogação são sorrisos que não consegui publicar porque o Blogger anda de novo a embirrar comigo. Só posso comentar em URL.

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    3. Sim, imaginei que fossem sorrisos. : )))

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  7. Calculas como eu amo esses poemas, que tenho na versão inglesa.
    Confesso que nunca me apercebi da marca camoniana — apercebi sim, uma marca shakespeariana.

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    1. Sou muito seletiva quanto a poesia. Não querendo dizer que goste dos melhores poemas jamais escritos. Há poemas muito conhecidos e apreciados que não me dizem muito, talvez por os não “sentir”... falta de sensibilidade poética, falta de talento para os escrever... Mas estes de Browning, em particular, gostei de os ler na altura. Assim como gosto dos de Sophia, António Aleixo e do escocês Robert Burns. De Camões ainda me recordo de alguns versos de alguns sonetos...
      Gostaria de acrescentar (já o mencionei algumas vezes) que a minha primeira tentativa na área da poesia – digo-o com ironia - foi em alemão quando tinha 16 ou 17 anos. : ))

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  8. Novidade para mim.
    E para descobrir mais e melhor.
    Bfds

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  9. É lindíssimo, este soneto de Elizabeth B. Browning magistralmente traduzido por Manuel Bandeira.
    Fico de boca aberta diante de uma tão conseguida tradução. Sinto-me totalmente incapaz de traduzir algo tão complexo e delicado quanto um bom soneto.

    Abraço :)

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  10. Não conhecia e gostei.
    Bom fim de semana, C

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  11. Bom dia Catarina, obrigado pela linda matéria. Bom final de semana.

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  12. I didn't know that before. Thanks for that information and thanks for the poem.

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  13. A beautiful poem which I never read before.
    Thanks for sharing and have a great weekend.

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  14. Aprendemos uns com os outros.
    Obrigado Catarina, gostei da publicação !

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  15. Olá Catarina!
    Que linda poesia!
    Obrigada por partilhar!
    Adorei ler!
    Não conhecia!
    Um grande beijinho!
    Megy Maia🌺💜🌺

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  16. Desconhecia por completo a autora... e adorei a história que deu origem à publicação dos belos sonetos!
    Beijinhos, Catarina! Estimando que tudo esteja bem, por aí!
    Por aqui... mãe já foi chamada para tomar a primeira dose da Pheizer... felizmente não teve nenhuma reacção adversa... agora dentro de um mês mais ou menos, deverá tomar a segunda dose... só o tempo dirá, se as vacinas, se aguentam, perante tantas novas estirpes que estão a surgir...
    Bom domingo!
    Ana

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    1. Ainda não sei quando será a minha vez para ser vacinada, nem se poderei escolher a vacina. A minha mãe já teve a segundo dose (Moderna) e sentiu efeitos secundários, assim como algumas funcionárias do Lar com quem falei. Reações que duraram praticamente dois dias.
      E já passou um ano...
      Boa tarde de domingo, Ana.
      Bjos

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